Documentos vazados da empresa mostram quais os maiores vetores de conteúdos enganosos relacionados a política e democracia, segundo a percepção dos usuários
05/03/2021 - 08h39Especialistas, economistas e governos acompanham com perplexidade a condução da crise no país e o avanço de novas variantes, apontando para o...
Para o ministro Gilmar Mendes, a democracia brasileira vive um experimentalismo. Ele acredita que os embates e as crises decorrentes do governo Bolsonaro representam as dores do processo democrático e resultam do natural confronto de divergências em busca das melhores soluções para o país. O Brasil, segundo Gilmar Mendes, passa por um momento de aprendizado, no qual testam-se os limites das instituições. Não significa, contudo, que o magistrado do Supremo de 64 anos tolere arroubos autoritários tampouco a nostalgia ao regime militar que impôs graves danos às garantias individuais. 'Não há saída fora da democracia', decreta o ministro, que repudia o ambiente beligerante que se instalou nas redes sociais e por vezes é alimentado por integrantes da República.
Com o Congresso Nacional às moscas durante o recesso, turistas que passeavam pela Câmara na semana passada caçavam deputados a laço para tirar fotos. Valia até parlamentares desconhecidos, como o novato e puxa-saco-mor Carlos Marun. “Só podem ser de fora do Brasil”, brincou o andrezista sobre a popularidade do Congresso, depois de posar para um retrato. O plantão, certamente pró-Cunha, rendeu a Marun até uma charge na coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo deste sábado.
Ao volante de um Dodge Charger RT cor abacate (uma joia rara adquirida depois de muita lábia junto ao espólio de Wilson Benedito Carneiro) com Alarico Reis D´Ávila no banco do carona, em viagem de Campo Grande para Dourados, Harrison de Figueiredo viajava nas reminiscências a respeito do trabalhismo brasileiro quando o passageiro do banco de trás cutucou som ombro pedindo que parasse no acostamento. “Bexiga cheia governador?”. Não. Não era nenhum governador do Mato Grosso do Sul. Era o então governador do Rio Grande do Sul e futuro governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, recém-chegado do exílio, num dos primeiros giros de seu périplo como pré-candidato a presidência da República.