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Guedes embarca no lendário trem da Ferroeste

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28/04/2021 – 09h54

Assim como todos os seus antecessores, desde Zé Elias, Alan Guedes também foi a Brasília reivindicar a ferrovia

Nada como administrar uma cidade sem problemas, com as ruas (exceto o quadrilátero central, onde o governo do estado faz uma baita obra de recapeamento) sem buracos, os canteiros centrais todos roçados e o lixo no lugar do lixo. Ah, uma cidade que, em tempos de pandemia, não está nem aí para a Covid, pois seus habitantes estão quase todos vacinados. Sim porque na terra de seu Marcelino não surrupiaram o dinheiro destinado ao combate ao vírus, tanto que a CPI instalada na Câmara é de brincadeirinha, apenas para que o prefeito Alan Guedes cumpra seu compromisso com a antecessora Délia Razuk pela providencial discrição durante a campanha, mas colocando toda a máquina da prefeitura e do jogo do bicho para trabalhar por sua eleição.

A lengalenga vem de longe. Todo prefeito que entra, a primeira coisa a fazer é correr para Brasília, tirar uma foto com o ministro de plantão da área de transportes e voltar alardeando a tal da Ferrovia. Menos mal para Alan Guedes que seu secretário de governo, Henrique Sartori, um brasilianista (não confundir com estrangeiro especialista em estudar a terra de Cabral, mas, no caso, que conhece bem a Esplanada dos ministérios) de carteirinha, sugeriu dourar a pílula com o lance do Terminal Intermodal. Chique no “úrtimo” agora que, finalmente, parece que vai sair a obra de ampliação da pista do aeroporto Francisco de Matos Pereira.

Gostaria muito de viver para assistir à chegada dessa ferrovia. Nenhuma dúvida de que se repetiria a história do Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares, cuja inauguração por pouco não foi cancelada porque o prefeito de plantão, José Cerveira (vice que assumiu quando o titular, Zé Elias, renunciou para disputar o governo do estado), colocou a placa com seu nome, o que emputeceu o pai da criança, o próprio Zé Elias.

No caso da Ferrovia, teria que ser uma placa bem maior. Além de (de novo!) Zé Elias, cujo nome teria que aparecer em “letras garrafais”, por ser quem levantou a lebre, todos os que o sucederam. Ainda mais porque, como tudo ficou só na foto com o ministro, até hoje o ex-prefeito continua tentando transformar este sonho em realidade, aproveitando o prestígio que tem com os milicos, tanto que só por isso aceitou um cargo subalterno na administração Délia Razuk, para cuidar da Ferrovia e do Aeroporto. Também em destaque, na mesma placa, além dos governadores que sempre pegam carona no mesmo trem, os nomes do ex-deputado Waldir Guerra e do ex-senador Delcídio do Amaral, estes, sim, ao lado de Murilo Zauith, primeiro como deputado federal, depois como prefeito, deram uma boa alavancada. Foi quando os projetos começaram a sair do papel para vencer o primeiro grande empecilho para o início, efetivo, das obras – as áreas rochosas em seu traçado, na região do Paraná.

Agora, admitamos que o “capita” – é assim que Bolsonaro chama seu colega capitão e ministro dos Transportes, Tarcísio de Freitas – seja mesmo o “bicho”, como garante o presidente, e o trem apite por essas bandas ainda neste governo. Além de todos os nomes já citados, por ser o prefeito de plantão, o de Alan Guedes teria que estar também na placa comemorativa do grande evento de inauguração. Isto, claro, se o deputado Barbosinha não bater no peito e garantir que tudo é um bando de oportunistas e que a obra só saiu porque foi ele quem pediu.

Prefeito Alan  Guedes e o ministro dos transportes, Trarcísio de Freitas, nesta terça-feira, em Brasília

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