Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O deputado Geraldo Resende está sendo vítima da mais bairrista das chantagens: a de que Dourados não pode perder seu único representante no Congresso Nacional e que por isso ele não deve ser candidato a prefeito. Até os mais ferrenhos adversários, companheiros e ex-companheiros de partido, inclusive, não cansam de elogiar, agora, seus dotes como parlamentar, principalmente sua capacidade de arrancar recursos para Dourados. Como diria um conhecido colunista social, que coisa, heim!
Nada mais emblemático que a imagem de uma ponte da grife Giroto/Puccinelli, recém-construída, e já desabando, num efeito dominó, para começar o ano seguinte ao que será indelevelmente lembrado como aquele em que, como diria o chefe da quadrilha do Petrolão, Lula da Silva, nunca antes na história se roubou tanto. No Brasil e no Mato Grosso do Sul, diga-se. Tanto que por aqui o primeiro ano do governador-censor Reinaldo Azambuja foi de fazer inveja aos anos de chumbo da ditadura militar, quando a censura à imprensa comia solta.
O exímio operador de Londres Machado e Delcídio do Amaral, Dorival Betini, contratado pela Casa Civil para coordenar a base política dos tucanos (isso pode, Arnaldo?) vai trabalhar com Flávio Brito, que operava para Geraldo Resende, e com Waltinho Carneiro, que operava para Murilo Zauith. O trio é subordinado a Sérgio de Paula, que operava, opera e vai continuar operando para Azambuja. Como diria o recém-finado Alcodan, assim foi, assim é, assim será.
O governador-censor Reinaldo Azambuja contrata, pela Casa Civil, um “operador” do staff de Londres/Delcídio (é tudo farinha do mesmo saco), numa investida para o fortalecimento das bases eleitorais tucanas, visando às eleições municipais, e a imprensa subordinada trata isso como um grande feito. Lembrando que “operador”, no jargão desses tempos de Petrolão, é quem faz as mutretas. Pelo currículo do dito cujo, aliás, não era de se esperar outra coisa.
Para tentar reverter o pessimismo apontado pelos indicadores econômicos, a presidente Dilma Rousseff planeja apresentar ainda neste mês medidas e propostas que ajudem a retomar o crescimento e animar a economia, mas sem abandonar o ajuste fiscal que desde o início do segundo mandato tenta implementar. O plano já é tratado no Palácio do Planalto como uma espécie de “novo PAC” e tem como prioridade estimular o setor de construção civil.
A propósito da nomeação do “operador” Dorival Betini para a Casa Civil de Azambuja, o leitor Márcio Pereira lamenta ter um dia acreditado em Zeca do PT, pela promessa de abrir a caixa preta contaminada pelo “câncer que vinha Fátima do Sul”. Para ele Zeca foi engolido pela tal caixa e já na posse estava contagiado em grau de metástase. “Foi o tempo que a geometria era com ângulos retos, agora é uma circunferência que gira em torno do mesmo centro”, diz o eleitor.
Dono de consideráveis 30% do eleitorado na terra de seu Marcelino e, como tal, em aliança com o PR, mandatário nos áureos tempos Tetila; depois coadjuvante na primeira administração Zauith, quando elegeu a companheira Dinaci vice, e hoje, mero figurante, com duas secretarias, o PT volta a roncar grosso, ameaçando pular do barco para lançar candidatura própria. Não tão grosso, aliás. Para quem tem Tetila e João Grandão, falar em Elias Ishi e no ex-reitor Damião...
O Estado de S. Paulo comemora hoje mais um aniversário sob censura judicial. O jornal está há 2.288 dias proibido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, de investigações da Polícia Federal sobre atividades suspeitas do empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney (PMDB), no Maranhão. O jornal aguarda análise de um recurso no Supremo Tribunal Federal. A censura atual é mais uma das muitas vividas pelo jornal, que comemora hoje 141 anos de fundação e 136 anos de vida independente, em razão dos cinco anos que passou sob ocupação da ditadura de Getúlio Vargas, de março de 1940 a dezembro de 1945.
Só pode ser. Da cadeia, onde está desde o ano passado e onde deve mofar, se não delatar a companheirada, Delcídio do Amaral emana seus “melhores” pensamentos na direção do Parque dos Poderes, para que o amigo com quem andou pensando junto o MS tenha melhor sorte no governo que era para ser seu. Como retorno, ops!, Reinaldo Azambuja vai acomodando os aliados da dupla Delcídio-Londres, como acaba de fazer com Dorival Betini, um exímio operador (uiuiui!) do sistema.
Em volta das mesas de sinuca da periferia de Dourados, nesta virada de ano, o assunto foi um só: o mais ilustre entre os bilharistas, deputado, seu Zé Teixeira, o demo, aquele, mandando avisar que vai entrar na disputa pela cadeira de seu amigo do peito, prefeito Murilo Zauith. Para tanto, já chamou seu parceiro de taco, Archimedes Ferrinho Lemes Soares, para espalhar o fato e começar a negociar os acordos.
A relação de amor da revista britânica “The Economist” com o Brasil não durou muito. Depois de uma capa em que o Cristo Redentor foi retratado como um foguete para dar a ideia de que o País decolara em termos econômicos, outras duas mostraram o contrário. A segunda capa da publicação britânica mostrava o mesmo Cristo Redentor em queda livre, maneira encontrada para retratar a crise econômica que há anos chacoalha o País.
Depois do protagonismo corruptivo de 2015, pela lambança de suas principais lideranças políticas, o Mato Grosso do Sul começa 2016 como o 9º colocado no ranking de competitividade dos estados, seguido pelos lindeiros Goiás (10º) e Mato Grosso (11º). O índice, feito pelo grupo que edita a inglesa The Economist mede a qualidade dos serviços públicos e privados, além da boa infraestrutura, com objetivo de gerar “um saudável incômodo nos agentes públicos”.
04/01/2016 - 07h15Em tempos difíceis, o cultivo da esperança implica renovar o nosso estoque de confiança na humanidade. É preciso acreditar que podemos fazer...
Chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, 64, disse, ao avaliar os efeitos da Operação Lava Jato sobre o PT, que seu partido "errou" ao não fazer a reforma política e "acabar reproduzindo metodologias" antigas da política brasileira. O resultado, afirmou, é que o PT, "que não foi treinado para isto", encarnou o ditado: "Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza".
O Correio do Estado especulando hoje que pelo menos sete deputados estaduais “querem” a prefeitura de Campo Grande. Todos, seguindo o exemplo Reinaldo Azambuja, que de prefeito de Maracaju virou deputado estadual, federal, tentando a prefeitura da capital, depois virando governador do Estado. Os sete: Amarildo Cruz, Pedro Kemp e Cabo Almi, do PT; Marquinhos Trad (PMDB); Márcio Fernandes (PTdoB); Mara Caseiro (PMB); Felipe Orro (PDT) - os dois últimos também interioranos.
Com o Congresso Nacional às moscas durante o recesso, turistas que passeavam pela Câmara na semana passada caçavam deputados a laço para tirar fotos. Valia até parlamentares desconhecidos, como o novato e puxa-saco-mor Carlos Marun. “Só podem ser de fora do Brasil”, brincou o andrezista sobre a popularidade do Congresso, depois de posar para um retrato. O plantão, certamente pró-Cunha, rendeu a Marun até uma charge na coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo deste sábado.
Com 1,2 milhão de assinaturas obtidas até o momento, o Ministério Público Federal vai enviar até a metade deste ano ao Congresso Nacional um pacote de dez medidas contra a corrupção, que tornam penas mais rígidas, dificultam a anulação de processos e facilitam a recuperação de recursos desviados, entre outras mudanças.
Em ano de crises política e econômica, o governo ampliou o volume de verbas destinadas a emendas parlamentares. Com o Orçamento Impositivo, aprovado pelo Congresso no início do ano passado para obrigar o Executivo a liberar os repasses indicados por deputados e senadores, e a necessidade de obter apoio no Legislativo para combater a ameaça do impeachment, o Palácio do Planalto elevou esse gasto de R$ 6,7 bilhões em 2014 (em valores atualizados) para cerca de R$ 7,2 bilhões em 2015. O montante não considera restos a pagar – valores pendentes de anos anteriores.
A preparação de laudos periciais acerca de documentos apreendidos no âmbito da Lama Asfáltica – operação da Polícia Federal deflagrada em julho passado, que apura suposto superfaturamento de obras, fraudes em licitação e corrupção de servidores – entrou na fase de conclusão e isso pode determinar novos rumos à investigação, informou o delegado Cléo Mazzotti, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado. Isso significa que há a possibilidade de a PF ingressar com outros pedidos de prisão.
Nove de julho e 25 de agosto: as duas datas chacoalharam Mato Grosso do Sul em 2015 e marcaram a detonação das operações Lama Asfáltica e Coffee Break. Desde então, tomar um “cafezinho” nunca foi tão perigoso e suspeito. Anunciando prejuízo inicial de R$ 11 milhões aos cofres públicos, a operação Lama Asfáltica acordou Campo Grande às 6h com equipes da PF (Polícia Federal) cumprindo mandados de busca e apreensão em empresas, residências de luxo e na Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura).