Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Tá bom. Antes que venha a pauleira, que me apontem outro nome. Waldir Guerra se escafedeu, Egon KKK preferiu a confortável condição de “aspone” do des(governo) companheiro em Brasília; Bafo de Bode, que até tentou, também sumiu do mapa; Valdecir Artuzi, que se não tivesse sido cassado e, depois, morto, talvez até já tivesse chegado lá, porque disposição – e votos – para isso ele tinha de sobra. Geraldo Resende? Até poderia ser. Depois de tantos mandatos como deputado federal, e conhecendo de cor e salteado os problemas e os anseios dos municípios de todo o Estado, teria uma campanha pronta, mas encafifou que quer ser prefeito e não há quem tira isso de sua cabeça.
Elas vêm rodeando, rodeando, já há algum tempo. Primeiro, Lori Gressler, a vice de Humberto Teixeira, que tentou emplacar como titular. Depois Bela Barros, e até Keliana Fernandes. Agora, Délia Razuk, que gostou tanto da cadeira nos quatro meses em que “prefeitou” interinamente no pós-Uragano, que de volta a cadeira que passou a Murilo Zauith. E olhe lá se não for com Virginia Magrini de vice! Feminismo ou não, em Três Lagoas funcionou, e como!, com Simone e Márcia.
Preocupado não apenas com a grave crise enfrentada pelo governo de sua sucessora, o lobista-palestrante Luiz Inácio da Silva aterrissou em Brasília na terça-feira (5) para uma conversa “olho no olho” com a “companheira” Dilma Vana Rousseff. Lula, que sabe ser difícil a atual situação, quer não apenas salvar o governo, mas interromper o processo de derretimento do seu partido, o PT, que arde nas chamas da corrupção e da incompetência.
Com seu líder Delcídio do Amaral na cadeia, o deputado e ex-governador Zeca do PT corre para os braços de Reinaldo Azambuja. No Blog do confrade Marco Eusébio, hoje, o amigo do peito e companheiro de biritas de Lula da Silva se derrete em elogios ao governador. Bom senso, equilíbrio e ponderação. Com estes adjetivos, aproveitou para espinafrar seu sucessor, antecessor de Azambuja: “Ele não é igual ao André que sai por aí contando papo, vantagem”. Huuuuummmm
A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira, 6, que realizou com sucesso seu primeiro teste com uma bomba de hidrogênio - uma forma mais poderosa de bomba nuclear -, aumentando os desafios da política externa dos Estados Unidos e destacando os limites da capacidade da China de manter seu instável aliado sob controle. Imediatamente após a divulgação da notícia por Pyongyang, Japão e Estados Unidos solicitaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que deve acontecer ainda nesta quarta.
Toda vez que se especula quanto à possibilidade de Murilo Zauith desistir de transformar em realidade seu sonho (que é também o de todos os douradenses) de se eleger Senador da República, não tem como não lembrar o exemplo de Rondonópolis, a cidade que está para o Mato Grosso assim como Dourados está para o Mato Grosso do Sul. Com a diferença de que os três senadores mato-grossenses são de lá: Blairo Maggi, José Medeiros e Wellington Fagundes.
Ao contrário do que informa J. C. Torraca no Douradosnews de hoje, dificilmente Délia Razuk aceitaria Marçal Filho ou quem quer que seja como companheiro de chapa por indicação Reinaldo Azambuja. É que o RR famoso, guru da vereadora-candidata, estaria “porrrrrraqui” com o governador pelo simples fato dele não ter cumprido um fiapo sequer dos compromissos com ele firmados após a eleição. Nem o aval de Londres Machado resolveria a parada.
Por mais paradoxal que possa parecer, o empresário Adão Parizotto, até um dia desses tido como a grande promessa na corrida sucessória douradense, depois que jogou a toalha passou a ser visto como a mais bela “noiva” dos que continuam na disputa. Mais paradoxal, ainda, porque é “cobiçado”, principalmente, por Délia Razuk, até aqui líder das pesquisas. Como Parizotto sonha subir a rampa da Assembleia, o namoro pode dar casamento. É toma lá dá cá.
Adentrado o ano eleitoral, com as pesquisas já sinalizando os nomes dos favoritos para suceder Murilo Zauith, há quem garanta que a grande novidade do pleito deste ano ainda para acontecer. E no PMDB, justamente o partido que produziu o maior número de candidatos, tanto que alguns deles, como Délia Razuk e Marçal Filho precisaram buscar espaços em outras siglas. Não, não é Sebastião Nogueira o páreo para desbancar o federal Geraldo Resende, mas o estadual Renato Câmara.
Depois de passar o Natal sem seu peruzinho e o ano novo sem contemplar o foguetório em sua paradisíaca Floripa – pior, logo pra ele, acostumado a uísque sempre do bom e do melhor, sem sequer um brinde de Sidra com os carcereiros – o senador Delcídio do Amaral parece que resolveu pôr a boa no trombone. E aí, a companheirada que ponha a barba de molho. Literalmente, como no caso do “Barba” famoso. O especialista em delação premiada, Antônio Figueiredo Basto, já está a postos.
O deputado Geraldo Resende está sendo vítima da mais bairrista das chantagens: a de que Dourados não pode perder seu único representante no Congresso Nacional e que por isso ele não deve ser candidato a prefeito. Até os mais ferrenhos adversários, companheiros e ex-companheiros de partido, inclusive, não cansam de elogiar, agora, seus dotes como parlamentar, principalmente sua capacidade de arrancar recursos para Dourados. Como diria um conhecido colunista social, que coisa, heim!
Nada mais emblemático que a imagem de uma ponte da grife Giroto/Puccinelli, recém-construída, e já desabando, num efeito dominó, para começar o ano seguinte ao que será indelevelmente lembrado como aquele em que, como diria o chefe da quadrilha do Petrolão, Lula da Silva, nunca antes na história se roubou tanto. No Brasil e no Mato Grosso do Sul, diga-se. Tanto que por aqui o primeiro ano do governador-censor Reinaldo Azambuja foi de fazer inveja aos anos de chumbo da ditadura militar, quando a censura à imprensa comia solta.
O exímio operador de Londres Machado e Delcídio do Amaral, Dorival Betini, contratado pela Casa Civil para coordenar a base política dos tucanos (isso pode, Arnaldo?) vai trabalhar com Flávio Brito, que operava para Geraldo Resende, e com Waltinho Carneiro, que operava para Murilo Zauith. O trio é subordinado a Sérgio de Paula, que operava, opera e vai continuar operando para Azambuja. Como diria o recém-finado Alcodan, assim foi, assim é, assim será.
O governador-censor Reinaldo Azambuja contrata, pela Casa Civil, um “operador” do staff de Londres/Delcídio (é tudo farinha do mesmo saco), numa investida para o fortalecimento das bases eleitorais tucanas, visando às eleições municipais, e a imprensa subordinada trata isso como um grande feito. Lembrando que “operador”, no jargão desses tempos de Petrolão, é quem faz as mutretas. Pelo currículo do dito cujo, aliás, não era de se esperar outra coisa.
Para tentar reverter o pessimismo apontado pelos indicadores econômicos, a presidente Dilma Rousseff planeja apresentar ainda neste mês medidas e propostas que ajudem a retomar o crescimento e animar a economia, mas sem abandonar o ajuste fiscal que desde o início do segundo mandato tenta implementar. O plano já é tratado no Palácio do Planalto como uma espécie de “novo PAC” e tem como prioridade estimular o setor de construção civil.
A propósito da nomeação do “operador” Dorival Betini para a Casa Civil de Azambuja, o leitor Márcio Pereira lamenta ter um dia acreditado em Zeca do PT, pela promessa de abrir a caixa preta contaminada pelo “câncer que vinha Fátima do Sul”. Para ele Zeca foi engolido pela tal caixa e já na posse estava contagiado em grau de metástase. “Foi o tempo que a geometria era com ângulos retos, agora é uma circunferência que gira em torno do mesmo centro”, diz o eleitor.
Dono de consideráveis 30% do eleitorado na terra de seu Marcelino e, como tal, em aliança com o PR, mandatário nos áureos tempos Tetila; depois coadjuvante na primeira administração Zauith, quando elegeu a companheira Dinaci vice, e hoje, mero figurante, com duas secretarias, o PT volta a roncar grosso, ameaçando pular do barco para lançar candidatura própria. Não tão grosso, aliás. Para quem tem Tetila e João Grandão, falar em Elias Ishi e no ex-reitor Damião...
O Estado de S. Paulo comemora hoje mais um aniversário sob censura judicial. O jornal está há 2.288 dias proibido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, de investigações da Polícia Federal sobre atividades suspeitas do empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney (PMDB), no Maranhão. O jornal aguarda análise de um recurso no Supremo Tribunal Federal. A censura atual é mais uma das muitas vividas pelo jornal, que comemora hoje 141 anos de fundação e 136 anos de vida independente, em razão dos cinco anos que passou sob ocupação da ditadura de Getúlio Vargas, de março de 1940 a dezembro de 1945.
Só pode ser. Da cadeia, onde está desde o ano passado e onde deve mofar, se não delatar a companheirada, Delcídio do Amaral emana seus “melhores” pensamentos na direção do Parque dos Poderes, para que o amigo com quem andou pensando junto o MS tenha melhor sorte no governo que era para ser seu. Como retorno, ops!, Reinaldo Azambuja vai acomodando os aliados da dupla Delcídio-Londres, como acaba de fazer com Dorival Betini, um exímio operador (uiuiui!) do sistema.
Em volta das mesas de sinuca da periferia de Dourados, nesta virada de ano, o assunto foi um só: o mais ilustre entre os bilharistas, deputado, seu Zé Teixeira, o demo, aquele, mandando avisar que vai entrar na disputa pela cadeira de seu amigo do peito, prefeito Murilo Zauith. Para tanto, já chamou seu parceiro de taco, Archimedes Ferrinho Lemes Soares, para espalhar o fato e começar a negociar os acordos.