Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A comunicação do Palácio do Planalto informou há pouco que está mantida a possa, nesta quarta-feira (22), do novo ministro das Cidades, deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), em substituição ao colega Bruno Araújo (PSDB-PE), que encaminhou carta de exoneração ao presidente Michel Temer na semana passada. Mas, ao contrário do que foi amplamente noticiado na imprensa nacional, ainda não está decidida a nomeação do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos mais fieis escudeiros do presidente e integrante de sua “tropa de choque” na Câmara, para substituir o tucano Antonio Imbassahy (BA) na articulação política (Secretaria de Governo).
O presidente Michel Temer (PMDB) decidiu nomear um novo articulador político para o Palácio do Planalto. O escolhido foi o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), conhecido por ser um dos mais fieis escudeiros do presidente e integrante de sua “tropa de choque” na Câmara. O amigo peemedebista entrará no lugar do tucano Antonio Imbassahy (BA).
Primeiro a prisão do ex-governador André Puccinelli e o filho, conceituado jurista, num dos desdobramentos da lama asfáltica. Agora, a prisão, por compra de votos, do casal de ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Rosinha Mateus. Daí a angústia vivida por alguns até então intocáveis, principalmente – pais e filhos, também – os boiadeiros infiltrados na política e flagrados nos escândalos da JBS, que passa, necessariamente, pelo Mato Grosso do Sul.
A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira mandados de prisão preventiva contra os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR. Eles são acusados, ao lado de outras seis pessoas, de integrarem uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar as próprias campanhas eleitorais e a de aliados, inclusive mediante extorsão. Rosinha foi presa em Campos e Garotinho, no Flamengo, na zona sul do Rio. O ex-governador já deixou a PF, no Rio. Ele foi para o IML e em seguida para a Cadeia de Benfica, onde estão Sérgio Cabral e os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.
A turma que andou escorregando na lama asfáltica não deve ter gostado do que ouviu ontem do novo diretor geral da PF, Fernando Segóvia, em pleno Jornal Nacional, da Rede Globo. Por mais que pareça protegido e, como tal, simpático a Michel Temer, aliado de André Puccinelli e Cia., o novo xerife citou a mais vultosa operação da PF em Mato Grosso do Sul como uma das prioridades de sua gestão. Ao lado, claro, do escândalo da JBS, que também pega muita gente boa no estado.
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Alvaro Dias (Podemos) promete ser o candidato da mudança. Em sua sétima legenda, Alvaro afirma que sempre foi coerente e que sua candidatura pretende combater as grandes forças partidárias. Para ele, que formalizou sua pré-candidatura neste domingo (19), não existe partido político no Brasil, apenas siglas.
Era só o que faltava neste Brasilsão da corrupção! Defender a bandidagem da política pode ser quesito a pesar na balança na hora de ter o nome lembrado para ministro de estado. Parece ser o caso do espalhafatoso puxa-saco-mór da República, o deputado Carlos Marun. Pelos bons serviços prestados na defesa de André Puccinelli, do presidiário Eduardo Cunha e, principalmente, de Michel Temer, está na boca para ser ministro da secretaria de governo. De Temer, claro!
“Se dependesse da vontade do André, a convenção não seria adiada, ele já queria ir no sábado para assumir a presidência do partido”. Palavras do desassossegado deputado Carlos Marun, fiel escudeiro não apenas do ex-governador preso na semana passada, mas também de outro presidiário, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do pra lá de encrencado Michel Temer. “Até que ele estava mais tranquilo, mas a família não, o sofrimento é muito grande”, disse, condoído.
20/11/2017 - 06h51Confirmada oficialmente neste fim de semana como pré-candidata à Presidência, a deputada estadual Manuela D'Ávila (PC do B-RS), 36, elenca como um...
Em semana que pode ser decisiva para a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer se reaproximou do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e conferiu a ele poderes para recompor os postos-chave do Ministério das Cidades. Além de emplacar o deputado Alexandre Baldy, de quem é amigo pessoal, no comando da pasta, Maia vai dividir com os partidos que compõem o chamado centrão (PP, PSD, PR, PRB, PTB e PSC) a secretaria-executiva e as secretarias de Habitação, de Saneamento, Desenvolvimento Urbano e de Mobilidade Urbana. O presidente da Câmara também vai ajudar Temer na reforma ministerial e na tentativa de segurar votos do PSDB.
Pré-candidato à Presidência da República, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) começou nos últimos meses a flertar com o mercado financeiro e tenta se apresentar como representante de uma linha liberal no campo econômico. A atuação dele como parlamentar, no entanto, foi exatamente oposta durante o período de estabilização econômica e abertura do mercado brasileiro, na década de 1990. Bolsonaro votou e militou contra o Plano Real, contra a quebra dos monopólios do petróleo e das telecomunicações e contra as reformas administrativa e da Previdência, que buscavam dar racionalidade às contas públicas.
Fundado em 12 de fevereiro de 2011, o Partido Novo oficializou a candidatura do empresário João Amoêdo à Presidência da República nas eleições de 2018. A decisão foi oficializada ontem (sábado, 18), em São Paulo, durante o terceiro encontro nacional da legenda, que Amoêdo ajudou a fundar. Ex-técnico da seleção brasileira de vôlei e filiado ao partido, Bernardinho foi um dos destaques do evento.
Depois de um café da manhã com analistas de mercado e investidores, em Nova York, um e-mail pulou na caixa de entrada de Gerald Brant, cicerone de Jair Bolsonaro em recente viagem aos Estados Unidos. A reputada especialista em América Latina Shannon O'Neil escrevia para convidar o pré-candidato a presidente do Brasil a ter uma reunião reservada na sede do Council of Foreing Relations, prestigiado 'think tank' (centro de estudos) americano.
Dos R$ 7,5 bilhões que o presidente Michel Temer, via equipe econômica, descontingenciou do orçamento de 2017, R$ 593,4 milhões serão destinados ao pagamento de emendas parlamentares, dinheiro assegurado a deputados e senadores para que eles usem livremente em seus redutos eleitorais. O descongelamento orçamentário, anunciado ontem (sexta, 18) pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, é decorrência do aumento de receita estimado depois de concessões, precatórios e aumento de arrecadação, segundo relatório bimestral de receitas e despesas.
Como um elefante numa loja de cristais. Assim estão sendo vistos os primeiros passos do ex-juiz Odilon de Oliveira em sua recém-iniciada caminhada política. Tal qual Lula, proclamando-se a alma mais honesta do mundo, o pretenso candidato pedetista a governador vem dizendo, para desespero de Schimdt e Cia., que não quer prosa com a bandidagem da política. Certamente o meretíssimo não conhece o velho ensinamento mineiro de que a política é a arte de ciscar pra dentro.
“No governo atual, de Reinaldo Azambuja, as tratativas de propina se deram inicialmente por Joesley Batista através de Ivanildo, durante o período da campanha eleitoral. Após eleito, as tratativas passaram a ser diretamente com Wesley Batista, e operacionalizadas por Valdir Boni. As propinas então foram pagas diretamente ao Sr. Governador Estado”. Termo da delação premiada dos donos da JBS sobre o propinoduto iniciado no governo Zeca do PT. Mas preso, só André Puccinelli!
De anônimo gerente de banco a próspero empresário urbano e rural, Ivanildo da Cunha Miranda vem a ser um dos mais atuantes operadores financeiros do universo político e empresarial em Mato Grosso do Sul. Entretanto, a partir do momento em que passou a operar também no submundo, enveredou-se por labirintos tão tortuosos e escuros que o fizeram se perder. Sem saída, apanhado por operações de combate à corrupção, só encontrou um jeito, o único, para escapar da desgraça total de uma rigorosa e exemplar condenação: colaborar com a Justiça na condição de delator.
Mesmo depois da prisão preventiva do ex-governador André Puccinelli, durante a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, ele permanece como principal aposta do PMDB para as eleições de 2018. A informação é do deputado e presidente estadual da sigla, Junior Mochi.
Com um amigo-aliado como Carlos Marun, André Puccinelli não precisa de inimigos ou de adversários. Depois do sucesso que fez cantando Benito de Paula, logo após seu chefe número três, Michel Temer, se livrar da cassação, Marun resolveu atacar hoje de Roberto Carlos, depois da libertação de André Puccinelli, chefe número um (lembrando que o chefe número dois é Eduardo Cunha). “Ele voltou, voltou para ficar...”, cantou o guasca fiasquento, para arrematar: André, governador!
15/11/2017 - 14h36Todos os partidos terão de enfrentar dilema moral em 2018NOVA YORK - Sem debater a "guerra interna" no PSDB, o ex-presidente Fernando...