Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
SÃO PAULO - Postada à exaustão em redes sociais como mote de seu exercício à frente da prefeitura, a hashtag #joaotrabalhador parece não ter aderido totalmente ao prefeito João Doria. Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que o engajamento cada vez maior dele nas plataformas digitais acontece em ritmo inverso à sua popularidade fora dos ambientes virtuais, que caiu nove pontos percentuais, de 41% para 32%. Se pode assustar o prefeito, os números acendem um sinal amarelo para a figura do presidenciável, aspiração até então ameaçada apenas pela disputa interna no PSDB com Geraldo Alckmin, mas que passa a ter uma observação desconfiada do paulistano.
Conselheiro Federal da OAB, o professor universitário e assessor especial da prefeitura Alexandre Montovani é o porta-voz de Délia Razuk nas questões relacionadas ao PCCR. Com isso, além de se poupar do desgastante debate, principalmente com o SIMTED, a prefeita preserva também os três secretários com responsabilidade direta na questão, os da Educação, Fazenda e Administração. Como vem se saindo muito bem, Montavani vai consolidando o espaço por tantos outros desejado.
Bem posicionado nas últimas pesquisas eleitorais, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), 62, pré-candidato à Presidência, ensaia movimento ao centro no debate econômico, adotando um discurso simpático aos investidores do mercado financeiro.
Isolado pelo processo de impeachment de Dilma Rousseff, o PT pretende abrir mão de lançar candidatos a governador em até 16 Estados em 2018 para apoiar nomes de outros partidos. Em troca, os petistas querem espaço em palanques regionais fortes para sua chapa presidencial -encabeçada, a princípio, pelo ex-presidente Lula. Em busca de candidatos competitivos, dirigentes do PT estudam se aliar até a siglas que trabalharam pela queda da então presidente, como PMDB, PTB e PSB.
BRASÍLIA — Após longas discussões, sessões que entraram pela madrugada, idas e vindas em textos emendados e remendados, a reforma política acabou aprovada pelo Congresso. O presidente Michel Temer sancionou nesta sexta-feira à noite os projetos que tratam do tema. Após a repercussão negativa da emenda incluída de última hora no texto da reforma política aprovada pela Câmara, que abria margem para a censura de comentários na internet, o presidente optou por vetar esse artigo do texto do projeto.
SÃO PAULO — O procurador regional Maurício Gotardo Gerum, que atuará na segunda instância contra o ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá, criticou a estratégia de defesa do petista. Em parecer em que pede a confirmação da condenação do ex-presidente e o aumento de sua pena, Gerum afirmou que o processo não é político e que o julgamento de Lula não é um julgamento de exceção.
BRASÍLIA — O governo brasileiro tem pronto um plano para mandar o italiano Cesare Battisti de volta para seu país natal. A ideia é embarcá-lo num avião da Polícia Federal direto de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, onde ele foi preso sob suspeita de evasão de divisas e também lavagem de dinheiro. O juiz federal Odilon de Oliveira decretou, na quinta-feira, a prisão preventiva do italiano por considerar a existência de indícios “robustos” dos crimes apontados na detenção em flagrante. Segundo o magistrado, as circunstâncias sugerem que Battisti tentava fugir para a Bolívia “temendo ser efetivamente extraditado”, como pede a Itália ao governo brasileiro.
A prisão, em Corumbá, do terrorista italiano Cesare Battisti caiu como uma luva para o gran finale da carreira de Odilon de Oliveira como Juiz Federal. Pode ter sido sua última ordem de prisão para os famosos da bandidagem, já que aconteceu no mesmo dia em que foi anunciada sua aposentadoria. A partir de agora ele vai ver com quantos paus se faz uma canoa, nas mãos de uma outra bandidagem, a da política, já que se diz candidato a governador do Estado.
Uma emenda inserida na votação da reforma política, ontem de madrugada, acendeu a luz vermelha de empresas de tecnologia para a possibilidade de censura na internet durante o período eleitoral. O projeto foi aprovado agora à tarde no Senado e irá, amanhã, para sanção presidencial.
No primeiro mês de sua primeira administração, em 1989, o prefeito Braz Melo demitiu, numa canetada só, mil funcionários ‘fantasmas’. Hoje, integrante da bancada de Délia Razuk, ele acompanha, impaciente, o imbróglio do PCCR, mas sem poder oferecer seu know-how para solucionar o problema. Até porque falta a Délia Razuk um aplicado discípulo de Maquiavel, e também guevarista, como Harrison de Figueiredo, o secretário de administração e guru de Braz Melo.
BRASÍLIA — Depois de meses de polêmica e no limite do prazo, a Câmara concluiu na noite desta quarta-feira a votação do projeto do Senado que criou o Fundo Eleitoral para as eleições de 2018. A proposta cria um Fundo com financiamento público de cerca de R$ 2 bilhões e ainda prevê regras de distribuição dos recursos. O projeto vai à sanção do presidente Michel Temer e precisa ser sancionado até o final da semana, um ano antes das eleições de outubro de 2018. Já batizado de 'fundão', ele será abastecido por 30% do valor das emendas parlamentares de bancada previstas para 2018 e ainda dos recursos proveniente da compensação fiscal dada até agora às emissoras de rádio e televisão pela veiculação da propaganda partidária eleitoral. Os deputados ainda tentarão concluir a votação do projeto do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que regulamenta o Fundo e fixa outras regras eleitorais.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no início da tarde desta quarta-feira (4) que a Lei da Ficha Limpa, criada em 2010, pode retroagir para condenados antes da lei ter sido criada. Os ministros decidiram a questão por sete votos favoráveis contra três. O julgamento teve início em 2015 e foi retomado na semana passada. Os ministros Ricardo Lewandowski, que era relator da ação, e Gilmar Mendes já tinham votado contra a possibilidade da regra qure prevê inelegibilidade de oito anos valer em condenações anteriores a 2010, quando a regra era de apenas três anos de inelegibilidade.
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (3) a votação de um projeto que acaba com as coligações para a eleição do Legislativo e cria regras para barrar legendas com baixo desempenho nas urnas. O texto foi aceito por unanimidade dos senadores presentes, com 58 votos, e segue agora para promulgação.
Cerca de duzentos petistas estão indo de mala-e-cuia para o PDT do finado Brizola. A fila é puxada pelo ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi. A alegação, a de que o manda-chuva Zeca do PT estaria tomando medidas consideradas intransigentes. São petistas envergonhados com a lambança de Lula da Silva e Cia., além de uma recompensa ao companheiro Dagoberto Nogueira pelo voto contra o impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, acaba o discurso do juiz-candidato Odilon de Oliveira.
BRASÍLIA — Em meio ao impasse entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Senado Federal, instaurado após o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ministro da Corte Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira 'que não se deve acender fósforo' diante do momento que é 'bastante delicado'.
O deputado federal e provável candidato à presidente Jair Bolsonaro (PSC) foi condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro a pagar R$ 50 mil a comunidades quilombolas e à população negra por danos morais. Os recursos devem ser revertidos para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.
A operação antivírus, do Gaeco, que investiga irregularidades em contratos do Detran com empresas de informática e que levou à cadeia diretores da autarquia e o ex-deputado Ary Rigo, pode ter atirado no viu a acertado no que não viu. Aliás, no que ninguém deveria ver, já que se trata de envolvimento íntimo, passional, e que pode desembocar em mais um grande escândalo. Além da comprovação das denúncias de corrupção, a de homofobia, envolvendo gente muito poderosa. Claro!
Expectativa em Campo Grande para o julgamento, provavelmente hoje, no Supremo Tribunal Federal, de recursos do ex-deputado Edson Giroto e do empreiteiro João Amorim. Muito mais que o medo de voltarem à cadeia, o que está em jogo é o futuro político de Giroto, já em plena campanha para o retorno, ops!, à Câmara Federal e uma delação premiada do empreiteiro todo cheio de charme. Por tabela, uma decisão que pode balizar, também, o futuro político de André Puccinelli.
O STF se entregou à 'libertinagem'. O PSDB não é um aliado confiável e não merece o apoio do PMDB nas eleições de 2018. A imprensa tem grande responsabilidade na degradação da política brasileira porque 'não separa o joio do trigo' e sempre apresenta os políticos como se todos fossem desonestos. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot foi um incompetente. A candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é 'um factoide'. O general Sérgio Etchegoyen, ex-chefe da 4a. Brigada de Calavaria de Dourados, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, é o melhor nome para o PMDB lançar à sucessão do presidente Michel Temer.
As opiniões acima foram expressas em entrevista ao C