Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Os procuradores da Operação Lava-Jato pediram ao juiz Sérgio Moro que a jornalista Cláudia Cruz seja condenada por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Os 12 procuradores que assinam os “memoriais escritos” entregues ao juiz Moro querem que a esposa do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, comece a cumprir a pena em regime fechado. Nas próximas semanas, o juiz Moro deverá anunciar sua sentença no processo em que Cláudia e o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada são réus.
Lisboa — Na opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), o Brasil passa por um momento em que a sociedade deixou de acreditar nos partidos. 'Este é o problema que nós temos. A crise que estamos vivendo não é propriamente uma crise, é uma mutação da civilização e que tem consequências políticas', afirmou, durante conferência no V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, na capital portuguesa. Em entrevista ao Correio Braziliense, Cardoso comentou que as siglas perderam a capacidade de agregar valores e isso as afasta das pessoas. 'Se não tiverem (valores), vão até continuar, mas não vão ser apoiados com força pela sociedade. A sociedade quer causas', comenta.
19/04/2017 - 09h57Na divulgação de preços de combustíveis ao consumidor, os estabelecimentos comerciais podem ser obrigados, quando informarem o preço à vista para pagamento...
O prefeito de São Paulo, João Doria, reuniu-se nesta quarta-feira (19) com o papa Francisco, no Vaticano, e pediu para o líder católico rever sua decisão e viajar ao Brasil para participar das celebrações dos 300 anos da padroeira Nossa Senhora Aparecida, em outubro. Doria cumprimentou Jorge Mario Bergoglio durante a semanal audiência geral na Praça São Pedro e um dia após ter sido revelada uma carta do Vaticano ao presidente Michel Temer na qual o Papa recusava o convite de visitar o país, alegando 'agenda lotada'.
... mais fede, também na ‘merda’ da corrupção! Depois de dizer que a negociação dos 70% de uma dívida do Estado com a Odebrecht foi acompanhada por um procurador acusado de corrupção, André Puccinelli tenta agora se eximir, dizendo que a dívida era do antecessor. Só porque melou o ‘negócio da China’ do arquirrival Zeca do PT vem com essa balela de que ‘é inverossímil acreditar’ que tenha metido a mão em R$ 2,3 milhões. Fora, claro, o “purfa” de Edson Girotto.
Amparado em decisão do Supremo Tribunal Federal o Ministério Público Estadual obrigou a prefeitura de Campo Grande a acabar com a farra dos marajás morenos que ganham mais que o prefeito. Marquinhos Trad, por sua vez, disse que diferentemente do que acontece em outras instituições, ele vai fazer sua parte para pôr fim a essas mordomias. Que a prefeita Délia Razuk, tão preocupada em governar para (todas) as pessoas, siga mais este bom exemplo do colega da capital.
BRASÍLIA - Atingido em cheio pelas delações da Odebrecht, que geraram aberturas de inquéritos contra oito de seus ministros e parlamentares aliados, o presidente Michel Temer disse nesta terça-feira, em café da manhã com deputados da base no Palácio da Alvorada, que a classe política precisa 'resistir' ao 'problema sério' que o país atravessa, uma referência indireta à Lava-Jato.
BRASÍLIA — Em depoimento de mais de uma hora, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, explicou aos procuradores como foi arquitetado o sistema do caixa dois da empresa para dificultar o rastreamento do dinheiro e organizar os pagamentos. O sistema teria sido montado em camadas, desde a captação do dinheiro até o seu envio ao destinatário, por meio de quatro níveis de contas em offshores. Apenas as contas de nível um eram associadas à construtora. As contas de níveis dois, três e quatro, também hospedadas em offshores, eram movimentadas por operadores, em geral doleiros, que ficavam responsáveis pelos pagamentos finais.
André Puccinelli não poderia ter sido mais infeliz em seu sagrado direito de resposta quanto às acusações do delator João Pacífico, de que teria embolsado R$ 2,3 milhões em propina da Odebrecht. Segundo o ex-governador tudo foi negociado com o acompanhamento da Procuradoria Geral do Estado. Ora... ora, para quem não se lembra, o PGE à época era Miguel Vieira, aquele, mesmo, acusado pelo ex-deputado Ary Rigo de embolsar R$ 300 mil de propina por mês, do mesmo Puccinelli.
O ex-executivo da Construtora Odebrecht, João Antônio Pacífico, revela, em delação premiada que o então governador André Puccinelli (PMDB) também foi beneficiado pelo departamento de propinas da empresa. Ele só aceitou pagar uma dívida do Estado com a empreiteira mediante o pagamento de 10% do valor como contribuição para a campanha a reeleição em 2010.
Mestre Aurélio define protagonismo como “a personagem principal de uma peça teatral, de um filme, de um romance”. No caso da política, “a pessoa que desempenha ou ocupa o primeiro lugar num acontecimento”. Muito bem. Aí vem um tucano decadente, como Valdenir Machado, mas soberbo como se ainda apitasse alguma coisa, afirmando que o PSDB não abre mão do protagonismo na terra de seu Marcelino, onde a prefeita é Délia Razuk, mas quem manda parece ser o demo Zé Teixeira.
BRASÍLIA - O presidente Michel Temer disse que 'jamais' fez pacto com os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso para blindar a classe política de investigações da Operação Lava-Jato. Em entrevista nesta segunda-feira, Temer afirmou que só tratou com os antecessores sobre a reforma política. O peemedebista voltou a defender a decisão de não afastar ministros alvos de inquérito, justificando-a como um 'vício' em cumprir a lei. Porém, acha que aqueles citados devem sair se 'ficarem desconfortáveis'.
17/04/2017 - 14h35A prefeita Délia Razuk recebeu no final da manhã desta segunda-feira a visita do deputado estadual Paulo Corrêa (PR), que anunciou emenda...
SÃO PAULO — Dos 98 investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da colaboração premiada da Odebrecht, 67 (68,4%) são acusados de cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a até 22 anos de prisão. Os 31 restantes são acusados de crimes de falsidade ideológica eleitoral — deixar de informar à Justiça sobre uma doação recebida, prática conhecida como caixa dois —, cuja pena máxima é de 5 anos de prisão.
Pesquisa do Instituto Ipems publicada hoje no Correio do Estado mostra o governo Reinaldo Azambuja com 70,97% (índices ótimo, bom e regular) de aprovação em 40 municípios de Mato Grosso do Sul. Não deixa de ser auspicioso, num momento em que a classe política brasileira cai pelas tabelas por conta dos escândalos de corrupção da Lava-Jato. Enquanto não aparece um Doria da vida Azambuja pode se dar ao direito de sonhar, já, com mais quatro anos no Parque dos Poderes.
Na semana seguinte à divulgação das delações premiadas da Odebrecht, que atingiram em cheio a cúpula do governo, o presidente Michel Temer terá nos próximos dias testes de fogo em relação a votações de reformas consideradas prioritárias. Para esta terça-feira (18/4), está prevista a apresentação para a base e a leitura do relatório da reforma da Previdência, da qual Temer recuou em cinco pontos para aprovar. Além disso, o governo tentará ainda garantir um pedido de urgência para a análise da reforma trabalhista e, mais uma vez, votar o projeto de renegociação da dívida dos estados.
O bordão do truculento capitão Nascimento, de Tropa de Elite, ecoa pelos corredores do galpão famoso da coronel Ponciano em forma de charadas ou transformando em joguetes fiéis aliados de campanha. Depois de Audrey Milan, na Educação, e de Racib Harb na Saúde, chegou a vez de Nicanor Coelho, na comunicação. Descartado já de início, para ceder lugar a adversário chapa-branca, começou a ser jogado de um lado para outro até que caiu a ficha e pediu à patroa para sair.
Assim como os petistas emblemáticos, tucanos de alta plumagem da terra de seu Marcelino devem estar analisando, também, a possibilidade de descer do muro, depois que Aécio Neves e José Serra foram flagrados na Lava-Jato. Tanto assim que nem o deputado Geraldo Resende nem o pop star Marçal Filho quiseram assumir a direção partidária em Dourados, deixando o desgaste para o decadente Valdenir Machado. Menos mal que para eles trocar de partido é o de menos.
'A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.' A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. 'Muita coisa virá à tona', diz.
A derrocada de Lula e do PT em nível nacional deve obrigar algumas das mais emblemáticas e apaixonadas figuras do petismo douradense a repensar a vida. É o caso dos professores Laerte Tetila (e sua Zonir, suplente de Pedro Chaves), Wilson Biasotto e Elecir Ribeiro Arce; de Egon KKK, que sumiu numa dessas sinecuras federais e dos que restam com mandato – o deputado João Grandão e o vereador Elias Ishy. Além, claro, do sempre entusiasta porta-bandeira Luiz Seiji Tada.