Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Depois que Ciro Gomes garantiu abaixar o preço da gasolina para R$ 3,00, Geraldo Alckmin promete em Dourados dobrar a renda dos brasileiros. Talvez por isso o tucano (ave de curta autonomia de voo) de Pindamonhangaba não consiga decolar nas pesquisas. Sem contar que, a exemplo de André Puccinelli, derrapando na lama asfáltica espalhada por Edson Giroto no MS, o ex-governador Alckmin precisa explicar melhor os retornos malfeitos por Paulo Preto no anel viário de SP.
O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, disse que não haverá surpresas em seu governo se for eleito e pediu confiança a um grupo de investidores e analistas do mercado financeiro com que se reuniu a portas fechadas nesta quinta-feira (28).
“Pode ser qualquer partido ou o Murilo candidato a governador”. Assim, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa, Murilo Zauith define as dificuldades que, no melhor estilo tucano, os demos estão tendo para descer do muro e, enfim, começarem a mover a política estadual nessas eleições. Ao pôr a questão em votação, o ex-prefeito douradense que sonha ser governador pode até lavar as mãos, como Pilatos, mas tendo que ter dar o voto de minerva. Minerva, a deusa da sabedoria.
Depois de humilhada pela cossogra Délia Razuk, que deu seu cargo (de segundo escalão) de assessora de imprensa a seu ex-funcionário (na Rádio Clube) Albino Mendes, a empresária Elizabeth Salomão mostra quem é que tem prestígio no pedaço. Como presidente da ACED, fez o que nem a prefeita nem os deputados conseguiram: convencer Reinaldo Azambuja a ampliar o recapeamento asfáltico que o governo vem fazendo em Dourados para as interligações das três principais avenidas da cidade.
A decisão da Segunda Turma de soltar condenados em segunda instância, como o ex-ministro José Dirceu, aprofundou as divisões entre ministros do Supremo Tribunal Federal e as críticas que fazem entre si, e serviu para reabrir o debate sobre a execução provisória da pena (antes de esgotados todos os recursos).
José Luiz Datena anunciou oficialmente que sairá do ar da Band, onde apresentava dois programas, o 'Brasil Urgente' e o 'Agora é com Datena', para se candidatar ao Senado pelo DEM (Democratas). A informação foi confirmada pelo próprio apresentador ao UOL, empresa do Grupo Folha, que edita o jornal Folha de S. Paulo, na manhã desta quarta-feira (27). Ele deve fazer parte da chapa de João Dória Jr. (PSDB), ex-prefeito de São Paulo e agora candidato ao governo do Estado.
Embora não tenha ficado muito clara a tentativa do deputado José Carlos Barbosa de comparar a indefinição dos demos nesse processo sucessório com a engenhoca que aponta a direção dos ventos para facilitar a vida dos pilotos de avião parece muito claro que, no fundo, no fundo, a crítica é endereçada ao presidente democrata Murilo Zauith. Se Barbosinha diz que não é a biruta, quem seria, então, o biruta que não estaria deixando a política estadual se mover?
Depois de muito nhenhenhém finalmente o presidente regional do DEM, Murilo Zauith, começou “mover” as eleições no Mato Grosso do Sul. Nem governador, nem senador! O ex-prefeito de Dourados, segundo o site campo-grandense Midiamax, disse hoje que a prioridade dos demos é reeleger os federais andrezistas-temeristas Henrique Mandeta e Tereza Cristina e os estaduais reinaldistas Barbosinha e Zé Teixeira. Satisfeitíssimo, pelo jeito, com a condição de coajuvante.
Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça (26) conceder liminar em habeas corpus para que o ex-ministro José Dirceu aguarde em liberdade o julgamento de uma reclamação que pede sua soltura até o esgotamento da análise dos recursos nas cortes superiores –o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF.
Em resposta a um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin enviou para o plenário decidir sobre um pedido de liberdade ou de substituição da prisão por medidas cautelares, como prisão domiciliar. Não há data para a corte julgar o pedido, que depende de ser pautado pela presidente, ministra Cármen Lúcia. Na próxima semana começa o recesso forense. As sessões voltam em agosto.
Murilo Zauith precisa tomar cuidado para, além de não poder transformar em realidade seu sonho de ser senador e o dos douradenses de ter um governador, não sair queimado desse estica-e-puxa entre os federais andrezistas Henrique Mandeta e Tereza Cristina e o estadual Zé Teixeira, que defende uma coligação com Reinaldo Azambuja. Afinal, onde fica o brio do empresário empreendedor e suas convicções éticas e ideológicas? A menos que seja tudo apenas uma questão de business.
O governo federal avalia como 'óbvia' a decisão do Ministério Público Federal (MPF) em denunciar o ex-procurador da República Marcelo Miller, a advogada Esther Flesch, o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, e o ex-diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis Silva. O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, defende que as investigações prossigam, inclusive sobre o ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.
O “presidenciável” emedebista Henrique Meirelles faz hoje sua segunda visita nessa pré-campanha ao Mato Grosso do Sul. Não seria de estranhar, se estivéssemos, ainda, nos tempos da eleição indireta, quando o Estado chegou a ter um representante (Albino Coimbra) com quatro (número máximo) votos no Colégio Eleitoral que elegia o presidente da República. Muito estranha essa insistência num Estado com um eleitorado menor que o de um bairro como o do Ipiranga, da capital paulista.
De adversário dos ruralistas na Constituinte, o PSDB passou a celeiro do agronegócio 30 anos depois de sua fundação. A mudança de perfil, no entanto, não tem sido suficiente para garantir apoio do eleitorado do campo, que hoje flerta com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Essa dificuldade é uma das facetas da crise por que passa o PSDB, que completa nesta segunda-feira (25) 30 anos.
Enquanto o irmão mais velho, Nelsinho Trad, faz de tudo para conseguir o apoio de Reinaldo Azambuja para tentar virar senador, o caçula Marquinhos, prefeito de Campo Grande, cisca pra fora, dizendo que o apoio do governo à sua administração não é mais que obrigação, “uma devolução de tudo o que o município paga de imposto ao estado”. Enquanto isso, o do meio, meio deslocado, deputado-suplente Fábio Trad, inventou agora que pode ser candidato a governador.
No momento em que potenciais aliados como DEM e PP flertam com a candidatura de Ciro Gomes (PDT), o PSDB faz uma contraofensiva em prol do presidenciável Geraldo Alckmin por meio da costura de palaques nos estados. Diferentemente de 2014, quando teve o MDB como seu principal aliado nas eleições estaduais, os tucanos neste ano terão DEM, PSD e PP como parceiros prioritários.
Se políticos de grosso calibre encontram-se atrás das grades, arrastados pela implacável Lava Jato, o mesmo não se pode dizer de seus rebentos. Livres e soltos, os filhos das 'excelências' presas foram encarregados de garantir a manutenção do poderio político da família. Para cumprir a tarefa a contento, entraram de corpo e alma na campanha eleitoral deste ano – mesmo sob o risco de serem contaminados pela imagem manchada dos pais. Recursos para gastar no pleito eles têm. De sobra (não é difícil imaginar a origem).
O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), homologou nesta sexta-feira (22) o acordo de delação premiada que o ex-ministro Antonio Palocci, alvo da Operação Lava Jato, fechou com a Polícia Federal curitibana em em 26 de abril. Preso desde 2016 na Superintendência da PF em Curitiba, onde o ex-presidente Lula também cumpre pena desde 7 de abril, Palocci teve pedido de homologação da delação reprovado em parecer do Ministério Público Federal (MPF), mas mesmo assim Gebran resolveu avalizar o acordo.
São oito deputados federais (além de Carlos Marun, licenciado, o ministro-arauto do desgoverno Temer) e mais três senadores, mesmo assim uma comitiva de deputados estaduais precisa sair de Campo Grande para ir a Brasília tentar resolver o imbróglio da inadimplente CCR, a empreiteira que embolsa, com pedágios, o dinheiro dos motoristas, mas não entrega a duplicação da BR-163. Será que secou a fonte dos retornos, ops!, e por isso não sai nem uma coisa nem outra?
O ex-ministro Tarso Genro afirmou acreditar que todo o PT e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pensam em um plano B para a disputa presidencial de outubro. Segundo Tarso, os petistas só não admitem, publicamente, por ainda ter expectativa de reversão da condenação do ex-presidente, que está preso desde abril.