Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Personagem do petrolão, segundo a Veja com potencial tão ou mais demolidor que Delcídio do Amaral, o pecuarista mato-grossense do Sul José Carlos amigo do Lula Bumlai da Silva atuava nos bastidores da república petista como um superparasita em negócios que envolviam altas somas em bilhões desviados dos cofres públicos. Como diria o chefão petista, nunca antes na história da República alguém fez tão bom uso de um crachá de livre acesso ao gabinete presidencial.
De um influente parlamentar no organograma do poder e conhecedor dos segredos mais bem guardados da República, Delcídio do Amaral foi transformado pelos próprios colegas em pária e abandonado até por quem menos imaginava – o capo Lula, que o chamou de imbecil e idiota. Segundo a Veja, sozinho, traído e humilhado, Delcídio continua um arquivo vivo da era petista e já começa a dar sinais de que poderá ativar a memória para tentar sair da prisão.
A revista Veja informa que numa das empresas de um dos filhos de José Carlos Bumlai foi encontrado um manuscrito pra lá de comprometedor intitulado, “um ano dourado 2010”, onde são feitas projeções sobre os negócios da família no ano em que se vislumbrava a continuidade do governo Lula via Dilma Rousseff. Certamente que o documento foi inspirado naquela que era para ser a jóia da coroa dos empreendimentos do amigo de Lula - a depois falida Usina São Fernando, de Dourados.
No que depender da bancada federal do Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional a presidente Dilma Rousseff já pode começar arrumar as malas e contratar um caminhão de mudança para retirar seus tarecos do inóspito Palácio da Alvorada. Pelas projeções, com base nas raras declarações de parlamentares que arriscam um palpite, até porque são poucos os que não têm culpa em cartório, a coisa deve ser unânime no Senado, com um placar de cinco a três na Câmara, pró-impeachment.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Delcídio do Amaral (PT-MS) da carceragem da superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para o quartel da Polícia Militar no Distrito Federal. O senador está preso desde 25 de novembro, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. O parlamentar, que está com a filiação partidária suspensa pelo PT, cumpre prisão preventiva, sem prazo para acabar.
A Polícia Federal expediu mandado para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja intimado a prestar depoimento. E a data já está marcada: quinta-feira próxima, dia 17, em Brasília. Por enquanto, só pelo envolvimento na Operação Zelotes, por esquema de corrupção que beneficiou o filho Luiz Claudio da silva com cerca de 2,5 milhões. Como se trata de um intocável, que nunca sabe de nada, já é um bom começo.
Para o presidente do PT do Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Biffi, se o senador-presidiário Delcídio do Amaral resolver fazer delação premiada derruba todo o tucanato, FHC à frente. Biffi faz chacota com assunto tão sério, como se desconhecesse o tamanho da encrenca em que a companheirada – alguns, inclusive, bem próximos dele – está metida. Se é que não sobra pra ele também. FHC, aliás, desceu do galho faz tempo. Se tem alguém pra cair não é ele.
Que a prisão do senador Delcídio do Amaral sirva de exemplo aos poderosos de plantão, principalmente os que, pelo tanto que têm a esconder, insistem em censurar a imprensa. É que às vezes, os autos dessas demandas, mesmo as que correm em segredo de Justiça, acabam dando uma providencial mãozinha aos julgadores. E os efeitos, claro, podendo ser devastadores, atingindo até o seio familiar, já que insistem, também, em misturar o público com o privado.
Para Josephino Ujacow, que fez Ernesto Geisel (o mais duro dos generais presidentes do Brasil) se curvar aos seus argumentos para o retorno, na década de 1970, do município de Vicentina à categoria de distrito, vai ser canja livrar Eduardo Naegele dos enroscos da operação coffee break. O genro do conceituado criminalista Pepito é um dos poderosos da mídia envolvidos no esquema de puxada de tapete de Alcides Bernal da prefeitura de Campo Grande.
Desde que a imprensa é imprensa são de sobejo conhecidas suas promíscuas relações com o poder. Melhores exemplos, Assis Chateaubriand e Roberto Marinho, cujos impérios – Diários Associados e Rede Globo – foram erguidos à base de milionárias verbas públicas. Daí que é só escarafunchar esquemas de corrupção e lá estão os bambambãs da comunicação, como os de Mato Grosso do Sul, que, como se vê, eram mais que chegados nos cappuccinos servidos por André Puccinelli.
11/12/2015 - 08h47Empresários, vereadores e políticos suspeitos juntaram os interesses.
No diário da mulher de Amorim, ela relata que marido não tem limites.A presença de...
Para Correio do Estado “o relatório do Gaeco sobre a Operação Coffee Break encaminhado a PGE é considerado inconcluso, criminaliza reuniões políticas, acordos de coalização partidária para participar da administração e indicia políticos só porque foram citados em mensagens”. Com isso, tenta salvar a pele de André Puccinelli e, principalmente de Nelsinho Trad, sempre tão generosos com a grande mídia. Então tá, como diz uma felpuda colunista do mesmo jornal.
O Diretório Regional do PT se apressou para esclarecer que o vereador Francisco Alves de Araújo, o “Tiquinho”, de Jateí, preso hoje de manhã pelo Gaeco, não pertence mais ao partido, do qual está desfiliado desde agosto deste ano. Onde já se viu prenderem assim, sem mais nem menos um “cumpanheiro” de Lula, de Zé Dirceu e de Delcídio do Amaral?
O presidente da Câmara de Vereadores de Jateí, Francisco Araújo (PT) foi preso pelo Gaeco na manhã desta quita-feira. A prisão faz parte da Operação Polígrafo. Além de Francisco, as vereadoras Rose Monica Duck Ramos (PSL) e Maria Aparecida Neres Leite (PR), mulher do ex-prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite, também foram presas. Rose foi presa em Jateí na sua residência e Maria foi presa em Campo Grande.
Depois de uma sorumbática e nada auspiciosa especulação a respeito de orçamento de serviços crematórios (toc! toc! toc!) a conversa com o meu infundíbulo cronossinclástico guru César Lutti desagua, obrigatoriamente, no mensalão. Ops, no petrolão! Lutti foi uma das lideranças tucanas por mim apresentadas a Delcídio do Amaral no dia em que o hoje presidiário senador petista descobriu Dourados no mapa do Brasil, ali fincando o primeiro alfinete marcando o início de sua trajetória política mirando no governo do Estado, já que dizia possuir credenciais até para suceder Pedro Pedrossian no panteão da historia.
O ex-governador André Puccinelli (PMDB) e o empresário João Amorim aparecem no relatório da operação Coffee Break, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), como investigados e não como testemunhas, como se gabava o italiano. E a TV Morena deu isso ontem, em matéria "exclusiva", como se fosse novidade. Se os subordinados de seu Zahran são felizes assim, fazer o quê?
Pelo menos um terço dos integrantes já definidos da comissão especial que vai analisar o processo de impeachment é alvo de acusações criminais no STF. Dos 61 deputados, ao menos 20 respondem a inquéritos (investigações preliminares) ou ações penais (processos que podem resultar em condenação) no Supremo. O levantamento, do site Congresso em Foco, é o destaque do café amargo de hoje de J.C. Torraca. Vale repetir o CTRL C + CTRL V. És fuego negron, lembraria o Alcodan!
Não bastasse Carlos Marun, agora Zeca do PT. O peemedebista, notabilizando-se como o maior defensor de Eduardo Cunha – o presidente da Câmara encalacrado com os tufos de grana roubada e depositada na Suíça. O petista, mandando destruir urnas, numa desesperada tentativa de melar a formação da comissão especial que pode cassar o mandato da patroa Dilma Rousseff. Este, o tipo de gente que o eleitorado do Mato Grosso do Sul manda para o Congresso Nacional. Fiasco total.
Usinas contratadas pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS), enquanto era diretor da Petrobras, causaram à estatal prejuízo superior ao escândalo de Pasadena. Quatro termelétricas, contratadas no governo de Fernando Henrique Cardoso sob o regime do Programa Prioritário de Termeletricidade, custaram à Petrobras R$ 5 bilhões, segundo cálculos da companhia e do Tribunal de Contas da União (TCU).