Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (10) um vídeo na internet em homenagem aos 36 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores. Aparentemente abatido, o ex-presidente reconheceu que o partido cometeu erros, mas disse que o PT é o partido "mais importante da política brasileira". "É certo que cometemos erros e quem comete erros paga pelos erros que cometeu", disse Lula.
Depois de mandar recados e prometer vingança, Delcídio do Amaral (PT-MS) anda mais calmo. Amigos que visitaram o senador na prisão recentemente dizem que ele tenta evitar sua expulsão do partido. Acha que uma saída compulsória fragilizaria sua defesa. O senador está com a filiação suspensa desde que foi detido. (Painel, FSP)
Um e-mail do empreiteiro Ricardo Pessoa, um dos delatores da Lava Jato, envolve o ex-ministro do Trabalho Manoel Dias (PDT) em lobby para contornar problemas trabalhistas em obras da Petrobras. O e-mail de Pessoa, dono da construtora UTC, foi entregue por ele à PGR (Procuradoria-Geral da República).
No domingo de Carnaval, os repórteres Vera Rosa e Ricardo Galhardo revelaram que, durante uma reunião com Lula, dirigentes do PT sugeriram a criação de uma rede de apoio a Nosso Guia com o slogan "Somos Todos Lula". Seria algo como o famoso "Je suis Charlie", criado depois do ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Seria, mas jamais será.
O PT “comemora” nesta quarta-feira de cinzas seus 36 anos de fundação em Mato Grosso do Sul. Antônio Carlos de Oliveira Nantes, então deputado federal, eleito pelo extinto MDB (Movimento Democrático Brasileiro), trocou uma reeleição garantida por uma frustrada candidatura ao governo do estado pelo novo, o que culminaria com o encerramento precoce de sua até então promissora carreira política.
Seguindo uma tradição de anos, o Congresso Nacional vai emendar o Carnaval e só volta ao trabalho na próxima terça-feira (16). Como a maioria dos 594 deputados federais e senadores já tinha saído de Brasília na última quinta (4), o feriadão dos congressistas vai durar 12 dias.
Frequentadores do Sítio Santa Bárbara em Atibaia (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, também fizeram benfeitorias no local. A ex-primeira dama plantou árvores frutíferas, fez uma horta e cria patos na propriedade, que, no papel, está em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho mais velho do petista, Fábio Luís, o Lulinha.
Pois é. Depois do carnaval deve continuar o entra-e-sai de prefeitos em Campo Grande, quando a 1ª. Câmara Civil do TJ julgar os embargos declaratórios com efeitos infringentes da Câmara Municipal em defesa do processo da cassação de Alcides Bernal. Trocando em miúdos, o presidente da Câmara, vereador João Rocha, assumiria cargo, em definitivo, diante da esdrúxula condição do prefeito e do vice eleitos – um cassado e outro afastado.
No dia 19 de abril de 1980, um barbudo sindicalista era preso em São Paulo por descumprir a Lei de Segurança Nacional ao manter uma greve que já durava 17 dias e havia sido declarada ilegal. Luís Inácio da Silva, vulgo Lula, passaria 32 dias na cadeia. Muito bem tratado pelo delgado Romeu Tuma, que inclusive levou uma TV para que Lula pudesse assistir ao seu Corinthians jogar, ele ainda passou pela tristeza de participar do velório e enterro da mãe enquanto ainda se encontrava encarcerado. Tirando o dado triste, uma coisa é certa: a prisão o catapultou a outro patamar político. O então Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Erasmo Dias, cravou: "Ele tem agora um futuro político garantido e se elege tranqüilamente deputado ou senador". Não podia imaginar que o barbudo chegaria ao topo do comando da República brasileira.
Nada de sequência de camarão, isca de carapeva, Prosecco, bolo ou de fotos com sua Maika e convidados ilustres na badalada coluna social de Fernando Soares. Em vez das festanças de sempre, em sua paradisíaca Floripa, o máximo que o senador Delcídio do Amaral terá, nesta segunda-feira, ao adentrar seus 62 anos vendo o sol nascer quadrado no planalto central será um mixo parabéns a você dos carcereiros do quartel da PM onde está preso em Brasília e onde já curtiu o Natal e o Ano Novo.
A temporada sucessória está aberta em Campo Grande. O prefeito Alcides Bernal (PP), eventual pré-candidato à reeleição, por enquanto é adversário apenas de si mesmo. Os mais prováveis adversários não estão sabendo explorar os pontos negativos da sua administração, embaralham-se nos labirintos dos interesses partidários e políticos e confundem-se na complexa administração de projetos individuais e coletivos de potenciais aliados.
A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula que está preso desde novembro pela Lava Jato, apresentou à Justiça um pedido de desbloqueio dos seus bens em que ataca os dirigentes do PT e os donos do Banco Schahin. O juiz Sergio Moro determinou em 22 de janeiro o bloqueio de R$ 56,6 milhões de Bumlai para ressarcir eventuais prejuízos da Petrobras.
A natureza das relações entre Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e a empresa E.Da Silva Eireli, conhecida como Limpamesmo, continuam sob suspeita. A empresa, que faturou mais de R$ 9 milhões do TCE-MS, em 2015, possui como sede uma pequena sala na Rua dos Barbosas, que funciona apenas no período da tarde e a proprietária, que assina contratos em nome da empresa, Eliete da Silva, raramente é vista por lá.
A economia está um desastre completo e o Aedes é uma tragédia real, mas a presidente Dilma Rousseff tenta fazer desse limão uma limonada e essa limonada pode azedar... Na terça-feira, enfrentou as vaias no Congresso para defender uma “parceria” para a retomada do crescimento, mas as notícias que chegam de lá continuam ruins. Na quarta, enfrentou o panelaço e conclamou a sociedade a formar “um grande exército de paz e de saúde” contra o Aedes aegypti, mas a situação só piora e ameaça até a Olimpíada no Rio.
Sonhando se eleger ou eleger o sucessor de Murilo Zauith o deputado Zé Teixeira resolveu posar de moralista. Entre seus “enfrentamentos”, quer descobrir se existem, mesmo, os tais funcionários fantasmas na Assembleia, sem dúvidas uma Casa mal assombrada, mas por outros motivos. Que tal se começasse arrumando ocupação para o bando de desocupados que dá plantão no saguão e pelos corredores, além de rever o salários de alguns marajás aposentados que ganham mais que deputados?
O deputado estadual George Takimoto (PDT) diz ser preocupante o excesso de atenção que os partidos e forças políticas estão dando a nomes e candidaturas, em detrimento dos debates e propostas para resolver os problemas da população. Para ele, ao menos na mídia as questões programáticas têm recebido menor ênfase que os prováveis protagonistas das disputas que ocorrerão em 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Repercutindo no Face o post aqui da coluna o comandante Renato Domingos Venturini disse que o avião de sua candidatura já está checado, “com plano de voo aprovado pelo controlador”. E, otimista quanto a decolagem, compromete-se a não rachar o time do chefe Zauith, prometendo manter Wanderlei Carneiro em lugar de destaque “pelo conhecimento que tem da cidade de Dourados”. Quanto aos demais diz que “ocuparão seus assentos de acordo com suas competências”.
O arquiteto Igenes Irigaray Neto, 37, contratado para a reforma em 2010 no sítio em Atibaia (SP), frequentado pelo ex-presidente Lula, acompanhou nesta época projetos encomendados pelo empresário José Carlos Bumlay, no município de Dourados. Amigo do petista, Bumlai foi preso em novembro passado na operação Lava Jato, denunciado sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, ele nega as acusações.
A disputa pelo PMDB para formar bloco na Assembleia Legislativo custou caro para o PSDB, de Reinaldo Azambuja. Para conseguir aliados considerados estratégicos, o partido acabou abrindo mão de participar da comissão mais importante da Casa, a Comissão de Constituição e Justiça, que pode derrubar projetos na Assembleia.
“O Barbosinha já conversou com você?”. Esta é a pergunta que Murilo Zauith vem repetindo ultimamente a quem julga com poder de aglutinação de votos. Com o coração dividido entre seu faz-de-tudo Wanderlei Carneiro e seu contador, conselheiro e comandante, o professor Renato Venturini, que reivindicam o direito de herança de sua cadeira, o prefeito parece que vai mesmo atrás da procissão do andrezista José Carlos Barbosa.