Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
"Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior". Em seu último suspiro como senador, Delcídio do Amaral Gomes ainda tentou se safar, mas abusando, como sempre, do cinismo. Tchau, lindão!
Começando lá atrás com a Uragano, que certamente terá seus ecos mais fortes nas eleições vindouras, passando pelo mensalão e pelo petrolão, principalmente depois da explosiva delação do companheiro Delcídio do Amaral; lama asfáltica, coffee break... quem tem companheiros como Lula, Delcídio, Eduardo Cunha, Girotto, Zé Teixeira, Puccinelli e que pretende ser candidato em novembro, bom começar a repensar suas estratégias.
Perguntar não ofende: na véspera da deposição do lulopetismo do comando do governo brasileiro, será que a operação "Fazendas de Lama" da Polícia Federal (até amanhã sob o comando de José Eduardo Cardozo) não seria uma desforra da fada-madrinha Dilma Rousseff pra cima do até então protegido André Puccinelli? Quem mandou o italiano ficar posando de papagaio de pirata, todo faceiro, no dia do impeachment!
Operação da Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), no início da manhã desta terça-feira (10). Policiais ficaram no imóvel, localizado no Jardim dos Estados, bairro nobre de Campo Grande, por aproximadamente duas horas e saíram de lá com malotes. Ao G1, a assessoria de imprensa do ex-governador informou que a assessoria jurídica está tomando ciência do teor da investigação e só depois disso será feito pronunciamento sobre a situação.
... o trabalho da Polícia Federal, segurei a informação. Mas deixei os colegas de Campo Grande de sobreaviso. Em dois zap-zaps, logo de manhã: "Parece que vão prender gente grande aí amanhã cedo", bati para um colega da imprensa escrita. E, para um da televisada, com mais detalhes: "tropa especial da PF desembarcando hoje em Campo Grande. Peixe grande caindo na rede". É assim que funciona a coisa. Agora é só esperar os escorregões de hoje na lama asfáltica.
Não satisfeito em chafurdar também o Mato Grosso do Sul no mar de lama do desgoverno petista, vem agora o senador que era o orgulho da companheirada e joga uma pá de cal na própria biografia. Delcídio do Amaral, que sempre roncou grosso por condição de engenheiro-barrageiro, o gestor, grande negociador, confessa, no último ato, que não passa de um pau-mandado. Pior, de Lula, o chefe de quadrilha, e de Dilma Rousseff, com ele no cadafalso.
Em sessão que ouviu o senador Delcídio Amaral (sem partido - MS) nesta segunda-feira, 9, senadores tucanos tentaram bancar a tese da defesa, que pedia a suspensão do processo de cassação do ex-líder do governo mas, em rara reunião realizada no plenário do Senado, a Comissão de Constituição (CCJ) da Casa aprovou o aval ao prosseguimento do processo de cassação do senador. Com isso, mantém-se a previsão original feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de se votar o pedido de perda de mandato do ex-líder do governo no Senado pelo plenário nesta terça-feira, 10, um dia antes da votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff.
A cara cansada, abatida e triste não condiz com o comportamento de Dilma Rousseff nos últimos dias antes da votação do Senado, que ela mesma tem convicção de que significará seu afastamento da Presidência da República. Como forma de combate a esse sentimento de derrota que ela não aceita incorporar, Dilma tem preenchido os dias com muito trabalho. Nos últimos seis dias, viajou para quatro cidades e comandou dez eventos, dentro e fora do Palácio do Planalto, quando aproveitou para encampar mais uma vez seu discurso de que é vítima de uma injustiça, de que há um golpe em curso e de que vai resistir e lutar por seu mandato até o fim.
Colegas da Comissão de Constituição e Justiça fizeram apenas uma deferência a Delcídio do Amaral, ex-todo-poderoso líder petista no Senado, para que ele dê suas explicações, hoje, antes que seu processo vá a plenário, para a votação de cassação do mandato. Uma espécie de agradecimento pelos grandes serviços prestados pelo pantaneiro em sua delação premiada, e uma oportunidade para as despedidas. Até porque o rito na CCJ é sumaríssimo, só para checar os pingos nos is.
Nas últimas trocas de Ministro da Agricultura do governo petista o nome do senador Waldemir Moka sempre esteve como o segundo da lista. Agora, com o companheiro peemedebista Michel Temer, nem isto. O "mato-grossense" Blairo Maggi (PR) se antecipou e anunciou que desta vez a bola está com ele. Enquanto isso, o "grande" líder André Puccinelli parece se contentar com umas merrecas de carguinhos de segundo escalão no governo de transição.
Na hipótese de a mineira Dilma Rousseff ser cassada em julgamento no Senado e Michel Temer ser empossado, o Brasil veria algo que não ocorre há 110 anos: um presidente paulista. Nascido em Tietê, o vice será, em caso de saída definitiva da petista, o primeiro titular paulista da Presidência da República desde Francisco de Paula Rodrigues Alves, um natural de Guaratinguetá que governou o Brasil de 1902 a 1906.
A comissão especial do impeachment no Senado aprovou na sessão desta sexta-feira a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo placar de 15 votos a 5. O parecer agora segue ao plenário e deve ir a voto na próxima quarta-feira, dia 11. A votação foi realizada por meio do painel eletrônico e aconteceu após o encaminhamento dos líderes dos partidos, que tiveram o direito de discursar por cinco minutos cada. Se o plenário do Senado seguir a comissão, Dilma ficará afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento.
No cartório do 2º Registro de Imóveis do Rio de Janeiro, o número oficial da casa de seis suítes da Rua Sergio Porto, no alto da Gávea, Zona Sul da cidade, é 171. Porém, durante os nove anos que ocupou o imóvel, um inquilino não quis associar o número da residência ao artigo do Código Penal pelo qual são conhecidos os estelionatários. Preferiu dar ao lugar uma numeração fantasia — 173. À revelia da prefeitura, fixou na porta uma plaquinha que encobria a original. A dona da casa, a advogada aposentada Regina Gonzalez Pinheiro Machado, de 78 anos, disse que o morador, que viveu ali de 1998 a 2006, jamais pediu o seu consentimento para apagar o número 171.
Depois da tucana Rose Modesto, a "brizolista" Tereza Name, ambas ex-vereadoras agora querendo a prefeitura de Campo Grande. Incluída no rol de aliados políticos de Alcides Bernal (PP), a "prima" da também benemerente Délia Razuk, que ponteia a disputa em Dourados, terá seu nome anunciado em grande festa pedetista na próxima segunda-feira.
A ofensiva do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) sobre os colegas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) surtiu efeito e o parlamentar conseguiu adiar a votação do parecer favorável à cassação de seu mandato no Senado. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou relatório pela perda do mandato de Delcídio na terça-feira e cabe à CCJ, agora, avaliar se o parecer cumpre a Constituição Federal e o regimento interno do Senado.
"Não renunciarei", disse hoje o deputado Eduardo Cunha, depois de notificado de seu afastamento do cargo de deputado e, consequentemente, de presidente da Câmara Federal, por uma liminar concedida pelo ministro Teori Zavascki (STF). O vice-presidente da Casa, o obscuro deputado Waldir Maranhão, passaria a ser o segundo na linha sucessória da presidência da República, em caso de afastamento de Dilma Rousseff.
O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira o afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara. Zavascki concedeu uma liminar, que deve ser examinada ainda hoje no plenário do STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Cunha será substituído pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), também investigado pela Lava-Jato.
O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresentou nesta quarta (4) à comissão especial do impeachment relatório a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Relator do caso na comissão do Senado, Anastasia aponta que há elementos suficientes para que o processo seja aberto e petista julgada por crime de responsabilidade. Dilma é acusada de editar, em 2015, créditos suplementares e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais".