Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
20/08/2021 - 21h01O Supremo Tribunal Federal repudiou o pedido de impeachment e pontuou que um magistrado não pode ser acusado por suas decisõesO Supremo...
De tanto ficar lado-a-lado com seu colega petista Humberto Costa, no plenário da CPI da Covid, onde fustiga o governo Bolsonaro pelos equívocos durante a pandemia, a senadora emedebista Simone Tebet pode acabar caindo nas graças do principal adversário do presidente. Como candidata a vice-presidente da República na chapa de Lula, em 2022. Com isso, titio Zeca do PT, que hoje namora com Azambuja, seria obrigado a dividir palanque com o arquirrival André Puccinelli.
O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) rejeitou pela segunda vez o recurso do ex-senador Delcídio do Amaral. Assim, fica mantido o processo da Operação Lava Jato contra ele na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). A ação implica o ex-senador em corrupção e lavagem de dinheiro, por suposto esquema de pagamento de propina a diretores da Petrobras e políticos no âmbito da compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela estatal. Em manobra, o ex-senador tentou suspender o processo da 13ª Vara Federal de Curitiba.
O risco de um descontrole fiscal com aumento de gastos e perspectivas cada vez mais duras para a economia no ano que vem encontraram eco em uma piora do cenário externo, e o mercado já começa a falar em desembarque do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Para ficar em uma figura de linguagem cara ao presidente, é como se o casamento do governo com os investidores estivesse mais próximo do divórcio do que da lua de mel.
Na mesma pesquisa XP/Ipespe, em que Lula aparece de rebenque erguido à frente de Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta continua pontuando, de lanterna na mão, mas continua, o que não acontece com a senadora Simone Tebet, que pontua em outras amostras. Talvez pela lembrança, do eleitorado, do equivocado discurso – “capitão manda mais que general” – dela, lá atrás, na tribuna do Senado, eneral”, mandando Bolsonaro “pegar seu quepe e governar”.
Ao reafirmar que enviará os pedidos de impeachmento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, ignorando conselhos de aliados e a sinalização de que o assunto não prosperará no Senado, o presidente Jair Bolsonaro pode agravar a má relação com a Casa que será palco de votações importantes para o governo nas próximas semanas. O Senado avaliará, por exemplo, a indicação do ex-ministro da AGU André Mendonça para o STF e receberá a reforma tributária atualmente em tramitação na Câmara. A falta de interlocução com senadores também reduz as chances de Bolsonaro conseguir algum tipo de suavização do relatório final da CPI da Covid, previsto para o mês que vem.
A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para apurar suposta associação para cometimento de crimes em manifestações previstas para setembro. A apuração, que está com o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), teve início após a circulação de vídeos e de áudios de pessoas, dentre eles o cantor e ex-deputado federal Sergio Reis, manifestando-se no sentido de cometer os crimes de ameaça, dano e atentado contra a segurança de meio de transporte.
17/08/2021 - 06h47Gesto contra Moraes e Barroso, dizem assessores, terminaria de dinamitar interlocução do Planalto com Judiciário, mas presidente tem histórico de ignorar apelosDepois...
Como primeiro jornalista a denunciar o maior escândalo de corrupção em Dourados – a operação Uragano, da Polícia Federal – jamais imaginei um dia abrir uma manchete como essa, no mesmo blog onde aconteceu a devassa na administração Ari Artuzi, dos vereadores da sempre famigerada base aliada, secretários e empresários (cerca de sessenta, ao todo), alguns que só agora começam a ser condenados (em primeira instância, ainda!), embora à época todos tenham ido parar no xilindró. Passados onze anos, já em tempos de outras farras com o dinheiro público, como a da publicidade, de Alan Guedes e Alfredo Barbara, este inusitado jornalístico é consequência do mico pago pelo atual prefeito, segundo Clóvis de Oliveira, em seu *Douranews*, durante a visita do todo-poderoso secretário de Infraestrutura Eduardo Riedel no final da semana passada, para a apresentação do projeto da nova avenida Coronel Ponciano.
Três anos depois da eleição marcada pelo fenômeno da antipolítica e pela onda bolsonarista que ocupou o espaço da oposição ao PT, nomes da velha guarda do PSDB derrotados nas urnas em 2018 planejam voltar ao palco da política no próximo ano. O principal deles é o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, candidato tucano que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2018. Ele afirmou na semana passada que deve deixar a legenda, mas planeja voltar a concorrer ao Governo de São Paulo —para isso, negocia uma provável filiação ao PSD. Ele não é o único. Ao menos outros três ex-governadores e um ex-senador tucanos, todos atualmente sem mandato, podem voltar às urnas em 2022. Miram disputas a governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados.
Conhecido por comandar campanhas políticas vitoriosas, o publicitário Duda Mendonça morreu em São Paulo aos 77 anos nesta segunda-feira (16). A informação foi confirmada ao UOL por pessoas próximas ao publicitário. A causa da morte ainda não foi informada. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, desde junho.
O Brasil vive uma escalada no número de células neonazistas, uma explosão de denúncias de discursos que exaltam essa ideologia de ultradireita nos meios digitais e um aumento de inquéritos que investigam o crime de apologia do nazismo na Polícia Federal. Esse cenário sinistro acompanha uma onda global de grupos de extrema direita que levaram o secretário-geral das ONU, António Guterres, a instar a criação de uma aliança global contra o crescimento e o alastramento do neonazismo, da supremacia branca e dos discursos de ódio, especialmente a partir da pandemia da Covid-19.
Os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) condenaram a retomada das coligações proporcionais aprovada em primeira votação na Câmara. Para eles, a proibição das coligações é uma forma de aprimorar o sistema político brasileiro e reduzir o número de partidos no Congresso Nacional.
Pode até acabar numa bela e apetitosa pizza a CPI da Covid do Senado. Em nível federal, mas para o Mato Grosso do Sul pode significar a reeleição da senadora Simone Tebet (MDB). Na pior das hipóteses, uma cadeira de deputada federal. Mesmo não integrando a Comissão ela tem sido uma das mais atuantes nos debates, como fez essa semana ao encantoar o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), depois que ele acusou a CPI de atrasar a compra de vacinas.
14/08/2021 - 10h43Secretário de Estado de Infraestrutura diz que o projeto será encaminhado para licitação nos próximos diasO secretário de Estado de Infraestrutura Eduardo...
13/08/2021 - 20h28A Embratur preparou uma landing page em que toda a campanha foi apresentada em japonêsEm reunião realizada na sede da Embratur (Agência...
Ao determinar a prisão do presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que o ex-deputado integra o 'núcleo político' de uma possível organização criminosa que tem como objetivo 'desestabilizar as instituições republicanas'. Moraes escreveu ainda que Jefferson realizou ameaças ao STF e atentou contra a democracia.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a se referir às Forças Armadas como 'poder moderador' e disse ter certeza do apoio dos militares às 'decisões do presidente para o bem da nação'. As falas desta quinta-feira (12) ocorrem num momento de crise com o Judiciário e em meio a críticas contra o presidente por tentativa de politizar as Forças Armadas. 'Nas mãos das Forças Armadas, o poder moderador. Nas mãos das Forças Armadas a certeza da garantia da nossa liberdade, da nossa democracia, e o apoio total às decisões do presidente para o bem da nação', disse, em cerimônia de cumprimento a oficiais promovidos.
Após meses de debates, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu na noite desta quarta-feira (11) rejeitar a criação do chamado distritão, mas aprovou a retomada da possibilidade de coligações nas eleições para deputados e vereadores. A medida foi fruto de um acordo entre os defensores do distritão, que não tinham os 308 votos necessários para mudar o sistema eleitoral, e a oposição, que afirmou entender a volta das coligações como um 'mal menor'.