Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O ex-deputado Walter Pereira vai recomeçar um tour pelo estado pedindo votos. Não para ele, como fazia trepado num caixote nos tempos que formava a famosa dupla ‘pau na mula’, com Sérgio Cruz, mas para Beto Pereira, que quer trocar a Assembleia pela Câmara Federal. Muito mais que essa deferência paternal, o que tem causado uma ciumeira danada é a indisfarçada simpatia de setores oficiais à candidatura de seu pimpolho, um dos queridinhos, também, de Reinaldo Azambuja.
A prefeita de Dourados, Délia Razuk, lamentou, na manhã desta terça-feira (22), a morte do ex-governador Pedro Pedrossian, ocorrida no final desta madrugada na casa onde ele morava, em Campo Grande. 'Perdemos um símbolo da nossa história', comentou. Ela decretou luto oficial no Município por três dias.
O ex-governador Pedro Pedrossian morreu na madrugada desta terça-feira (22). De acordo com secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, o avô estava em casa. “Morreu dormindo, sem sofrimento”.
Mesmo após negociações entre governo e oposição, a semana traz incertezas sobre a reforma política. O texto está previsto para ser votado na terça-feira (22/8) na Câmara dos Deputados, que terá sessão fechada para tratar do assunto. A PEC 77/2003 traz diversos temas que não são unanimidade entre os parlamentares, como o distritão — e sua nova variante, o distritão misto ou distritão light — e o fundo público de financiamento de campanha, que deve consumir R$ 3,6 bilhões em anos eleitorais. Semana passada, o texto-base sobre a reforma política chegou a ser discutido no plenário da Casa, mas, por falta de quórum, a votação acabou adiada.
Se precisava de um motivo para deixar a política – por não se adaptar ao jeito nem um pouquinho republicano de como a coisa pública é tocada – o deputado Júnior Mochi pode ter encontrado. Peemedebista cotado para o Senado ou para vice-governador de Reinaldo Azambuja, caso o chefe André Puccinelli continue derrapando na Lama Asfáltica, o presidente da Assembleia Legislativa esperava tudo, menos ver, primeiro, caindo o barraco do governador.
BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou que o semipresidencialismo seria 'extremamente útil'. Nesta segunda-feira, horas depois de o modelo ser defendido por Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Temer disse que tem conversado bastante sobre o tema e ainda é necessário decidir o melhor momento para implementá-lo.
BRASÍLIA - Até nos crimes mais graves, como homicídio, feminicídio e outros delitos dolosos contra a vida, a morosidade da Justiça brasileira impressiona. Nada menos que 64,5 mil processos do tipo, que chegaram ao Judiciário até 2012, permanecem sem julgamento. Diminuir o estoque dessas ações antigas era uma meta, parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), uma articulação firmada em 2010 por diferentes órgãos no combate à violência letal. No entanto, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já não trata mais a eliminação deste passivo como um objetivo a ser alcançado, limitando-se apenas a monitorar as ações.
O Correio do Estado manchetando nesta segunda-feira que pesquisa mostra ‘velha guarda’ na preferência do eleitor e que o ex-governador André Puccinelli se coloca à disposição do PMDB. Seria o caso de perguntar onde estão e o que andam fazendo as tais novas lideranças, como Júnior Mochi, Beto Pereira, Renato Câmara e José Carlos Barbosa. Antes que aconteça o retorno, ops!, de gente como Ary Rigo, Londres Machado e, por que não?, até de Delcídio do Amaral.
Antigo PTN, o Podemos faz uma ofensiva nacional para tentar encorpar a candidatura do senador paranaense Alvaro Dias à Presidência no ano que vem. Corteja os procuradores da Lava Jato, flerta com insatisfeitos no PMDB, como a senadora ruralista Kátia Abreu (TO), e namora os prefeitos de Belo Horizonte e Betim (MG), Alexandre Kalil e Vittorio Medioli, ambos do PHS.
A cada dia que passa amplia-se o cerco do sistema político sobre o aparato de Justiça. O mais recente movimento veio com a inclusão, na reforma política, de um limite de dez anos para o mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é reduzir o poder do tribunal, tornando os ministros mais dependentes do poder político e cautelosos ao tomar decisões que afetem interesses dos poderosos.
BRASÍLIA - Disputando a atenção dos nordestinos, palco também da caravana de Lula, em Fortaleza o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB), recomendou que Ciro Gomes frequentasse mais seu psiquiatra, criticou o assistencialismo de Luiz Inácio, disse que não lhe dará trégua e esboçou um plano de desenvolvimento para o Nordeste. Sempre repetindo que não está fazendo o périplo como candidato, que não é candidato a presidente da República, Doria , entretanto, disse que está capacitado para gerir o país. Ontem, o ex-presidente Fernando Henrique disse que o melhor candidato é quem provar que é capaz de administrar o Brasil e não só uma cidade.
Depois de, no auge das operações Lava Jato e Lama Asfáltica, dizer que se arrependia de ter convivido por tanto tempo ‘com essa gente’ e que estava dependurando as chuteiras, o ex-prefeito Murilo Zauith voltou a admitir um possível retorno, ops!, à política. Ele condiciona esta possibilidade ao surgimento de uma liderança que possa mudar o panorama nacional. Sonha com o Senado, mas se o cavalo passar encilhado para o Parque dos Poderes pode montar também.
BRASÍLIA — Ocupando quatro ministérios no governo de Michel Temer e, ao mesmo tempo, ensaiando um discurso de oposição, o PSDB viu a sua crise interna se aprofundar após a veiculação, na noite de quinta-feira, do programa do partido na televisão. Encomendada pelo presidente interino, senador Tasso Jereissati (CE), a peça de dez minutos promove uma autocrítica — sem, no entanto, se aprofundar nos problemas citados — , defende o parlamentarismo e classifica o atual modelo de “presidencialismo de cooptação”.
Um dia após o governo aumentar em R$ 20 bilhões o rombo da meta fiscal e anunciar cortes em vários setores, inclusive, no reajuste do salário mínimo para o ano que vem, deputados passaram a quarta-feira montando estratégias para justificar a criação de um fundo público de financiamento de campanha eleitoral. Previsto inicialmente para chegar a R$ 3,6 bilhões, ao longo do dia, o valor caiu para R$ 2 bilhões e, no fim, os parlamentares jogaram a polêmica da definição da cifra e da origem dos recursos para depois. A missão caberá à Comissão Mista de Orçamento, em dezembro.
Com a batata de Reinaldo Azambuja assando no STJ, começa a se desenhar a estratégica chapa do establishment para concorrer ao governo, encabeçada pelo ex-prefeito douradense Murilo Zauith. Ele teria como candidata a vice a deputada andrezista Tereza Cristinha. Para o senado, Nelsinho Trad e Eduardo Riedel. Em ano de copa do mundo na terra dos Vlamidir, Lênin e Putin, não tem como não lembrar o lendário Mané Garrincha. Só falta combinar com os russos.
“A Grande Dourados e o Cone Sul precisam e querem estar presentes, como protagonistas, nas disputas majoritárias de 2018. E o nome de Murilo Zauith é fator decisivo para garantir ao nosso povo uma representação efetiva e de conquistas regionais na gestão de Mato Grosso do Sul”.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou nesta terça-feira (15) o recebimento de denúncia envolvendo o governador de MS, Reinaldo Azambuja (PSDB), e a remessa do pedido ao ministro Félix Fischer. Se ele autorizar a investigação, automaticamente o chefe do executivo sul-mato-grossense será afastado do cargo por 180 dias.
A direção do PMDB retomou um processo interno para mudar o nome da legenda para MDB (Movimento Democrático Brasileiro), abandonando a denominação de 'partido' e retomando a sigla usada durante a ditadura militar.
Correligionários que andavam meio alongados depois do episódio da tornozeleira eletrônica voltaram a fazer fila no escritório político de André Puccinelli, em área nobre de Campo Grande. Isto tem deixado o ex-governador mais assanhado do que já é, por natureza, com a possibilidade de retorno ao Parque dos Poderes. Tanto que já andou disparando alguns telefonemas para seu ex-vice, Murilo Zauith, sonhando com a possibilidade de um repeteco da dobradinha de 2006.
As dificuldades econômicas pelas quais passa a prefeitura de Dourados e a tomada de medidas de contenção como forma de buscar o equilíbrio financeiro têm motivado visitas de membros da administração municipal a entidades e instituições do município para esclarecimentos e explanações sobre as ações, do presente e para o futuro.