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Murilistas tentam apear Geraldo Resende da presidência do PMDB

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30/11/2015 – 05h33

Até aqui eram ameaças veladas, com recadinhos do tipo “quem não tem um vereador, sequer, não pode falar em ser candidato a prefeito”, quando não pondo à venda “de porteira fechada” a bancada murilista na Câmara Municipal, como fez o plenipotenciário secretário de governo José Jorge Leite Zito Filho ao empresário Adão Parizotto, que cogitava se lançar candidato à sucessão de seu chefe Murilo Zauith. Agora, resolveram jogar pesado. Não bastassem os indicativos nem tão discretos assim de que a “mala preta” vem aí, Zito escalou Antônio Nogueira para peitar Geraldo Resende, com um pedido formal para que o deputado deixe a presidência do diretório municipal do partido, “em nome da transparência, da ética e da moral”. Que tal?

Pra começo de conversa, a ingerência – e não importa se com ou sem ordens superiores – de aliados do prefeito infiltrados no processo interno de escolha do candidato peemedebista pode expor as entranhas da administração que veio com o propósito de quebrar paradigmas. Pra quem tem um secretariado que dá tanto o que falar, bom não dar sopa para o azar, em que pese o tão propalado prestígio junto ao Judiciário. Tanto que o prefeito tem insistido, pelo menos quando joga para a plateia, que não tem preferência por este ou aquele candidato, que, independentemente de nomes apoia o melhor projeto, que vai atrás da procissão, blá, blá e blá. Por isso, especialistas em Murilo achando até que ele dá toda pinta de não estar nem aí para o abacaxi, o que significa dizer que não tem interesse em fazer o sucessor.

Pelo perfil, mais até pelo “potencial” dos candidatos tidos como os preferidos, senão do prefeito, de seus mais chegados, até que a coisa faz sentido. É o caso do deputado José Carlos Barbosinha. Mesmo com o descomunal esforço do não menos poderoso deputado Zé Teixeira, como providenciar até uma sinecura assembleiana para que um famoso jagunço (e jagunço é com ele mesmo!) de redação fique desde já à disposição, a candidatura do ex-prefeito de Angélica e andrezista de carteirinha patina, patina, patina e não sai dos dois por cento. Daí, o plano B, com Vanderlei Carneiro, o candidato “do chão” que, se não decolar, seria substituído pelo comandante (da aeronave do prefeito) Renato, conforme os balõezinhos de ensaio divulgados no Facebook pelo professor Domingos Venturini, que vem a ser a mesma pessoa.

Não é mais segredo a estratégia do secretário municipal de governo. Ao criar uma baita confusão no PMDB, o partido que além do maior número tem os mais bem posicionados (em todas as pesquisas) postulantes à prefeitura, ele imagina o surgimento de um tertius, preferencialmente Sebastião Nogueira, mas apenas para cumprir tabela. Na cabeça de Zito Leite, suprassumo da articulação política, isso facilitaria a vida de Barbosinha, o candidato chapa-branca. É o ponta pé inicial numa campanha que promete ser quente, embora o bom senso recomende exatamente o contrário, nesses tempos tão atribulados da política e para os políticos. E por mais contraditório que possa parecer, ficando a impressão de que “seu Madruga”, como o secretário é conhecido, no fundo, no fundo, se péla de medo de ver um adversário assumindo a prefeitura. Nenhuma dúvida de que os porquês de tanto medo é que vai balizar o debate político daqui até as eleições.

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Geraldo Resende, ameaçado pela tropa de choque da prefeitura

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