Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Tabagista compulsivo, e como tal a mais ilustre vítima do funesto calhau rodado insistentemente na TV Morena alertando para os onze minutos de vida perdidos por fumantes a cada cigarro consumido, o ministro da saúde Henrique Mandetta vive o drama de contagem semelhante para os dias que pode ficar no cargo. É que o presidente Bolsonaro encontrou uma desculpa para defenestrá-lo, entendendo que ele não pode dar mau exemplo, daí o ultimato: ou para de fumar ou pica a mula.
Mesmo sem ter sido alvo de buscas ou de outras medidas cautelares, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) está no centro das atenções dos trabalhos mais recentes da Lava Jato. As últimas duas operações, deflagradas em 23 de agosto e nesta terça-feira (10), foram concentradas em pessoas ligadas diretamente à ex-presidente da República, além de tratar do financiamento das suas duas campanhas presidenciais, de 2010 e de 2014.
O presidente Jair Bolsonaro voltará a ocupar a Presidência da República a partir de quinta-feira (12/9), ainda que do Hospital Vila Nova Star, onde está internado. A informação foi dita, nesta terça-feira (10/9), pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. Contudo, o chefe do Executivo federal dificilmente receberá alta antes do domingo, embora o porta-voz não tenha precisado a data de retorno a Brasília.
O PSDB deverá expulsar do partido a deputada Rose Modesto, que vem demonstrando publicamente insatisfação por não encontrar respaldo em suas pretensões de, mais uma vez, disputar a Prefeitura de Campo Grande. Com isso, a parlamentar “carimba o passaporte” para enfrentar nas urnas novamente, já em outro partido, o atual prefeito Marcos Trad (PSD) que a derrotou em 2016. A cúpula deverá reunir-se para sacramentar essa medida evitando desgastes maiores – como passar para a população a imagem de que é um partido desunido – e cortando o mal pela raiz, ou seja, dando um basta aos atos de rebeldia interna.
“Quem dera ser um peixe, para em teu límpido aquário mergulhar...”. Depois da decisão de ontem do TRF 3, negando nova denúncia do MPF contra o ex-governador André Puccinelli, por fraudes em licitações na obra do Aquário do Pantanal, cujo término é sua obsessão, o vice-governador Murilo Zauith já pode oferecer a música de Fagner para o ex-governador, como prova de suas melhores intenções para as composições de 2022. E os tucanos que se virem com os Trad.
O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), escreveu na noite desta segunda-feira (9) em rede social que, por vias democráticas, não haverá as mudanças rápidas desejadas no país. A postagem do filho do presidente foi alvo de críticas de políticos e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que viram nela uma ofensa ao sistema democrático brasileiro.
Para reduzir o tamanho da Esplanada, o governo estuda transformar seis ministérios em três. A proposta, no entanto, evita retirar militares da administração. Um texto preliminar, que avança no Ministério da Economia, prevê a união do Meio Ambiente com o Turismo, da Cidadania com Direitos Humanos e da Infraestrutura com o Desenvolvimento Regional. Falta definir, porém, quais ministros serão demitidos ou transformados em secretários nacionais. A questão é acompanhada de perto pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Fora do poder depois de oito anos de administração Tetila (2001-2009) e dos escândalos que abalaram as estruturas do partido Brasil afora, o PT pode ressurgir das cinzas em 2020, com candidato à prefeitura de Dourados. A promessa é do professor João Carlos de Souza, eleito presidente da sigla neste final de semana. Entre os prováveis candidatos, os de sempre: o vereador Elias Ishy, o ex-deputado João Grandão, o ex-reitor Damião Duque de Farias além do próprio Tetila.
Eles aprovam o governo Jair Bolsonaro , embora nem sempre concordem com as declarações do presidente e com todas as suas decisões. Também defendem a Operação Lava-Jato e as propostas anticorrupção do ministro da Justiça, Sergio Moro, e econômicas de Paulo Guedes, sobretudo a reforma da Previdência. Por outro lado, podem deixar de avaliar positivamente o governo se houver ruptura com essas pautas. Por enquanto, consideram que oito meses de gestão é pouco tempo para cobrar melhorias e tendem a ser otimistas com o futuro. Eis o perfil de parte da população que considera o governo ótimo ou bom e, simultaneamente, não se alinha totalmente à base mais fiel ao presidente, uma tendência apontada em recentes pesquisas de opinião e por estudiosos ouvidos pelo jornal O Globo.
Cercado de empresários e religiosos, mas com a ausência de alguns chefes de Poderes, Jair Bolsonaro (PSL) estreou como presidente da República no desfile militar de Sete de Setembro. Bolsonaro chegou no Rolls-Royce presidencial, com a faixa presidencial no peito, e, assim como na posse, estava acompanhado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), seu filho, e de uma criança, Ivo César Gonzalez, 9.
'Se você tiver acesso aos depoimentos das pessoas, das mais de 110 vai ver que nenhuma fala algo sobre o governador, então estou muito tranquilo com isso. Agora, o dever da polícia é investigar qualquer um, não só o governador, como qualquer cidadão e se tiver culpa tem que punir. Já tentaram ano passado e não conseguiram e agora eu não tenho dúvida que a verdade vai prevalecer'. Governador Reinaldo Azambuja, sobre as oitivas da Operação Vostok esta semana em Campo Grande.
No dia em que a prefeita Délia Razuk viaja a Brasília, a convite do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, para discutir um plano emergencial na tentativa de minimizar o caos em que se encontra a saúde do município, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, não deixa por menos. Manda distribuir uma nota dizendo que este plano é resultado de um estudo elaborado por seus técnicos, a pedido do mesmo Mandetta. Coisas da política provinciana. Mais, de adversários figadais.
Tenha ou não ajudado o presidente Jair Bolsonaro a chegar ao Planalto no ano passado, o atentado à faca que ele sofreu há um ano em Juiz de Fora (MG), durante um ato de campanha, se transformou em um dos acontecimentos ao qual ele, a família e os correligionários se referem com mais frequência e profundidade. Ao conceder entrevistas, participar de programas de televisão e receber benção em eventos religiosos, Bolsonaro não titubeia antes de se referir à data em que foi ferido por Adélio Bispo de Oliveira, considerado inimputável pela Justiça após ser diagnosticado com um transtorno mental.
05/09/2019 - 17h48Nome do subprocurador-geral terá de ser aprovado pelo Senado; ele substituirá Raquel DodgeO presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu indicar nesta quinta-feira (5)...
O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul foi obrigado, por determinação judicial, a tirar de seu site na internet texto divulgando o andamento de investigação envolvendo o deputado estadual Marçal Filho (PSDB). Segundo a reportagem apurou, é a primeira vez que esse tipo de censura é aplicado a conteúdos do MPF em todo o País. A decisão é da juíza substituta Dinamene Nascimento Nunes, da 2ª Vara Federal de Dourados, onde tramita o processo do qual Marçal e ex-esposa Keliana Fernandes viraram réus recentemente, sob acusação de pressionaar agentes da prefeitura de Dourados a doar R$ 2 milhões em troca de apoio político.
O ex-assessor Fabrício Queiroz demitiu a ex-mulher de um miliciano que trabalhava para Flávio Bolsonaro e atuou para evitar uma vinculação entre o gabinete do filho do presidente e o criminoso, mostram investigações do Ministério Público do Rio. No dia em que se tornou público que era alvo de uma investigação por movimentações milionárias, 6 de dezembro de 2018, Queiroz comunicou por Whatsapp a Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-mulher de Adriano Magalhães da Nóbrega, o “Capitão Adriano”, chefe de uma quadrilha de milicianos da zona oeste, que ela fora exonerada do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa (Alerj).
Frenético, como sempre, articulando-se para encontrar um candidato viável para a prefeitura de Campo Grande em 2020, que lhe garanta apoio como candidato a governador em 2022, André Puccinelli vai encerrar esta semana dividido pelo oposto de dois sentimentos: a alegria de ver seu pupilo e pitbull de Michel Temer, o ex-ministro Carlos Marun, confirmado como Conselheiro da Itaipu e a tristeza pela derrota de seu operador Edson Girotto no STF, continuando atrás das grades.
Após uma maratona de quase nove horas de discussão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o parecer do relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), à reforma da Previdência, por 18 votos a 7. Agora, a matéria está pronta para ser discutida no plenário, última fase antes de ser promulgada e inserida no texto constitucional. Logo depois de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6/2019, texto principal da reforma, o colegiado autorizou o início da discussão, em plenário, da PEC paralela. O segundo projeto, que também será relatado por Jereissati, trata de mudanças que não foram incluídas no parecer, como a extensão das novas regras previdenciárias a servidores públicos estaduais e municipais.
Chamado de 'ejaculação precoce' pelo presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reagiu nesta quarta-feira (4) e disse que foi criticado da mesma maneira pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2016, quando venceu Fernando Haddad (PT) na disputa pelo cargo de prefeito da capital paulista.
O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) juntamente com o advogado Carlos Marques, além do pecuarista Ivanildo Miranda, alvo da operação e delator na Lama Asfáltica e o advogado Newley Amarilla estão neste momento na sede da Polícia Federal, em Campo Grande. Esteve também presente na superintendência, o ex-secretario e ex-prefeito de Porto Murtinho Nelson Cintra juntamente com o advogado Arnaldo Medeiros para ser ouvido. Ele informou ao jornal Correio do Estado que essa já é a segunda vez que vem prestar depoimento na Polícia Federal desde que aconteceu a operação Vostok. 'Da primeira vez eles queriam saber sobre os gados que vendi para a JBS, mas eu comprovei tudo. Agora eu quero saber porque me chamaram de novo', questionou Cintra.