Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O primeiro escalão do governo terá de prestar depoimento sobre a possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu, ontem, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, que os três integrantes palacianos citados como testemunhas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro sejam ouvidos no inquérito aberto na Suprema Corte. Segundo o ex-juiz da Lava-Jato, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, viram o presidente ameaçá-lo de demissão em uma reunião gravada no Palácio do Planalto, em 22 de abril, dois dias antes de deixar o cargo.
O presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã desta segunda-feira, no seu gabinete no Palácio do Planalto, o coronel da reserva do Exército, Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, nos anos 70, durante a ditadura militar. O encontro durou 25 minutos, entre as 10h20 e as 10h45, mas só foi incluído na agenda oficial do presidente às 21h22, depois de ser revelado pela coluna de Rubens Valente, do UOL, e após questionamentos da imprensa.
No momento que parte do universo político-partidário do País passou a defender abertamente o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, o partido Novo afinou o discurso com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e optou por poupar o Palácio do Planalto. Os dirigentes da sigla e a bancada rejeitam a ideia de apoiar um eventual processo de impedimento e até mesmo de fazer oposição ao presidente da República.
04/05/2020 - 09h02Presidente nomeou Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral da Polícia FederalO presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou Rolando Alexandre...
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estuda tomar duas medidas que vão escalar a crise política de seu governo, evidenciada pela sua participação neste domingo (3) em um ato contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. A primeira é fazer uma nova nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A segunda, remover do Comando do Exército o general Edson Leal Pujol.
O presidente Jair Bolsonaro disse, neste domingo (3/5), ao demonstrar apoio a manifestação a favor do governo e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional, que tem o apoio do povo e das Forças Armadas, e e que 'chegou no limite'. O ato reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios.
A reaproximação de Jair Bolsonaro com os integrantes do Centrão, bloco parlamentar que ele integrou ao longo dos 27 anos como deputado federal, diz muito sobre a situação do presidente da República. Minado pelas crises que ele próprio criou, vendo os pedidos de impeachment se multiplicarem no Congresso, o chefe do governo acabou obrigado a buscar uma base parlamentar para chamar de sua, pressionado por uma crise sanitária mundial que provocará um número imprevisível de mortes e arrasará a economia.
O depoimento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, durou 8h30. De acordo com uma fonte na corporação, ele detalhou as acusações — que fez no pronunciamento ao entregar o cargo — de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF. O ex-juiz levou novas conversas de aplicativo e outros arquivos digitais que serão periciados pela PF. São mensagens de WhatsApp, áudios e e-mails, inclusive trocados com outros integrantes do governo, além do presidente.
01/05/2020 - 09h50Prefeito destacou que tinha planos para começar reuniões em maio, porém pandemia paralisou possíveis encontros durante pré-campanhaPré-candidato a reeleição, o prefeito de...
A reação do presidente Jair Bolsonaro à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para diretor-geral da Polícia Federal, surpreendeu os integrantes da mais alta Corte do país e provocou uma corrente de apoio ao colega de tribunal. Os magistrados esperavam que o governo recorresse por meio da Advocacia-Geral da União (AGU). No entanto, o que se viu foi um ataque direto do chefe do Executivo a Moraes.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal entra para a série de reveses que a corte impôs ao governo federal nos últimos dois meses e mantém pressão do tribunal sobre Jair Bolsonaro. Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou pandemia do novo coronavírus, em 11 março, o STF contrariou os interesses do Executivo em ao menos 12 ações.
29/04/2020 - 18h15Chefe da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça mostrou alinhamento com presidente e pediu para que ele cobre mais operações da Polícia...
Nos 1.929 dias que durou o principal confronto militar em que o Brasil já se envolveu, a Guerra do Paraguai, morreram em média pouco mais de 25 pessoas por jornada, segundo as estatísticas capengas disponíveis do século 19. Nos 42 dias que se passaram desde que a Ceifadora passou a colher com a Covid-19 por aqui, faleceram em média 119,4 pessoas, dizem números só um pouco mais confiáveis, apesar de 150 anos separarem o fim da guerra do nosso tecnológico século 21.
Muito mais pela atipicidade das eleições deste ano – sem tempo hábil, por exemplo, para as famosas reuniões de pré-campanha – do que pelo seu vasto currículo como gestor testado e aprovado (coisa que o eleitor não costuma dar muita importância), o deputado Barbosinha está pintando como candidato de consenso para a sucessão de Délia Razuk. Pelo menos é o que tem melhor aproveitado para se manter na mídia nesses tempos de pandemia. Sem contar que é o candidato do establishment.
Após a saída de Sergio Moro do governo sob a alegação de interferência política na Polícia Federal, a nomeação do novo diretor-geral da corporação pelo presidente Jair Bolsonaro virou alvo de uma série de ações na Justiça e de resistência no Congresso. Bolsonaro oficializou no Diário Oficial da União desta terça-feira (29) os nomes do advogado André de Almeida Mendonça, 47, para substituir Moro no Ministério da Justiça e do delegado Alexandre Ramagem, 48, para a vaga de Maurício Valeixo na Diretoria-Geral da PF.
Durante reunião remota na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul (Alems), ontem o deputado Pedro Kemp (PT) participou enquanto dirigia, em Campo Grande. A maioria dos parlamentares acompanha a audiência de casa ou do escritório, mas era possível notar que o petista estava dirigindo durante sua participação.
O inquérito aberto na segunda-feira pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar as denúncias do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro deve ficar pronto em 90 dias. Porém, se demorar até novembro, poderá ficar sob a relatoria do ministro que Bolsonaro indicar para substituir Mello, que vai se aposentar naquele mês. A avaliação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, durante live realizada nesta terça-feira (28/04).
28/04/2020 - 05h07O nome do advogado foi publicado no Diário Oficial. Mendonça comandava a Advogado-Geral da UniãoO governo federal anunciou na madrugada desta terça-feira...
No embate entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, o brasileiro acredita mais na versão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do que na do presidente. O ex-juiz da Operação Lava Jato saiu do governo na sexta (24), após Bolsonaro exonerar contra a sua vontade o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O ex-ministro fez um duro pronunciamento, e acusou o presidente de interferência política no órgão. Bolsonaro negou a intenção, disse que o diretor vinha se queixando de cansaço, e o caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.
Primeiro foi Ramez Tebet, ministro da Integração Nacional por apenas três meses, em 2001, no governo FHC, chamado que foi para assumir a presidência no Senado. Depois Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo no último ano de Michel Temer. Agora, Henrique Mandetta, defenestrado da Saúde com pouco mais de um ano no ministério, pelo azedume dos bofes de Bolsonaro. No rescaldo disso pode sobrar para a santa Tereza Cristina, da Agricultura, que não tem nada a ver com o peixe.