Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
26/03/2021 - 16h51Vereadores recebem secretário Geraldo Resende para discutir situação da saúde pública em Dourados e regiãoA estadualização do Hospital da Vida, principal unidade...
“O que separa a sociedade da barbárie é a Justiça. Moro promoveu a Justiça, e chegou no núcleo político maior do maior esquema de corrupção da história do país. Isso, nada apaga. A nossa geração deve deixar clara a sua repulsa à operação abafa em curso. Daqui a pouco teremos que indenizar essa quadrilha. Essa pena já havia sido ratificada até pelo STF. Retrocesso que custará muito caro ao país”. Luiz Henrique Mandetta, defendendo seu ex-colega de Ministério, Sérgio Moro.
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou nesta quarta-feira que foi alvo de uma 'ação orquestrada' para deixar o comando da pasta e citou as pressões políticas dirigidas ao ministério por destinação de recursos. Em um discurso de despedida a funcionários da pasta ao lado do novo titular do ministério, Marcelo Queiroga, Pazuello, que é general, disse que tentou reagir às tentativas de derrubá-lo do cargo, mas já sabia que seria impossível permanecer.
No vislumbre, já, dos primeiros cem dias (dez de abril) do prefeito Alan Guedes, não se viu ainda nenhuma movimentação para a sempre festejada data, normalmente aproveitada para um primeiro balanço, mas também o prazo que se dá, principalmente pela imprensa 'insubordinada', para que a nova administração diga a que veio. Daí o erro, proposital, no título deste texto, inspirado na postagem de uma amiga justificando estar 'cem' celular para a postagem de uma foto no Facebook.
Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado à prisão no caso do triplex do Guarujá (SP). Os ministros entenderam que o então magistrado ultrapassou sua competência legal, impedindo que o petista fosse submetido a uma análise justa. A decisão foi tomada após a ministra Cármen Lúcia mudar o voto — ela havia rejeitado, em 2018, a tese de suspeição do então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba. O ministro Kassio Nunes Marques, que havia pedido vista do processo, votou, ontem, para manter a validade dos atos de Moro, mas foi vencido.
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, considera 'terrivelmente injusto' o Brasil ser visto como ameaça global por ter se tornado o epicentro da pandemia da covid-19, com recorde de novas mortes e infecções pelo coronavírus e celeiro de uma cepa com maior poder de transmissão. O alerta de que o descontrole da doença no País poderia colocar em risco o resto do mundo foi feito pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS), no início do mês.
Em meio à escalada no uso da Lei de Segurança Nacional (LSN), o STF (Supremo Tribunal Federal) enfrenta uma pressão para que se posicione sobre a constitucionalidade do texto. Congressistas, partidos políticos e organizações da sociedade civil têm se mobilizado para que a corte avalie a revogação ou a atualização da lei, que entrou em vigor em 1983, no período final da ditadura militar (1964-1985). O principal argumento é o de cerceamento à liberdade de expressão.
“(Passando) pra desejar um abençoado final de semana e pra dizer que MS tem um rumo seguro: vai continuar crescendo, investindo e gerando empregos. Também vamos socorrer as famílias mais vulneráveis. Temos problemas, como todo mundo, mas sabemos para onde vamos e aonde queremos chegar”. Governador Reinaldo Azambuja, voltando a usar as redes sociais, como quem está muitíssimo de bem com a vida e, claro, com o Judiciário.
Em uma semana que prometia ser de alívio para o governo no Congresso, com a troca de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro viu a pressão na base escalar pela crise sanitária de Covid-19, pelo atraso na apresentação do auxílio emergencial e sob rescaldo de um 'efeito Lula'. Nas principais bancadas no Congresso, mesmo de partidos do centrão, a avaliação é de que a falta de uma coordenação do governo federal no combate à pandemia pode inclusive custar a reeleição de Bolsonaro em 2022, mais do que a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao xadrez político.
Para o advogado e professor aposentado da USP Modesto Carvalhosa, 89, há uma articulação entre os Três Poderes e a cúpula do Ministério Público Federal para promover um desmonte das ações e do arcabouço legal contra a corrupção no país. O professor, que é um defensor ferrenho da Operação Lava Jato, afirma nesta entrevista à Folha de S. Paulo que 'o Supremo Tribunal Federal, juntamente com o Congresso, a Procuradoria-Geral da República e o Poder Executivo formam um grande consórcio para a destruição total não só da Lava Jato, mas de toda a legislação de combate à corrupção'.
Internado desde 3 de março, o senador Major Olimpio (PSL-SP) não resistiu às complicações da covid-19 e teve morte cerebral confirmada ontem. Ele estava na UTI do Hospital São Camilo, em São Paulo, havia quase duas semanas. O parlamentar, que completaria 59 anos neste sábado (20/3), deixa esposa e filhos. A fatalidade causou consternação nos Três Poderes.
18/03/2021 - 15h06Decisão foi proferida pelo TRF-5; relator diz que texto publicado no site do Ministério da Defesa em 2020 não ofende ConstituiçãoO TRF-5...
Na tentativa de justificar o mau funcionamento da política contra a covid-19 no país, o presidente Jair Bolsonaro questionou a apoiadores nesta quinta-feira (18/3) se algum país no mundo conseguiu enfrentar de forma eficaz a pandemia. Segundo o chefe do Executivo, 'em todo local está morrendo gente' e alegou ser vítima de uma guerra política. O Brasil perdeu até agora mais de 280 mil vidas por conta da covid-19, beirando 3 mil mortes diárias pela doença.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que está pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma reunião emergencial do G20 —grupo das 20 maiores economias do mundo— para discutir a distribuição de vacinas contra a Covid-19 para o Brasil e países mais pobres. A declaração foi dada à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, em entrevista que teve trechos divulgados nesta quarta-feira (17). A íntegra será exibida nesta quinta (18).
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, em entrevista publicada nesta quarta-feira, que a compra de vacinas contra a Covid-19 no Brasil está atrasada desde a gestão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que rebateu a acusação em redes sociais. O ex-ministro, que deixou o governo em abril de 2020, chamou Guedes de 'desonesto e mentiroso'. Na época, poucas vacinas estavam em fases iniciais de testes. Mandetta foi substituído pelo médico Nelson Teich e, depois, por Eduardo Pazuello. Nesta semana, o governo anunciou a substituição de Pazuello pelo médico Marcelo Queiroga.
O desserviço do gabinete do mexerico, anexo ao gabinete de Alan Guedes, canhestra versão do bolsonarista gabinete do ódio, instalado no Palácio do Planalto, pode acabar afetando a tão decantada “governabilidade” municipal. É que, pior que alguns “fatos” espalhados em grupos de WhatsApp pela “inteligência” do entorno de Alan são, estes sim, escândalos (in) confessos publicamente de outro Palácio, que devem vir à tona. Pior, para o prefeito, o compadrio entre as partes.
Quando a pandemia deu as caras, Jair Bolsonaro apostou todas as fichas em seu projeto de reeleição. O presidente sacrificou os esforços mais urgentes de contenção do vírus e tentou fazer com que a economia continuasse girando à força. A estratégia acentuou a tragédia no país e, agora, ameaça seus próprios planos políticos.
Primeiro-suplente da senadora Soraya Thronicke, sua desafeta política, o agropecuarista Rodolfo Nogueira resolveu dar um upgrade em seu perfil no Facebook. Isso depois de saber, em suas andanças entre os Palácios do Planalto e do Alvorada, que o amigo, chefe político e presidente da República, o Messias Bolsonaro, vai fazer das tripas coração para eleger um aliado sucessor de Reinaldo Azambuja e, de lambuja, ainda quer pelo menos um deputado federal eleito por Dourados.
Diante do agravamento da pandemia da covid-19 no Brasil — epicentro de contágios e mortes no mundo —, e do ressurgimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forte adversário político para as eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro colhe os frutos que plantou, em 2020, ao pregar contra o distanciamento social, as vacinas e o uso de máscaras. E acende o alerta entre especialistas ao sinalizar ações populistas, tal como a intervenção que fez no comando da Petrobras.