Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Um mar de ternos escuros e gravatas. É o que se percebe em uma foto publicada pela Folha de S. Paulo em 1º de fevereiro de 2019, que mostra o plenário da Câmara dos Deputados visto de cima. Olhando bem, alguns pontinhos coloridos se destacam entre o preto e azul dos paletós. A imagem, registrada no primeiro dia da 56ª Legislatura, é simbólica. Os pontinhos no meio dos ternos são as mulheres que compõem a maior bancada feminina da história do Legislativo brasileiro.
Ainda sem consenso das lideranças dos partidos do prefeito Marquinhos Trad (PSD) e do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o apoio tucano para a reeleição do atual chefe do Executivo segue sem confirmação. Enquanto Trad e Azambuja ainda lembram do compromisso firmado em 2018, quando houve apoio à reeleição do governador, os partidos não bateram o martelo. Mesmo com a palavra sendo mantida pelo governador, tudo ainda depende de definições finais e apertos de mão, o que afasta uma possível candidatura do PSDB para a prefeitura de Campo Grande – deixando de escanteio a deputada federal Rose Modesto.
A atuação dos oitos deputados federais e três senadores de Mato Grosso do Sul estão sendo determinantes para atender os 79 municípios no Governo Presente. Durante o lançamento do pacote de obras de R$ 4,2 bilhões, no Pavilhão Albano Franco, o senador Nelsinho Trad e deputados federais destacaram a parceria do Governo de Mato Grosso do Sul com legislativos e municípios para atender as necessidades da população; e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Correa da Costa, afirmou que os investimentos serão importantes para gerar empregos e renda.
Criado com o status de superministério e com a missão de colocar a economia brasileira em ordem, o Ministério da Economia mostrou, nesta quinta-feira (5/3), desalinhamento em relação às perspectivas de crescimento nacional. Enquanto o ministro Paulo Guedes garantia que o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 estava dentro do previsto, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, admitiu que o resultado foi baixo e frustrante. Guedes logo rebateu e ainda aproveitou para refutar as projeções oficiais do governo para o PIB deste ano, que estão sendo revistas para baixo por causa do coronavírus. “Tem a secretaria e tem o ministro”, alegou.
Para o grande público, quando o assunto é a sucessão municipal, o deputado Marçal Filho, até aqui líder das pesquisas, diz que tudo vai depender do compromisso do governador Reinaldo Azambuja em ajudá-lo caso vença, realmente, a eleição. No intramuros da Assembleia Legislativa, desconversa peremptoriamente. Bem provável que se espelhe em seu padrinho no rádio, Jorge Antônio Salomão, crítico ferrenho de tudo e de todos como radialista, mas um fiasco uma vez eleito prefeito.
06/03/2020 - 06h17Ministro de confiança do presidente, Luiz Eduardo Ramos adotou postura que o desagradou em negociação com CongressoCriticado por líderes partidários do Congresso,...
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil já tinha estagnado desde o governo de Michel Temer. 'A grande verdade é que, quando o governo Bolsonaro chegou, o crescimento do PIB, que tinha sido de 1,3% no primeiro trimestre do governo Temer, já tinha caído para 0,7% no primeiro trimestre do governo Bolsonaro. O Brasil já tinha praticamente estagnado', afirmou Guedes nesta quinta-feira (5) durante evento na Fiesp, em São Paulo.
Em um discurso marcado pela veia artística de uma atriz com mais de 50 anos de carreira — das palavras aos gestos, passando pela entonação e pausas marcadas — Regina Duarte tomou posse como secretária Especial de Cultura na manhã desta quarta-feira (4/3), em cerimônia no Palácio do Planalto. Apesar da exaltação à diversidade cultural no Brasil e do carisma da artista, não passou despercebido o mal-estar entre ela e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido): após a artista mencionar que aceitou o cargo sob a promessa de ter 'carta branca', o presidente fez questão de lembrar que mantém o poder de veto.
“Isso não vai ficar assim para os x-9”. Engana-se quem possa estar imaginando que a ameaça do ex-secretário de saúde Renato Vidigal, em matéria de hoje no Diário MS, seria dirigida (apenas) à prefeita Délia Razuk. Neste, que pode ser o maior escândalo da atual administração, haveria políticos – e seus asseclas – de muito mais grosso calibre, tanto nas esferas estadual como federal. A penitenciária estadual pode ficar menor do que já está.
O Congresso decidiu, nesta quarta-feira, manter o veto do presidente Jair Bolsonaro a trecho da proposta de diretrizes para o Orçamento de 2020 que daria aos parlamentares o poder de controlar R$ 30,1 bilhões. A votação faz parte de um acordo com o governo. Para não perder a gestão de toda a quantia, com a eventual derrubada do veto, o Planalto acertou a manutenção dele em troca do encaminhamento de projetos que mantêm R$ 19 bilhões nas mãos do Congresso. As propostas foram protocoladas ontem e devem ser votadas nas próximas semanas.
04/03/2020 - 16h52Pedido do Pros que poderia beneficiar a coleta de assinaturas para o Aliança foi negadoO Supremo decidiu em sessão ordinária nesta quarta,...
03/03/2020 - 17h51Protesto ocorreu na Assemblelia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que só tem parlamentares homensSegurando um varal cheio de calcinhas (novas, frisaram...
O ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli esteve nesta terça-feira (3) na Câmara Municipal e Campo Grande para oficializar o convite a vereadora Dharleng Campos, que era do PP, a ingressar no MDB. Nos corredores, funcionários de outros gabinetes, ou da própria Câmara quiseram uma foto ao lado do político. Além da vereadora Dharleng, Puccinelli contou que o partido convidou mais dois vereadores, por duas vezes, mas que ainda não tinha resposta. 'Eu acredito que eles não virão, então não vamos convidar uma terceira vez', afirmou sem citar nomes.
O brasilianista David Samuels, 53, professor de ciência política da Universidade de Minnesota (EUA), enxerga traços autoritários nos movimentos de Jair Bolsonaro para pressionar o Congresso, mas afirma que 'faz parte do jogo' um presidente apelar ao público para compensar a fragilidade de sua coalizão. 'É uma estratégia que cada presidente pode empregar, é da natureza do cargo. Principalmente um outsider vai fazer isso', diz Samuels, pesquisador de política brasileira e autor de estudos sobre separação de Poderes.
A sucessão municipal este ano em Dourados pode ter o inusitado da disputa entre três mulheres. Além de Délia Razuk, que fala que não mas é candidatíssima à reeleição, agora a vereadora Daniela Hall, lançada pelo senador Nelsinho Trad. A terceira, a radialista Lia Nogueira, na condição de que só entra no páreo caso a prefeita confirme a recandidatura, para com ela fazer a prova dos noves fora. Pelo jeito Barbosinha vai precisar passar muito sebo de grilo nas canelas.
Abatido em pleno voo pelo gabinete do ódio que influencia o Planalto, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz constatou que a artilharia de grupos radicais não se limita aos conflitos armados, tal como vivenciou nas missões da ONU no Congo, país africano mergulhado em longa guerra civil. Os torpedos compartilhados na internet pelos radicais bolsonaristas que o derrubaram da Secretaria-Geral da Presidência, em junho de 2019, ainda provocam estrago em reputações e tumultuam o ambiente republicano.
O jornal Correio do Estado informando que a pré-candidatura do demo Barbosinha à prefeitura de Dourados fez ‘acender a luz vermelha’ no PSDB, aventando a possibilidade da candidatura de Marçal Filho ou de Geraldo Resende. Como se os três deputados não fossem farinha do mesmo saco, ou seja, não obedecessem às ordens do mesmo senhor, no caso o governador Reinaldo Azambuja. A menos que o vice-governador Murilo Zauith resolva chutar o balde. Torcida é o que não falta.
A fragilidade política da segunda gestão de Dilma Rousseff (2015-2016) e do governo Michel Temer (2016-2018) aliada ao fracasso de Jair Bolsonaro (a partir de 2019) em montar uma base de apoio concreta levaram o Congresso a atingir um papel de protagonismo poucas vezes visto na história. Além de consolidar a autonomia na parte legislativa —área por anos dominada pelos interesses do Executivo—, agora disputa com o governo a gerência do dinheiro federal para investimentos e custeio, foco do atual conflito entre os Poderes. O modelo tem sido chamado pelos críticos de '
01/03/2020 - 13h02Ministro do GSI ouviu reprimenda de outros generais do governo, mas mantém proximidade com BolsonaroHá dez dias, o general Augusto Heleno, chefe...
Para o ministro Gilmar Mendes, a democracia brasileira vive um experimentalismo. Ele acredita que os embates e as crises decorrentes do governo Bolsonaro representam as dores do processo democrático e resultam do natural confronto de divergências em busca das melhores soluções para o país. O Brasil, segundo Gilmar Mendes, passa por um momento de aprendizado, no qual testam-se os limites das instituições. Não significa, contudo, que o magistrado do Supremo de 64 anos tolere arroubos autoritários tampouco a nostalgia ao regime militar que impôs graves danos às garantias individuais. 'Não há saída fora da democracia', decreta o ministro, que repudia o ambiente beligerante que se instalou nas redes sociais e por vezes é alimentado por integrantes da República.