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Pechincha de André por Azambuja vai definir o quadro sucessório

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22/07/2013 – 10h14

É só passar o tempo necessário para abaixar a poeira da visita do papa Francisco, e, desde que tudo ocorra nos conformes, como espera – e reza –, nervosamente, a fada madrinha Dilma Rousseff e o governador André Puccinelli vai finalmente fazer sair fumaça branca da chaminé do Parque dos Poderes anunciando o nome do ex-prefeito da capital, Nelsinho Trad, como candidato ao seu próprio trono. Mais, como os leitores deste Blog ficaram sabendo lá atrás, em absoluta primeira mão, que ele, André, não será candidato a senador, o que não significa, porém, que seu PMDB abrirá mão de (tentar) fazer barba e bigode nas eleições de 2014, ficando a dúvida, que pode continuar após o tão esperado cinco de agosto, apenas quanto ao nome do candidato a senador do partido, tudo por conta da pechincha envolvendo as negociações com o federal Reinaldo Azambuja.

Para aliados governistas o anúncio da chapa completa esbarra apenas no jeito André de negociar candidaturas. A antecipação da pretensão do PMDB de encabeçar as chapas para o governo e para o senado nada mais é, na opinião de quem acompanha os bastidores, do que uma estratégia do governador para “baratear” o passe de Azambuja, em que pese a fama de endinheirado, encalacrado em dívidas, ainda, pela tentativa de virar prefeito de Campo Grande. Ou seja, André quer Reinaldo de volta como aliado, mas, em tempos de vacas magras, pelo preço que vale, não pelo que o ex-prefeito de Maracaju acha que vale, depois da derrota do ano passado.

Depois de oito anos à frente da prefeitura de Maracaju Reinaldo Azambuja foi alçado à condição de fenômeno eleitoral, em 2006, com a maior votação da história para a Assembleia Legislativa, pulando à frente dos ponteiros de sempre, como o longevo Londres Machado, e tentando seguir pela mesma trilha de André, ao vislumbrar, já federal, a prefeitura de Campo Grande como trampolim para o governo do Estado. A diferença é que Puccinelli, mais cauteloso, depois da eleição em que ganhou, mas não levou (por causa da legenda) a prefeitura de Fátima do Sul, elegeu-se deputado estadual, passando pela Secretaria de Saúde do Estado, indo também a federal, daí voltando para a tão cobiçada prefeitura da capital. Ambos almejando, como trajetória final, o Senado, tido como céu para políticos coroados, como André, que agora, diante da nova conjuntura nacional, resolveu abrir mão, desde que para um companheiro de partido.

O problema é convencer Reinaldo Azambuja se contentar em concorrer à reeleição para deputado federal, já que ninguém duvida que ficando no governo, com Nelsinho Trad candidato a governador, não tem como André Puccinelli não apoiar sua vice Simone Tebet na disputa da cadeira que um dia foi do pai, no senado, Ramez Tebet. Pior, nesse jogo, é que além do ônibus vazio e de portas escancaradas de Delcídio do Amaral (ainda mais agora, com toda a desgraceira que se abate sobre o PT) para Azambuja, surge o fator Mandetta, ou seja, outro aliado peemedebista picado pela mosca azul e almejando também o Senado. Detalhe, por conta desta mesma desgraceira que afeta o PT, o demo Luiz Henrique Mandetta, em alta, depois de um discurso que correu o Brasil pela internet espinafrando prefeitos nó cegos que regateiam salários de médicos, num jogo combinado com o próprio Azambuja para contrapor, claro, à pechincha do governador.

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André e Reinaldo - foto: ancoranews

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