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quarta-feira, setembro 30, 2026

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Nomeação de amigo do clã Bolsonaro para PF gera resistência no Congresso e ações judiciais

Após a saída de Sergio Moro do governo sob a alegação de interferência política na Polícia Federal, a nomeação do novo diretor-geral da corporação pelo presidente Jair Bolsonaro virou alvo de uma série de ações na Justiça e de resistência no Congresso. Bolsonaro oficializou no Diário Oficial da União desta terça-feira (29) os nomes do advogado André de Almeida Mendonça, 47, para substituir Moro no Ministério da Justiça e do delegado Alexandre Ramagem, 48, para a vaga de Maurício Valeixo na Diretoria-Geral da PF.

Dirigindo, deputado participa de sessão remota na Assembleia Legislativa

Durante reunião remota na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul (Alems), ontem o deputado Pedro Kemp (PT) participou enquanto dirigia, em Campo Grande. A maioria dos parlamentares acompanha a audiência de casa ou do escritório, mas era possível notar que o petista estava dirigindo durante sua participação.

Inquérito contra Bolsonaro no STF deve levar 90 dias

O inquérito aberto na segunda-feira pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar as denúncias do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro deve ficar pronto em 90 dias. Porém, se demorar até novembro, poderá ficar sob a relatoria do ministro que Bolsonaro indicar para substituir Mello, que vai se aposentar naquele mês. A avaliação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, durante live realizada nesta terça-feira (28/04).

Bolsonaro confirma André Mendonça no Ministério da Justiça e Alexandre Ramagem na PF

28/04/2020 - 05h07O nome do advogado foi publicado no Diário Oficial. Mendonça comandava a Advogado-Geral da UniãoO governo federal anunciou na madrugada desta terça-feira...

Brasileiros acreditam mais em Moro do que em Bolsonaro

No embate entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, o brasileiro acredita mais na versão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do que na do presidente. O ex-juiz da Operação Lava Jato saiu do governo na sexta (24), após Bolsonaro exonerar contra a sua vontade o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O ex-ministro fez um duro pronunciamento, e acusou o presidente de interferência política no órgão. Bolsonaro negou a intenção, disse que o diretor vinha se queixando de cansaço, e o caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

Pro tempore

Primeiro foi Ramez Tebet, ministro da Integração Nacional por apenas três meses, em 2001, no governo FHC, chamado que foi para assumir a presidência no Senado. Depois Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo no último ano de Michel Temer. Agora, Henrique Mandetta, defenestrado da Saúde com pouco mais de um ano no ministério, pelo azedume dos bofes de Bolsonaro. No rescaldo disso pode sobrar para a santa Tereza Cristina, da Agricultura, que não tem nada a ver com o peixe.

Tensão entre governo e DEM ameaça permanência de Tereza Cristina na Agricultura

O distanciamento do governo federal em relação ao DEM colocou em questão um possível prejuízo à posição da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que é deputada federal licenciada e integra o partido. O cenário é de uma péssima relação do presidente Jair Bolsonaro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e o rompimento do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), alimentam ainda mais a rede de intrigas.

PF identifica Carlos Bolsonaro como articulador em esquema criminoso de fake news

A Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, como um dos articuladores do esquema criminoso de fake news, segundo investigação sigilosa conduzida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Nos últimos meses, o presidente pediu informações, em reuniões e por telefone, de Maurício Valeixo, demitido da diretoria-geral da PF na última sexta (23). Valeixo resistiu ao assédio.

E agora Soraya?

“Parabéns, Ministro Moro, pelo foco. Tal qualidade é rara! Em meio a uma guerra não se pode perder tempo com distrações, brincadeiras e fofocas. Tem gente morrendo, perdendo emprego, empresas quebrando...e gestores fazendo a festa. Conte comigo, porque para isso, minha paciência também é zero”. Postagem feita no Facebook por Soraya Thronicke um dia antes da queda do ex-juiz, agora também ex-ministro da Justiça. Será que a senadora douradense vai mudar de ideia?

Bolsonaro acusa Moro de negociar vaga no STF e admite interesse pessoal em ações da PF

Ao lado de ministros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que luta 'contra o sistema', rebateu na tarde desta sexta-feira (24) o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e admitiu interesses pessoais em ações da Polícia Federal. Bolsonaro afirmou que Moro pediu a ele para que a troca do comando da Polícia Federal ocorresse depois de o ex-juiz ser indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. 'É desmoralizante para um presidente ouvir isso', afirmou Bolsonaro.

Aras pede ao STF inquérito para investigar acusações de Moro contra Bolsonaro

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que seja aberto um inquérito para apurar as acusações feitas por Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro no pedido de demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O pedido de Aras aponta a eventual ocorrência dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Ala militar se vê traída e discute se segue com Bolsonaro

A ala militar do governo Jair Bolsonaro entrou em crise com a bombástica saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A retirada do apoio ao presidente é uma das hipóteses na mesa que, se concretizada, pode levar a uma renúncia. Dois fatos contrariaram os militares e fizeram elevar a pressão de setores importantes da cúpula da ativa sobre seus enviados ao governo.

Ministros do STF enxergam crimes de Bolsonaro na fala de Moro; OAB fará relatório

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) enxergaram vários crimes que podem ter sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo as revelações feitas nesta sexta (24) pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Um deles é o crime de advocacia administrativa: segundo Moro, o presidente queria acionar relatórios de inteligência de investigações da Polícia Federal.

Sergio Moro, o juiz da Lava Jato, anuncia sua demissão do governo Bolsonaro

O ministro Sergio Moro (Justiça) decidiu entregar o cargo nesta sexta-feira (24) e deixar o governo de Jair Bolsonaro após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ter sido publicada nesta madrugada no Diário Oficial da União. Ele anunciou a saída do governo a pessoas próximas.

Precedentes históricos

Para quem imagina utópica a eventual candidatura de Luiz Henrique Mandetta à presidência da República, lembrando que já foram dois os mato-grossenses que chegaram lá. Primeiro, o cuiabano general Eurico Gaspar Dutra, depois o campo-grandense Jânio da Silva Quadros. Sem falar noutro mato-grossense famoso, senador Filinto Muller, que mandou e desmandou nesse Brasilsão, começando como chefe de polícia da era Vargas até chegar às presidências do Senado e da poderosa Arena.

General Braga Netto emerge como articulador político do governo em meio ao coronavírus

Em meio às crises política e sanitária provocadas pelo novo coronavírus, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, ganha força e emerge como o principal articulador político do governo. General da reserva, ele reformulou a estratégia do combate à pandemia em três eixos: dissolver o conflito interno, reconquistar o controle da comunicação sobre a administração da crise e reduzir o poder de fogo de opositores.

Pela governabilidade, Bolsonaro faz velha política e negocia com centrão

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito com o discurso da 'nova política'. Entre outras, disse que não faria o 'toma lá, dá cá', tradicional negociação de cargos entre governo e Congresso, criticada pela população. Há quase um ano e meio no cargo, não se acertou com os parlamentares e, hoje, trabalha sem base sólida e depende dos presidentes da Câmara e do Senado para aprovar pautas do Executivo, sobretudo em meio à crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. Agora, se deu conta de que precisa de suporte no parlamento para manter a governabilidade.

Bolsonaro modula discurso após pressão de militares e do Judiciário

21/04/2020 - 09h11Presidente seguiu conselho da cúpula fardada um dia depois de participar de ato pró-golpe; Toffoli conversou com generaisSob pressão da cúpula fardada,...

Atropelando o calendário

Diante da pandemia do coronavírus os brasileiros não sabem mais se votam ou não para prefeito este ano. Mas de uma coisa todos têm certeza: a demissão de Henrique Mandetta antecipou o calendário eleitoral de 2022. E, dependendo, ainda, do rastro de destruição do vírus, o ex-ministro, cacifado até para a cadeira de seu algoz, está com tempo de sobra para iniciar, já, sua caminhada ao Parque dos Poderes ou para um retorno à Brasília, na pior das hipóteses, com deputado.
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