5.5 C
Dourados
quinta-feira, junho 25, 2026

A ópera-bufa da sucessão municipal

- Publicidade -

24/03/2016 – 10h25

Tinha que ser coisa de italiano. Como desta vez não tem nenhum animal de pelo curto em cima de quem possa tripudiar, como fez quando expôs seu então vice-governador Murilo Zauith – para dele poder ser livrar mais facilmente – ao ridículo de ser derrotado por Ari Valdecir Artuzi, agora André Puccinelli embaralha de novo as cartas do jogo sucessório em Dourados. Acena com apoio ao ex-prefeito de Ivinhema e agora deputado recém-mudado para Dourados Renato Câmara, mas no fundo, no fundo, torcendo – e trabalhando incansavelmente nos bastidores – para fazer Geraldo Resende prefeito e, de quebra, pelo retorno de Marçal Filho à Câmara Federal.

A mais recente encenação do teatrinho puccinelliano está estampada nas páginas dos impressos subordinados da imprensa desta quinta-feira santa. Todos pomposos e garbosos. Além do próprio Renato Câmara, Odilon Azambuja, o dissidente Sebastião Nogueira, Celsão Dal Lago e alguns asseclas. Só o capo André Puccinelli parecendo meio desenxabido, não se sabendo se por conta da forçação de barra com o filho do amigo Nelito Câmara ou se por conta da nova lista da Odebrecht, na qual aparece ao lado de seu preposto e sucessor, o Azambula, como se não bastasse a lama asfáltica em que derrapou com Edson Giroto e Cia. ou o amargo coffee break de João Amorim que pode transformar sua gastrite em úlcera.

Mais que ninguém André Puccinelli tem consciência de que primeiro Renato Câmara precisa diferenciar o Parque das Nações I do II planos, da mesma forma o Parque Arnulpho Fioravante do Antenor Martins, além de saber o que esses personagens representam para a história da terra de seu Marcelino, sobre quem, aliás, o deputado também deve se informar melhor, para só depois pensar em ser prefeito. Para completar a gozação, o anúncio, pelos mesmos sempre desatentos subordinados da imprensa, de que a secretária de Educação de Murilo Zauith, a obreira Marinise Misoguchi, seria a candidata a vice de Câmara.

Do teatro, do jogo para o público externo – o tal do eleitor, para quem, como sempre, estão se lixando – para a realidade da trama de bastidores que pode obrigar o governador-censor, o Azambuja, ao baita constrangimento de ter que desconvidar o deputado José Carlos Barbosa, que pediu prazo até a próxima segunda-feira para dizer se aceita ou não ser secretário de Justiça e Segurança Pública. É que André Puccinelli, o mesmo que esteve em Dourados encenando esta semana com Renato Câmara, mandou Reinaldo Azambuja resolver logo o problema de Fábio Trad, que, assim, iria para a secretaria prometida a Barbosinha até que se abra a prometida vaga no Tribunal de Justiça. Com isso, Puccinelli acerta a vida de seus pupilos: o sempre negociável, mas pouco confiável Marçal Filho, sem tara para ser prefeito apoiando Geraldo Resende, que, uma vez eleito a ele cederia a cadeira de deputado reservada ao primeiro suplente Trad. Como se vê, tudo uma questão de retorno.

←TEXTO ANTERIOR ou PÁGINA INICIAL→

André, entre Marçal e Geraldo

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-