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Por meio de “laranjas”, Girotto continua tocando obras para o Estado

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16/12/2015 – 15h23

A operação Lama Asfáltica, com todos os seus desdobramentos, inclusive a prisão do ex-deputado e ex-secretário de obras Edson Giroto e do empreiteiro João Amorim, nem mesmo o prosseguimento das investigações da Polícia Federal e do MPE, têm sido capazes de frear as ações da organização criminosa desbaratada ao final do governo de André Puccinelli. Pior, agora agindo por meio de laranjas, com construtoras como a Alvorada Construções, que seria de familiares de Girotto, uma das contempladas com obras do governo de Reinaldo Azambuja. A mesma Alvorada que em 2013 foi uma das construtoras que mais receberam do governo por contratos de obras em rodovias estaduais – R$ 24 milhões apenas num contrato do generoso governo Puccinelli.

Os contratos com Alvorada já foram alvo de questionamentos anteriormente. A suposta ligação com Edson Giroto levanta dúvidas sobre a legalidade das contratações. Isso porque dos donos da construtora são primos de Giroto. Telma do Carmo Vezali Costardi é viúva de João Carlos Costardi Giroto, morto em acidente automobilístico em 2009. João, que era primo de Edson Giroto, que entre 2007 e 2010, foi secretário de obras de André Puccinelli (PMDB), e retornou ao comando da secretaria nos anos de 2013. O segundo sócio da empresa, que entrou na sociedade em agosto de 2015, é Rafael Antonio Giroto, que também é primo do ex-secretário.

A Alvorada está entre as empresas que receberam, irregularmente, máquinas do governo do Estado para executar obras. Embora tenha sido noticiado esforço da atual administração de “limpar” a lista das construtoras e empreiteiras que frequentemente assinam contratos com governo, recentemente, um novo contrato assinado com Alvorada trouxe à tona novos questionamentos sobre a influência que o ex-secretário Edson Giroto pode vir a ter na atual gestão.

Em outubro deste ano o governo estadual abriu processo de licitação para execução de obras na MS-040, no município de Santa Rita do Pardo. A extensão da obra é de 4,290 quilômetros e abrange obras de pavimentação e restauração asfáltica e drenagem de águas pluviais. A Alvorada ficou sem segundo lugar na concorrência 043/2015, porém, coincidência ou não, a empresa vencedora Pontal Engenharia Construções e Comércio Ltda foi desabilitada e consequentemente a Alvorada, que havia apresentado proposta cujo valor é superior em aproximadamente R$ 100 mil, foi habilitada e no dia 7 de dezembro assinou contrato com governo estadual.

A Pontal Engenharia apresentou recurso contra decisão do governo, porém no dia 1 de dezembro foi publicado no Diário Oficial do Estado que recurso fora negado. A justificativa do governo do Estado para desabilitar empresa, que apresentou proposta mais econômica, foi que em alguns itens havia erros de cálculo do valor de impostos, porém, conforme empresa explicitou no recurso, os erros não alteram valor global da obra, mas mesmo assim a Alvorada faturou contrato de R$ 5.296.904,54 milhões. (Com MS Notícias).

Giroto, com seus tentáculos no governo Azambuja

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