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quinta-feira, outubro 8, 2026

Últimas Notícias

O crime que abalou o país

Dois tiros sem nenhum autor. Dois mortos numa casa vigiada por quatro seguranças sem nenhum culpado. O assassinato de Paulo César Cavalcante Farias e de Suzana Marcolino da Silva completa duas décadas nesta quinta-feira com a mesma pergunta sem resposta: "Quem matou PC Farias?".

Dois pesos, duas medidas

Depois de afirmar que o então ministro do Meio Ambiente Carlos Minc era veado e fumava maconha o então governador André Puccinelli ameaçou: "Se o encontrasse eu o alcançaria e o estupraria em praça pública". Ficou por isso mesmo. "Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria". Por esta frase, menos incisiva, em referência à deputada Maria do Rosário, seu colega deputado Jair Bolsonaro acaba de virar réu no STF.

Lava Jato além-túmulo

Um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a compra do avião que caiu matando o ex-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) em agosto de 2014 pode ter servido para irrigar a campanha presidencial da chapa de Campos e Marina Silva em 2014, além da eleição para governador dele em 2010, de acordo com a Polícia Federal.

Dedo-duro da Lava Jato xinga ministros do STF

O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado atacou ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) durante as gravações que fez de integrantes da cúpula do PMDB. Os áudios repassados à PGR (Procuradoria-Geral da República) durante seu acordo de delação premiada mostram críticas e xingamentos a cinco dos 11 ministros do tribunal. Foram alvos do delator Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Luiz Fux e Edson Fachin. Procurados, os juízes não se manifestaram até a conclusão desta edição. Machado também não comentou.

Sinal dos tempos

Dirigentes se engalfinhando por espaços, o que nos áureos tempos do poder provocou o surgimento de várias correntes. Rigoroso "controle de qualidade" para entrar e, uma vez militante, rígidas regras a serem cumpridas. Dízimo, religioso. Hoje, a luta é para conter a evasão e para ver quem fica para fechar a porta. Candidatos, a vereador, só, que dá para contar nos dedos de uma mão. Reflexo do Petrolão, esta a situação do sempre soberbo Partido dos Trabalhadores em Dourados.

Blairo Maggi quer vender terras a estrangeiros

No gabinete do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a foto oficial da presidente afastada Dilma Rousseff permanece na parede. "Não posso tirar, é a ordem do chefe", diz o ministro. Parece ser a única lembrança do antigo governo. Nomeado por Michel Temer, tem ideias diferentes da gestão que o antecedeu. Com seu apoio, o governo vai enviar mensagem para o Congresso, propondo liberar a venda de terra para estrangeiros, como forma de ampliar crédito. Blairo defende negociação de Temer com o governo chinês para ampliar exportações e ajudar o País a sair da crise. Veja a despojada entrevista à Andreza Matais, da "Coluna do Estadão".

O dia D de Délia

Num encontro com colegas republicanos e aliados que disputarão prefeituras e vagas nas câmaras municipais de toda a região. Assim será, em grande estilo, dia 16 de Julho, no Cerrado Brasil, a arrancada de Délia Razuk rumo à prefeitura de Dourados. Embalada na liderança das pesquisas, a vereadora ainda aguarda pela definição do nome de seu companheiro de chapa, que ela só pretende anunciar no encerramento do prazo das convenções partidárias, no início de Agosto.

Odebrecht adquiriu banco para propina, diz delator

Um dos executivos apontados como operadores de offshores do chamado "departamento de propina" da Odebrecht disse em depoimento à força-tarefa da Lava Jato que a empreiteira controlou 42 contas offshores no exterior, sendo que a maior parte delas foi criada após aquisição da filial de um banco, o Meinl Bank Antigua, no fim de 2010. Vinícius Veiga Borin citou em delação premiada transferências "suspeitas" das contas associadas à Odebrecht que somam ao menos US$ 132 milhões. O delator é o primeiro a falar em detalhes sobre as transações internacionais do grupo por meio de offshores.

Porta-voz de Dilma afirma que 2016 será a pior eleição já disputada pelo PT

Ex-ministro da Comunicação Social do governo Dilma Rousseff, Edinho Silva prevê que as eleições de 2016 "serão as piores da história do PT", devido à falência dos modelos de funcionamento e financiamento partidário no Brasil. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Edinho defendeu um "pacto político" para que o Brasil saia da crise e volte a crescer. Ele prega a continuidade da Lava Jato, mas diz que deve se estabelecer um prazo por meio do diálogo entre poderes para que o país retome o equilíbrio.

Jato assustador

Popularizado no Brasil pelo traslado dos presos da Lava Jato, bastou o ERJ-145 da Embraer pousar ontem no aeroporto de Dourados e já tinha gente até se esquecendo do clima de guerra na fronteira e para lá querendo dar uma esticadinha. A calmaria só foi restabelecida depois que se soube que o voo até à terra de seu Marcelino foi para trazer um pelotão do Comando de Operações Táticas da PF encarregado de acalmar os ânimos nas áreas invadidas pelos índios em Caarapó.

Temer acaba com os milhões dos blogs políticos

O governo previa gastar este ano mais de R$ 11 milhões com patrocínios em sites de política. Após a posse do presidente interino, Michel Temer, no dia 13 de maio, essas despesas tiveram seu pagamento suspenso em junho. A justificativa para a suspensão dos contratos, segundo fontes do Palácio do Planalto, é que o dinheiro público estava abastecendo blogs de opinião, o que, na avaliação da nova gestão, contrariava o interesse público.

O calafrio dos retornos

Ou o retorno dos calafrios, depende do freguês. No caso dos políticos até aqui acostumados com as picanhas maturadas do frigorífico JBS, pode ser que tenham que se contentar com o ossobuco dos pucheros tradicionalmente servidos à massa ignara em véspera de eleições. É que sempre foi assim, um milhãozinho na conta de um, setecentos pilas na conta de outro... Agora, secando a fonte da Lava Jato, pode faltar até quentão para festa das quadrilhas do petrolão.

Neo-tucanos patinam tentando consolidar projeto sucessório

Com a vitória de Reinaldo Azambuja na sucessão estadual em 2014, o PSDB tornou-se objeto de desejo de um grande número de lideranças que sonham assumir as prefeituras a partir do próximo ano. Fazer parte da legenda que derrotou o PMDB e o PT, até então as duas maiores forças político-eleitorais de Mato Grosso do Sul, significa estar pisando em solo consistente para pavimentar o projeto de poder municipal.

Animada pelo deputado Tiririca, forró de senadores põe Janot na ‘fogueira’

Longe do terremoto político provocado pela divulgação da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), entrou pela madrugada desta quinta-feira na animada festa junina organizada pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Perto da mesa de senadores da base e oposição comandada por Renan, o deputado Tiririca (PR-SP) tentava esquentar a pista de dança cantando forró e uma fogueira aquecia os convidados. Mas o que deve ter ardido para valer foi a orelha do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nome repetido à exaustão pelo peemedebista, alvo de um pedido de prisão da PGR negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.

PGR deve dizer que não cabe abertura de inquérito sobre Temer

A Procuradoria-Geral da República ainda vai analisar se cabe ou não pedir abertura de inquérito para investigar denúncia de que Temer pediu propina para a campanha de Gabriel Chalita. Se recorrer aos mesmos critérios adotados em relação a Dilma Rousseff, a tendência do procurador-geral, Rodrigo Janot, será deixar as investigações para o período posterior à saída de Temer da Presidência da República. Pela Constituição, o presidente da República não pode ser investigado ou processado por ato anterior ao mandato em vigor. Sobre Temer os fatos são relativos às eleições de 2012. Temer foi reeleito vice-presidente na chapa de Dilma em 2014.

Jorge Rafat

A morte do chefão dos sempre nebulosos negócios fronteiriços terá influência direta no processo eleitoral em Ponta Porã, onde Rafat sempre atuou decisivamente. Amigo e compadre de Flávio Kayatt, mas rompido com Hélio Pelufo, ele começou apoiando Álvaro Soares nas eleições passadas, só à última hora redirecionando seu exército para eleger Ludimar Novaes. Agora, qualquer prognóstico só após o cessar-fogo da guerra iniciada ontem com seu cinematográfico assassinato.

Sérgio Machado diz que Temer pediu R$ 1,5 milhão em doação ilegal para Chalita

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse, em delação premiada, que recebeu pedido de propina do presidente interino Michel Temer para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012. O valor acertado entre ambos foi de R$ 1,5 milhão. O pagamento teria saído dos cofres da Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato.

Força-tarefa da Lava-Jato avalia já ter condições de denunciar Lula

Integrantes da força-tarefa da Operação Lava-Jato avaliam que já possuem "elementos concretos" para denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pelo menos três das seis frentes de investigação contra o petista. Os investigadores aguardam a remessa definitiva dos documentos contra o ex-presidente para Curitiba, determinada na segunda-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, para apresentar as denúncias sobre o tríplex do Guarujá, a reforma no sítio de Atibaia e o aluguel de contêineres para o transporte de acervo de Lula, pagos pela OAS.

Janot alertou que ‘acordão’ para barrar Lava Jato ‘segue sendo costurado’

O procurador-geral da República Rodrigo Janot avalia que a indicação de Romero Jucá (PMDB) e de Sarney Filho (PV) para, respectivamente, assumirem o Ministério do Planejamento e o do Meio Ambiente do governo interino de Michel Temer, além da nomeação de filiados ao PSDB em áreas importantes do governo peemedebista fazem parte da estratégia para tentar obstruir as investigações da Lava Jato discutida pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, com membros da cúpula do PMDB.

Aperitivo uragânico

Seis anos depois, o primeiro lote de condenações na ação penal da operação Uragano é apenas um aperitivo servido pelo juiz Rubens Witzel Filho, da 1ª. Vara Criminal de Dourados, que prepara o grande banquete provavelmente para acontecer às vésperas das eleições municipais deste ano. Por enquanto foram condenados apenas os coadjuvantes – todos a penas leves, exceção a Rodrigo Terra, que vai para o xilindró –, a maioria empresários, ficando para depois o núcleo político.
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