Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Não vai ser fácil para ninguém, mas deve ser um tanto pior para quem vai encarar uma urna eletrônica pela primeira vez. Nas próximas eleições, mais de 2 milhões de jovens, entre 16 e 17 anos ou recém-chegados à maioridade, estarão aptos ao voto. Trata-se de uma geração que cresceu sob governos petistas, que se acostumou com uma certa calmaria econômica, que aprendeu a discutir sexualidade e liberdades individuais sem travas, que mergulhou em seus próprios smartphones e participou da revolução das redes sociais.
27/07/2016 - 17h07Empresa de fachada recebeu 4,8 milhões de reais por serviços de disparos de mensagens via WhatsappO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou novos...
Desde o dia em que sobrevoou a Grande Dourados, em sua ida a Ponta Porã para churrasquear com os donos da Companhia Mate Laranjeira, que o presidente Getúlio Vargas pretendia voltar para ver o resultado da canetada histórica com a qual criou a Colônia Agrícola Nacional de Dourados. A primeira agenda era para o final da década de 1970, mas Vargas não quis dividir os holofotes com seu conterrâneo, o general-presidente Ernesto Geisel, que marcara para a mesma época o lançamento do Prodegran – Programa de Desenvolvimento da Grande Dourados, como parte dos preparativos para a criação do Mato Grosso do Sul, em cumprimento ao desiderato da marcha para o Oeste, por ele concebida lá nos anos 30, durante seu primeiro período de governo.
FILADÉLFIA — Independentemente do resultado das eleições de 8 de novembro, Hillary Clinton já garantiu nesta terça-feira seu lugar na História ao se tornar a primeira mulher a disputar a Casa Branca por um dos dois grandes partidos dos Estados Unidos. Mas a festa democrata na convenção de Filadélfia, que na quarta-feira terá o discurso do presidente Barack Obama, continuou marcada por protestos dos apoiadores de Bernie Sanders, que não aceitam a derrota de seu candidato. Lideranças continuam pedindo a união da legenda, mas isso ainda parece distante.
"Político jovem, vereador atuante, sem passado sujo, nada de corrupção, ficha limpa. Douradenses merecem mudar o rumo político da segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul, concedendo aposentadoria aos velhos políticos". Jornalista Antônio João Hugo Rodrigues, lançando a candidatura do vereador Marcelo Morão à sucessão de Murilo Zauith. O mesmo AJ que há poucos dias previu, também no Facebook, que "se nada mudasse" Délia Razuk seria a próxima prefeita de Dourados.
Passado o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, no Senado, o presidente interino, Michel Temer, planeja lançar o programa de seu governo no fim de agosto. Nas duas eleições como candidato a vice-presidente, ele foi coadjuvante das propostas petistas. Assumindo definitivamente o comando do país, Temer quer apresentar um plano de sua autoria e de sua equipe.
A indicação de Waltinho Carneiro como vice de Geraldo Resende, figadal adversário da administração Murilo Zauith, só pode ser coisa de algum discípulo de Maquiavel. Ou de alguém que não conhece as nuances da política douradense. Lembrando que depois de enxotado por Zauith da secretaria de Fazenda, "para evitar falação", Waltinho foi reaproveitado na Casa Civil do governo tucano, onde já havia trabalhado quando o patrão era vice de Puccinelli.
Enquanto o PT fica nesse estica-e-puxa entre lançar o professor Damião Farias ou apoiar Délia Razuk para a sucessão de Murilo, outro professor, ex-petista, Ênio Ribeiro, migrado para o PSOL, foi o primeiro a se lançar candidato a prefeito, oficialmente. Tal qual Athayde Neri, do PPS, em Campo Grande, na rabeira das pesquisas, mais um mero figurante, na tentativa de fortalecer a legenda nanica, mirando uma vaga, que seja, no Jaguaribe.
Assim se expressou uma filiada do PPS campo-grandense, inconformada por fazer parte dos 94 convencionais que votaram a favor da coligação com o PP e do apoio à reeleição do prefeito Alcides Bernal. A proposta, que teve na vereadora Luiza Ribeiro sua maior e mais aguerrida defensora, acabou derrotada na Convenção de sábado passado, quando 218 votos deram à legenda e ao pré-candidato Athayde Nery de Freitas Jr a condição de lançar candidatura própria na sucessão campo-grandense.
Athayde Nery saiu na frente na corrida sucessória em Campo Grande, mas apenas por ser o primeiro candidato oficializado em convenção partidária. O racha dos remanescentes do antigo partidão deixou muito claro que, servindo a dois senhores (Alcides Bernal e Reinaldo Azambuja) dificilmente o PPS terá condições de fazer valer, nas urnas, seus princípios socialistas. Pelo poder de fogo da ala tucana, aliás, podendo-se dizer, até, que não se faz mais comunistas como antigamente.
A rotina de trabalho ainda ocupa pelo menos 12 horas do dia de Dilma Rousseff, mas os terninhos e casaquetos presidenciais foram substituídos por roupas de ginástica e vestidos longos, daqueles mais leves e confortáveis.
Em 25 de novembro de 2015, por volta das 6 horas da manhã, a Polícia Federal chegou ao hotel Royal Tulip, em Brasília, para cumprir uma ordem de prisão. Antes que os agentes dissessem qualquer coisa, um dos recepcionistas informou: "O quarto do presidente Lula é por ali". O alvo, porém, era outro. O senador petista Delcídio do Amaral ainda dormia quando os policiais anunciaram que ele estava preso por participar de um complô para sabotar a Operação Lava-Jato. O resto da história é conhecido: preso, Delcídio fez acordo de delação e contou que, ao oferecer dinheiro para silenciar uma testemunha sobre o papel do PT na corrupção da Petrobras, estava a mando do ex-presidente Lula.
Na semana passada, o Ministério Público Federal reforçou a denú
Estirado em um velho sofá azul, vestindo calças camufladas de combatente e com os cabelos desgrenhados, um jovem imberbe esforça-se para explicar a um interlocutor as suas convicções sobre algo que parece conhecer pouco, o Islã. Brasileiro, ele se confessa admirador de uma certa "doutrina do terror". Explicando melhor, considera justificável que inocentes sejam assassinados em ataques suicidas para vingar a morte de muçulmanos. Ele sabe que está sendo filmado. "Fomos nós, muçulmanos, que invadimos o país deles?", questiona. O diálogo não segue uma lógica cartesiana, mas fica claro que ele se refere ao atentado ocorrido na Flórida, em que 49 pessoas morreram num ataque terrorista a uma boate gay. "Mataram cinquenta lá. E os 10 000 do Afeganistão? Não tiro a razão dos caras", diz.
Em seu depoimento prestado nesta quinta-feira (21) à Justiça em que admitiu o uso de caixa dois na campanha de Dilma Rousseff, o publicitário João Santana afirmou que "com generosidade, e com conhecimento de causa, eu digo que 98% das campanhas no Brasil utilizam caixa dois. Que isso envolve das pequenas às grandes campanhas. Que centenas de milhares de pessoas - quase certo que milhões - de todas as classes sociais e de dezenas de profissões são remuneradas com dinheiro de caixa dois. Mais que isso: o caixa dois é um dos principais - senão o principal - centros de gravidade da política brasileira".
O samba de uma nota só, mais para spam – "Délia prefeita!" – de João Soares, onde quer que apareça o nome da candidata da família "Ferrinho"; Geraldo Resende pondo criancinhas para colorir seu Facebook com lápis de cor; Renato Câmara, dando show com sua câmera de 360 graus; Wanderlei Carneiro, no WhatsApp, com seu vozeirão no melhor estilo "alô você" e Elízio Brites (tem mais candidatos?) em suas selfies indoor. Assim começa a campanha eleitoral virtual em Dourados.
Em uma demonstração de que pretende deixar as desavenças com o presidente interino, Michel Temer, para trás, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem dado sinais de estar envolvido nas negociações do impeachment de Dilma Rousseff, que deve ser julgado no final de agosto. O jantar na última terça-feira à noite com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Renan deixou Temer ainda mais otimista em relação à aprovação do processo de afastamento de Dilma.
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, admitiram, nesta quinta-feira, que receberam no caixa dois pagamentos da campanha de 2010 da presidente afastada, Dilma Rousseff, e que mentiram no primeiro depoimento à Polícia Federal, em março, para proteger a petista. O casal afirmou que os depósitos no valor de US$ 4,5 milhões feitos pelo lobista Zwi Skornicki na conta deles na Suíça de fato serviram para quitar dívidas da campanha de 2010, que somavam R$ 10 milhões. Em março, quando foram presos, os dois haviam dito que o dinheiro era relativo à campanhas eleitorais que fizeram no exterior.
A Procuradoria da República no Distrito Federal reiterou nesta quinta-feira (21), na Justiça de Brasília, denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais seis pessoas por tentativa de obstrução à Justiça. Eles são acusados de envolvimento numa trama para comprar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Será que o governador Reinaldo Azambuja já esqueceu da zica que dá esse negócio de encher ônibus antes da hora, em campanha eleitoral? Afinal, foi ele o maior beneficiado com o esvaziamento do famoso busão de Delcídio do Amaral, que tanto deu o que falar nas eleições passadas! Até porque a condução da professora Rose (sua candidata preferida) está mais para uma modesta Jardineira Mista, como aquelas que enricaram o comendador Loureiro Queirós no trecho Dourados-Campo Grande.