Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Além do ilustre delator, senador agora sem partido Delcídio do Amaral e do deputado petista Vander Loubet, já indiciado, mais três políticos de Mato Grosso do Sul têm os nomes listados em documentos apreendidos na casa de Benedicto Barbosa Silva Junior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, no dia 22 de fevereiro. Em planilhas ou listas simples, aparecem o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), do ex-governador André Puccinelli (PMDB) e do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) e ainda alguém identificado apenas como ‘boiadeiro’ e listado como sendo ‘de Mato Grosso do Sul’. Juntos, eles estariam relacionados pelos papéis a supostas doações de R$ 1.480.000,00 da Odebrecht desde 2010.
O André Puccinelli que agora pressiona a vereadora Délia Razuk a desistir de sua candidatura à sucessão de Murilo Zauith é o mesmo que, quando governador, prometeu elegê-la deputada e depois colocou seu time em Dourados para cabalar votos para sua queridinha Antonieta Amorim, irmã do empreiteiro preferido e todo cheio de charme João Amorim, chefe da quadrilha da Lama Asfáltica. A memória do italiano Puccinelli pode não estar boa, mas a do turco Roberto Razuk está tinindo.
Em editorial sobre a crise política brasileira publicado na edição impressa desta semana, a revista britânica "The Economist" pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o título "Hora de Partir" ("Time to Go"), o texto avalia que, até recentemente, mesmo sob protestos, o governo Dilma tinha legitimidade intacta, e que a presidente podia dizer que tinha o desejo de ver a justiça ser feita.
Em uma de suas decisões mais duras, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki determinou nesta terça-feira (22) que o juiz Sergio Moro encaminhe todas as investigações envolvendo o ex-presidente Lula na Lava Jato para o tribunal.
O governo sofreu uma derrota no STF (Supremo Tribunal Federal) na primeira tentativa de reverter uma decisão do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Ministério da Casa Civil. Na madrugada desta terça (22), o ministro Luiz Fux determinou o arquivamento de uma ação da AGU (Advocacia-Geral da União) que pedia para o tribunal reverter a decisão de Gilmar que não só impediu Lula de assumir um cargo no governo Dilma, como determinou o envio das investigações envolvendo o petista para o juiz Sergio Moro no Paraná.
Em tempos de Lava Jato, Lama Asfáltica e Coffee Break, a propalada ida do deputado José Carlos Barbosinha, que é de dentro da cozinha de André Puccinelli, para a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado é mais uma prova inequívoca do comprometimento do governador-censor, o Azambuja, com seu antecessor. Isso é que é "mudança de verdade!".
O senador José Serra (PSDB-SP) afirmou, em entrevista ao Estadão que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) deve assumir compromissos com a oposição e com o País caso Dilma Rousseff seja afastada da Presidência. Para o tucano, o vice tem de se comprometer a não concorrer à reeleição, não interferir nas disputas municipais deste ano, não promover uma caça às bruxas e montar um Ministério "surpreendente".
Mesmo impedido de assumir um posto no governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escalado pela presidente Dilma Rousseff para exercer informalmente a partir desta segunda-feira (21) a articulação política do Palácio do Planalto, função típica do chefe da Casa Civil.
"Errei, mas não roubei nem sou corrupto (o grifo é do blog). Posso não ser santo, mas não sou bandido". Do ainda senador Delcídio do Amaral, na entrevista exclusiva à Veja em que antecipa informações da segunda parte de sua delação premiada. Se a primeira parte dessa delação já abalou as estruturas do Planalto, a segunda é demolição na certa.
20/03/2016 - 08h53Durante meus 70 anos de observação da vida política brasileira, não me lembro de ter visto tanta gente nas ruas manifestando-se contra...
Com o retorno do federal Geraldo Resende ao ninho tucano o estadual Renato Câmara se abancou como candidato a prefeito pelo PMDB. Mas a matemática do grupo dos onze continua inalterada, já que Elízio Brites comunicou ontem à direção do PV sua desistência da peleia. "Não posso aceitar que uraganos como Bonato e outros continuem leiloando ou rifando o partido com a conivência dos dirigentes", disse, agora desiludido, o até então intimorato paraguaio.
Na semana em que a crise política atingiu a temperatura máxima e o processo de impeachment começou a tramitar na Câmara, o discurso do governo Dilma é o de que não há outra saída a não ser partir para a guerra. Nas palavras de um assessor presidencial, "agora, é matar ou morrer".
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou com ao Estado de São Paulo que a petista Dilma Rousseff precisa ser afastada da Presidência pelo Congresso. Segundo ele, essa é a única saída para as crises política e econômica. No início deste ano, FHC chegou a questionar a legitimidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no Supremo Tribunal Federal, para conduzir o processo de afastamento. Mas, depois do último dia 13, quando milhões de brasileiros se uniram no maior protesto contra Dilma e o PT, ele afirma que a legitimidade do processo não vem do Congresso, mas das ruas. FHC diz que o PSDB deve contribuir com eventual governo do atual vice-presidente, Michel Temer (PMDB), com ou sem cargos na Esplanada dos Ministérios.
Lançada ontem em rega-bofe para poucos e bons como candidata do PR à sucessão de Murilo Zauith, a vereadora Délia Razuk já tem até slogan de campanha: "Sim, eu tenho uma esperança". Não se sabe quem é o marqueteiro, mas a ideia, já impressa em alguns adesivos, foi apresentada pela deputada Grazielle Machado, filha do cacique fátima-sulense Londres Machado, que sempre comandou o processo eleitoral em Dourados.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (18) a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. O governo avisou que recorrerá da decisão. Até uma decisão final do Supremo, Lula não poderá despachar como ministro.
A deputada Grazielle Machado está denunciando seu próprio partido, o PR, de homofobia, por ter sido impedida de filiar um vereador gay para disputar a prefeitura de Amambai. "O partido da República em Amambai não me representa", disse a pimpolha de Londres Machado no Facebook. Mal sabe ela que se seu companheiro fosse filiado e viesse a se eleger teria problemas para fazer parceria com o governador da "mudança de verdade", mas que não disfarça seu ranço homofóbico.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi avisado e deu aval para a divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de pedirem o fim do sigilo sobre a investigação do petista, segundo a Folha apurou junto a investigadores da Lava Jato.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou carta aberta nesta quinta-feira (17) em que afirma que a gravação e divulgação de conversas telefônicas suas com aliados violentaram a intimidade de sua família. No texto, Lula também se defende das críticas que recebeu depois que foram tornados públicos trechos em que afirma que o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) estão "acovardados". Na manhã desta quinta, o ministro do STF Celso de Mello disse que as conversas de Lula mostravam uma reação "torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei". Sem citar o ministro, Lula disse na carta que não admite que conversas pessoais divulgadas "ilegalmente" sejam usadas para fazer julgamentos sobre seu caráter ou consideradas uma "ofensa pública".