Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Nada de plenário de Câmara de vereadores, da Assembleia ou da Assomasul, ambientes próprios para este tipo de evento e sem custos para o contribuinte. A recepção ao ninho tucano do jurássico deputado Maurício Picarelli, aquele dos “ingressos de circo” da coffee break, e de sua colega Mara Caseiro será no melhor quatro estrelas da capital, na próxima quinta-feira. O cicerone da festa, claro, o todo-poderoso Sérgio de Paula, chefe da Casa Civil do governador-censor Azambuja.
Os números dos ganhos do marqueteiro e “ministro” da comunicação petista João Santana, graças aos esguichos da Lava Jato mostrados reiteradamente na tela da TV como que saindo em borbulhas dos dutos da Petrobrás devem estar caindo como um banho de água fria no lombo dos menos aquinhoados entre os tantos que se assanham em disputar prefeituras este ano. Principalmente os de cidades onde a eleição depende basicamente de grandes estratégias de comunicação de massa, como as caríssimas campanhas de Rádio e TV (mesmo as sem audiência, como no caso da RIT douradense), ainda mais agora que o tempo de propaganda ficou mais curto que coice de porco.
Não. Não é mais uma dessas duplas sertanejas que todo dia surgem em no Mato Grosso do Sul. Muito menos novidades do apronto para o jogo da sucessão de Murilo Zauith em Dourados. Tudo a ver com Dourados, sim, mais especificamente com um pomar contaminado pelo cancro cítrico e, não fosse o compadrio entre os três poderes do Parque, mais uma espetacular derrapagem como as da lama asfáltica, pelo descuido dos coffee break de beira de estrada.
A cúpula do Senado decidiu fazer operação-padrão para não julgar Delcídio do Amaral ao menos até que o STF se pronuncie sobre a denúncia contra o petista. O plano é enrolar o processo no Conselho de Ética, empurrando com a barriga a nomeação do novo relator do caso e esticando os prazos da comissão. Para os caciques do Senado, prosseguir com os trâmites agora abriria um precedente perigoso para os demais implicados na Lava Jato.(Painel,FSP)
Depois de o Conselho de Ética do Senado destituir Ataídes Oliveira (PSDB) da relatoria do processo de cassação de Delcídio do Amaral, o senador Lasier Martins (PDT) cumprimentou o amigo de faculdade, ex-ministro do STJ e defensor de Amaral, Gilson Dipp. Disse que a defesa dele foi “bela” e que ele “acabou com a festa” da oposição. (Radar online/Veja)
25/02/2016 - 17h57Enquanto houver motivos para acreditar na presidenta, na cidadã e na mulher Dilma Roussef continuarei na trincheira para defendê-la. Se porventura for...
O senador ex-líder do governo petista Delcídio do Amaral terá o mandato cassado, e por uma ampla margem de votos! Tanta certeza, só podia ser de um colega de assento (não de bancada, embora a maioria destes também tenha a mesma avaliação) no salão azul do Congresso Nacional que, por razões óbvias, prefere manter-se no anonimato. Daí para cair nas mãos do juiz Sérgio Moro, só esperar o jatinho da Federal aterrissar em Brasília.
Com perfil – não apenas físico, mas principalmente moral e intelectual – para ser senador da República, o diretor do Departamento do Sistema Penitenciário do Estado Ailton Stropa reclama de não ter sido escalado para o time dos candidatos à sucessão de seu amigo Murilo Zauith. “Se eleito prefeito, com minha experiência, poderia fazer muito por Dourados. E, vontade não me falta”, choraminga o demo Stropa lá na sessão de comentários do Blog.
Queridinha de André Puccinelli, a senadora peemedebista Simone Tebet acaba de ter seus bens bloquedos pelo juiz federal Leonel Ferreira, a pedido do Ministério Público, por conta de maracutaias ao tempo em que era prefeita. O chucho teria ocorrido em processo licitatório de obras de um balneário na cidade das três lagoas, envolvendo a construtora Anfer, por coincidência uma das envolvidas num dos muitos processos de corrupção do governo Puccinelli. Demorou!
Barbosinha, Délia, Biasotto, Domingos e Elizio; Geraldo; Marçal e Mourão; Racib, Sebastião e Vanderlei. Embora não sejam nomes dos mais sugestivos para a formação de um time de futebol, e, pela obediência à ordem alfabética (e não das pesquisas ou, pior, das malfadadas enquetes com as quais tentam ludibriar a opinião pública) alguns até sugiram a formação de duplas sertanejas, sem contar o nome de uma mulher num time masculino, estes são os jogadores que se preparam para entrar em campo no jogo da sucessão de Murilo Zauith.
Aconselhado por colegas a não voltar imediatamente ao salão azul do Congresso Nacional, evitando assim o risco de ser constrangido, principalmente pela “oposição”, o ainda senador petista Delcídio do Amaral entrou ontem com um pedido de licença médica. Com isso, segundo a Folhapress, ele vai dar um tempo para esperar passar o frenesi. Na verdade, só agora, em liberdade, é que Delcídio deve ter se dado conta do quanto é mais embaixo o buraco em que caiu.
O vereador Dirceu Longhi só pode ter sido vítima de um ato falho. Coisa de quem anda com a consciência pesada. Sim, porque afirmar que companheirada petista vai percorrer o município para ouvir a zona rural, aldeias e bairros para auscultar sobre a viabilidade de lançamento de candidato a prefeito em Dourados é menosprezar a capacidade de assimilação dessas comunidades quanto a tudo o que rola de bandalheira por aí, principalmente nas redes sociais.
Depois de três meses de xilindró, doze quilos mais magro, dizendo-se agora “em recolhimento noturno” e não em prisão domiciliar, Delcídio do Amaral está bonzinho, bonzinho. Não vai mais entregar os colegas senadores, muito menos fazer a tão esperada delação na Lava Jato. “Posso não ser uma Brastemp, mas não sou burro”, disse à coluna Painel, da Folha de S. Paulo de hoje. Ele sonha continuar senador.
Da saraivada de críticas nas redes sociais por pôr de novo a cabeça para fora a que melhor define a situação de Marçal Filho é a do mais lídimo representante do distrito de Picadinha, o advogado e pensador político, José Tibiriçá. In verbis, como diria José Vasconcelos: “Marçal já passou, ele não é humilde, esqueceu-se que nasceu na Vila Matos (...) não tem cheiro de povo”, para acrescentar que há anos passa à pé em frente o famoso prédio das Araras e não consegue ver o ídolo das secretárias do lar.
Perambulando a partir de hoje pelos corredores do Congresso como um cadáver à espera da pá de cal, o ainda senador petista Delcídio do Amaral agora faz chantagem com seus pares, alardeando que se for cassado leva metade do Senado junto com ele. Enquanto isso fica a expectativa para que ele tenha um mínimo de dignidade e entregue, na bandeja, Lula, sua preposta Dilma Rousseff e toda a caterva congressista. Ou faz isso ou vai para a cova rasa dos trombadinhas da corrupção brasileira.
“Não acredito na sobrevivência desse atual modelo de fazer política. Na campanha, o candidato é extorquido pelos “campanheiros” e, depois de eleitos, vingam-se, fazendo coisa errada com o dinheiro público. Fortunas são amealhadas às custas desse sistema. A corrupção, neste caso, é uma via de mão dupla, porque o político canalha se escora no eleitor imediatista e incauto. Esse modelo está se esgotando”. Ex-deputado Fábio Trad, em entrevista ao Correio do Estado.
Eles perderam completamente a solenidade e parecem mesmo decididos a nos empurrar para a barbárie. Quando a presidente Dilma Rousseff autoriza seu ministro da Saúde a deixar o posto, ainda que por um dia, para participar da disputa pela liderança do PMDB na Câmara, não é a ordem prática das coisas que está sendo agredida. O que padece é a ordem moral.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) vai ser solto depois de negociar acordo de delação premiada com o Grupo de Trabalho da Procuradoria-Geral da República encarregado das investigações de políticos envolvidos nas fraudes em contratos entre empreiteiras e outras grandes empresas com a Petrobras. A partir do acordo, teria feito revelações importantes sobre a corrupção nos meios político e empresarial. Seriam informações que colocariam a Lava-Jato num patamar ainda mais elevado. Delcídio sempre teve bom trânsito entre políticos dos mais diversos matizes ideológicos.
Delcídio Amaral: Teori Zavascki soltou um senador da República que deu a entender que tinha ministros do STF no bolso, que planejava sumir com Nestor Cerveró, que pretendia suprimir provas criminais e, por último, mas não menos importante, que recebeu propina do petrolão. É um país incrivelmente indecente. (O Antagonista)