Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A cinco meses da eleição, os pré-candidatos a presidente Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) trocaram na quarta-feira os primeiros ataques públicos. O confronto deve se repetir durante a campanha, já que o tucano e o ex-capitão do Exército prometem competir pelo discurso conservador para uma mesma fatia do eleitorado. A primeira crítica partiu de Alckmin, comparando seu adversário ao PT.
Reunidos em Brasília nesta quarta-feira (23), 45 prefeitos sul-mato-grossenses anunciaram apoio à pré-candidatura do senador Waldemir Moka (MDB), que disputará a reeleição. Moka foi escolhido ontem relator-geral do Orçamento da União de 2019.
Acostumados a produzir “fumaça”, ou seja, muito pouco pelo tanto que têm de mordomias, alguns deputados estaduais podem agora ser vítimas de uma fumaça bem mais perigosa, preta, mesmo, dessas de tontear e até matar. É a fumaça saída das chaminés das mansões da máfia do cigarro. Com a prisão de policiais envolvidos no esquema, só com outro tipo de fumaça – a dos incensos – para espantar os maus espíritos que rondam o Parque dos Poderes.
O fardo do PSDB vai ficando cada dia mais pesado para a eleição deste ano. A decisão da Justiça mineira de mandar para a prisão nesta terça-feira o primeiro tucano ilustre ligado a um escândalo de corrupção veio adicionar mais alguns quilos sobre os ombros do partido e, principalmente, de seu presidenciável Geraldo Alckmin. Para quem já não anda bem das pernas, o iminente encarceramento de Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, é um golpe e tanto.
O presidente Michel Temer anunciou nesta terça-feira (22) sua desistência de concorrer a mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto e lançou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pré-candidato à Presidência pelo MDB. 'Nós chamamos você para ser presidente do Brasil', disse Temer ao fim de um discurso em evento do MDB, em Brasília, para o lançamento do documento 'Encontro com o Futuro'.
Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não aceitaram os embargos declaratórios, recurso utilizado pela defesa de Eduardo Azeredo (PSDB) para contestar a primeira decisão do tribunal, que em 23 de abril confirmou, por 3 votos a 2, a condenação por 20 anos e um mês do ex-governador por peculato e lavagem dinheiro, no esquema que ficou conhecido como mensalão tucano. A questão da prisão ainda está em discussão após questão de ordem da defesa, que pede embargo de declaração sobre embargo de declaração.
'Se eu fosse rei de Roraima, em 20 anos teria a economia próxima à do Japão'. Assim Jair Bolsonaro começou o discurso de ontem na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Cerca de 300 empresários pagaram entre R$ 180 e R$ 220 para ouvi-lo. O ingresso dava direito a almoço, com opções de carne, massa e bacalhau.
Sai Zonir Tetila, suplente de Pedro Chaves, que era suplente de Delcídio do Amaral, entra o marido, Laerte Tetila. Conforme antecipado aqui, o ex-prefeito petista aceitou compor chapa como suplente de Zeca do PT, caso o ex-governador consiga registrar sua candidatura. E com isso Dourados vai se firmando cada vez mais como a terra dos vices e dos suplentes. Pelo menos até que Geraldo Resende consiga suplantar Marcelo Migliolli na corrida pelo Senado entre os tucanos.
Se eleito presidente do Brasil, Ciro Gomes (PDT) promete revogar duas medidas de um 'governo golpista' (teto de gastos e reforma trabalhista) e 'deixar a porta aberta para dialogar com o PSDB'. E torce para que um eventual segundo turno que conte com sua presença seja contra Jair Bolsonaro (PSL). 'A rigor, gostaria muito de enfrentá-lo, me parece o candidato menos difícil de ser derrotado', afirmou o ex-ministro ao ser sabatinado por Folha, UOL e SBT, em São Paulo, nesta segunda-feira (21). Para Ciro, o adversário é fascista e tem propostas 'toscas' para o país.
“Feche seus olhos, imagine você entregando seus problemas e medos a Deus; angústias. Coloque suas mãos como se estive entregando seus problemas a Ele. Pense no rosto de Deus (e por aí vai...). Não é um pastor em emissora evangélica. É a forma do vereador e radialista Marçal Filho agir diante do microfone de sua ‘94FM’, de Dourados”. A auspiciosa publicação, a respeito do novo ‘apóstolo’ douradense, é da coluna “De olho na TV”, de Reinaldo Rosa, do Campo Grande News.
Colegas de escola em Ponta Porã quando adolescentes, os hoje colegas prefeitos Hélio Peluffo e Délia Razuk compartilham agora as eternas demandas nas escolas de seus municípios! Além dos sempre encarniçados sindicalistas ameaçando com greves a todo instante, no caso de Peluffo o movimento é insuflado por oposicionistas de ocasião, como o vereador-suplente Brunoí Reichardt (MDB), cujo pai, Bruno Reichardt, quando prefeito, chegou a ficar dez meses sem pagar professores.
A tribuna do Senado não é mais a mesma desde que Pedro Simon a deixou, há três anos. Voz mais forte nas denúncias de corrupção durante mais de três décadas, incomodava qualquer governo, no autoritarismo ou na democracia. Hoje está afastado do Congresso, mas não do povo. Viaja por todo o país, falando a quem quer ouvir suas palestras. Para ele o Brasil vive um momento auspicioso com a prisão de políticos acusados de corrupção. 'É a primeira vez que essas coisas estão acontecendo'.
O discurso que o MDB vai reproduzir durante a campanha presidencial reúne ações que o governo de Michel Temer conseguiu implementar, como o ajuste fiscal e a PEC do teto dos gastos, e fracassos políticos, a exemplo da reforma da Previdência. Ainda sem uma definição sobre o candidato à Presidência — o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles aparece como favorito —, o partido vai lançar, na terça-feira, o documento 'Encontro com o futuro' e deve confirmar Meirelles como único pré-candidato da sigla. A peça, de 45 páginas, sustenta a importância do equilíbrio das contas públicas e propõe um aprofundamento na agenda reformista ao defender a redução das despesas obrigatórias da União.
Se a coisa já não ia bem para André Puccinelli, com seu estafe na cadeia, imagina agora com Henrique Meirelles em seu palanque. E o que é pior, trazido por Carlos Marun. O ex-ministro da Fazenda posando de candidato a presidente da República pelo MDB, apoiado pelo chefe Michel Temer, encalacrado em denúncias de corrupção e presidente mais impopular da história. E olha que Marun só não trouxe seu ídolo Eduardo Cunha porque ele está atrás das grades.
Antes de passar a ser cogitado como candidato a presidente da República — o 'outsider' da vez, em articulações do bloco dos partidos de Centro —, o nome do empresário Josué Alencar, já estava no tabuleiro da sucessão presidencial desde que ele se filiara ao PR. Ele vinha sendo cortejado como 'vice dos sonhos' tanto pelo pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, como pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia procurado o presidente da Coteminas numa tentativa de reeditar a chapa vitoriosa nas eleições presidenciais de 2002 e 2006 formada com o pai do empresário, José Alencar. Josué Alencar vinha sendo cobiçado também por políticos mineiros atrás de alianças locais.
De “namoro” com André Puccinelli, segundo confissão (não tão) íntima do ex-governador; cotadíssimo para ser candidato a vice de Reinaldo Azambuja, mas, por sua vez, insinuando-se como candidato a governador ao anunciar que “a política não se move no Estado enquanto o DEM não se decidir”, Murilo Zauith embola o jogo de novo. Agora, repercutindo em sua página no Facebook as obviedades do juiz aposentado Odilon de Oliveira quanto a um possível apoio ao projeto pedetista.
O ex-ministro José Dirceu se entregou à Justiça, em Brasília, na tarde desta sexta-feira (18), por volta das 14h. O petista seguiu para o Instituto Médico-Legal (IML), onde fez exames, antes de seguir para o Complexo Penitenciário da Papuda, conforme informou sua defesa. O ex-ministro foi condenado a 30 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, no âmbito da Operação Lava Jato.
Um ano depois da divulgação do áudio gravado pelo empresário Joesley Batista — pivô do maior escândalo do atual governo —, o presidente Michel Temer chama o episódio de 'embaraço do dia 17 de maio', mas diz que, se houve um erro, não foi dele. 'O erro foi ele gravar. Recebi inúmeras pessoas no Jaburu e não colocava na agenda. Foi um descuido meu, mas não que tenha sido um gesto criminoso, absolutamente não', disse o emedebista durante entrevista ao jornal Correio Braziliense, no final da manhã de ontem, no gabinete presidencial, terceiro andar do Palácio do Planalto.
“Em caso de interesse democrata, o nosso partido está de braços abertos para alianças nas urnas. Se o DEM quiser somar com a gente não há impedimento nenhum, desde que seja com boas intenções”. Declaração “bombástica” do pré-candidato a governador, juiz aposentado Odilon de Oliveira, em sua passagem por Dourados, sede do segundo colégio eleitoral do estado, cuja liderança maior, o demo Murilo Zauith, também está com a candidatura colocada.
Em ano de Copa do Mundo da Rússia e eleições gerais, tradicionalmente o Congresso reduz o ritmo da produção legislativa e evita votar temas polêmicos, como acabou por acontecer com a reforma da Previdência. De olho no eleitorado, parlamentares dizem acreditar que, daqui até o fim do ano, o governo Michel Temer, um dos mais impopulares da história do país, só terá mais um mês para tentar emplacar ao menos três temas de sua pauta prioritária. Mas nem isso é certo, avaliam os congressistas.