18/08/2013 – 07h25
A presidente Dilma Rousseff escolheu ontem Rodrigo Janot para assumir a Procuradoria-Geral da República, no lugar de Roberto Gurgel.
Janot, 56, agora será submetido a sabatina no Senado, antes de ser oficializado no cargo. Até seu nome ser aprovado, fica no posto a procuradora Helenita Acioli, vice-presidente do Conselho Nacional do Ministério Público.
Favorito desde o início, o mineiro era o primeiro colocado na lista tríplice encaminhada à Presidência pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Nas últimas semanas, contudo, Dilma passou a sabatinar os três integrantes da lista –desejava nomear uma mulher para comandar o Ministério Público Federal.
A indicação saiu quase quatro meses após o envio da relação ao Planalto. Janot ganhou 511 votos. Ela Wiecko teve 457, e Deborah Duprat, 445.
Na volta de viagem oficial ao Paraguai, na quinta, a presidente se reuniu com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) no Palácio da Alvorada, mas não bateu o martelo.
A inclinação de Dilma para nomear uma mulher não bastou para que ela decidisse desrespeitar a lista tríplice justamente quando o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento do mensalão.
Janot ingressou no Ministério Público em 1984 e virou subprocurador-geral da República há dez anos. Tem bom trânsito em partidos da base e da oposição, o que aumentou o lobby a seu favor.

