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quinta-feira, maio 14, 2026

Farra da publicidade de Alan e Barbara sugere “rachadinha” na câmara e na prefeitura

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18/05/2021 – 10h31

Denúncia de privilégio a jornal de chefe de gabinete da prefeitura pode complicar administração Alan Guedes

Embora seja uma conta difícil de fechar, desde que se afira a qualidade e a quantidade dos serviços prestados, não precisa ser nenhum gênio da matemática para chegar ao resultado final: ora, se mesmo com a dinheirama toda – beirando a um milhão de reais – jorrada do cofre da câmara municipal durante a presidência de Alan Guedes o jornal “Diário” MS foi à bancarrota, certamente que esta grana toda não era destinada, apenas, a salvar o sempre dado colunista social Alfredo Barbara Neto. Evidente está que se trata da malfadada “rachadinha”, prática corruptiva popularizada pela família Bolsonaro, mas, que aqui mesmo, na terra de seu Marcelino, em tempos uragânicos, era conhecida como “mensalinho” e levou para cadeia muita gente boa, inclusive um ilustre integrante da mesma família Barbara.

Os números escancarados ontem na tribuna da câmara pela vereadora Lia Nogueira e reverberados pelos “insubordinados” jornalistas José Henrique Marques e Clóvis de Oliveira, na folha de dourados e no Douranews são estarrecedores. A conclusão que se chega, depois de liberado o acesso às planilhas de mídia, na comparação com veículos de imprensa com mais peso e credibilidade, é que para Alan Guedes, tirante Alfredo Barbara, o resto da imprensa é lixo. Maior e mais triste exemplo disso é que no mesmo período em que as torneiras da câmara eram abertas para salvar o “Diário” MS, o mais antigo jornal do estado, “O Progresso”, sucumbia diante das dificuldades de se manter uma pesada estrutura de jornal impresso em tempos de mídia digital.

A menos que Alfredo Barbara seja um desses sacos sem fundos, interessante notar que seu “Diário” MS, useiro e vezeiro do dinheiro público, só sobrevivente até sua chegada graças às polpudas verbas da assembleia legislativa e do governo do estado nos áureos tempos de mando de Londres Machado, não recebe dinheiro apenas da câmara municipal. Assim como a maior parte dos veículos de comunicação é também muitíssimo bem aquinhoado com verbas publicitárias da mesma assembleia e do mesmo governo, sem contar a prefeitura. Quer dizer, se com tanto dinheiro faliu, é porque não passa de um mero repassador de verbas, os famigerados “retornos”, a políticos corruptos.

Agora vem o pior da história. Uma vez eleito prefeito, Alan Guedes leva Alfredo Barbara para dentro da prefeitura. Disfarçado de chefe de gabinete, função para a qual não leva o menor jeito, torna-se numa espécie de Joseph Goebbels, o chefe da máquina de propaganda do regime nazista de Adolf Hitler, para quem uma mentira contada mil vezes acabava se tornando verdade. Primeiro ato de Barbara? Riscar do mapa de mídia da prefeitura os veículos que se atrevam a dizer a menor que seja das verdades a respeito da administração do sócio e parceiro Alan Guedes. Sim, sócio e parceiro, pois outra coisa não justificaria o consórcio de “veículos” de imprensa, alguns até com provedores internacionais, entre os quais é feito o milionário rateio da verba da prefeitura.

Pelo pouco que entrega em seu “Diário” MS, resta a Alfredo Barbara Neto seguir o caminho de Adiles Torres, fechar logo as portas do que resta de seu hebdomadário, antes que o promotor Ricardo Rotunno acorde do merecido sono do pós-Délia Razuk. A menos que adote outra prática muito usual entre aqueles que não titubeiam em se locupletar com o dinheiro público: entrar para o ramo da citricultura. Como Alan Guedes ajudou a plantar o pomar, claro que não se furtará ao retorno, ops!, com a nova safra de laranjas.

Como plágio pouco é bobagem, não é apenas na questão das “rachadinhas” que Alan Guedes busca se parecer com os Bolsonaros. Tanto que, além de cuidar de sua agenda e dos polpudos repasses de verba à picaretagem militante, Alfredo Barbara tem outra importante missão em sua administração: chefiar outro gabinete, o “do ódio”, nos mesmos moldes daquele que já ficou famoso, num anexo do Palácio do Planalto. O festival de baixarias já começou e, a partir dessas novas denúncias certamente que os não menos famigerados grupos de zap zap serão infestados por “denúncias” contra profissionais de imprensa que tiveram um ou outro deslize ou que, inadvertidamente, caíram em desgraça. Mas, guerra é guerra e, assim como no Oriente Médio, esta nova batalha está só começando.

Alfredo Barbara, de olho na contagem dos votos, no dia da eleição, na esperança de contar mais dinheiro, ainda, na prefeitura

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