Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Preso desde o mês passado, abandonado pela companheirada e considerado o delator dos delatores da Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral pôs ontem o primeiro pé no cadafalso, quando o presidente do Conselho de Ética, João Alberto, aceitou abrir investigação contra ele por quebra de decoro parlamentar. Amanhã, com a indicação do relator, ele se ajeita no tablado. A forca, propriamente dita, só virá em plenário, onde a tendência é pela cassação do mandato.
15/12/2015 - 16h15Na primeira entrevista após a busca e apreensão em seus endereços residenciais e de trabalho, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),...
Dos muitos embates jurídicos que os corruptos da política vêm travando contra este blog, certamente que o da parte (na polícia) do demo Zé Teixeira será dos mais emblemáticos. É que o tiro com que “seu Zé do boi” tenta, há tempos, silenciar o mais insubordinado dos jornalistas do MS pode reavivar a memória de familiares de vítimas de outros tiros, obrigando a reabertura de investigação de crimes que, misteriosamente, continuam impunes.
Até que dá para entender o desespero do prefeito Alcides Bernal para recuperar – além da buraqueira nas ruas deixada pelo inoperante Gilmar Olarte – o tempo perdido, ficando bem na foto com Dilma Rousseff. Mas, verdadeiro suicídio político engrossar a fila dos colegas de capitais nordestinas (feudo petista) que foram ao Planalto hipotecar solidariedade à preposta de Lula, ainda mais com este blablablá de defesa da democracia, de golpe e de respeito ao resultado das urnas.
Nenhuma dúvida de que é pra lá de positiva a atuação da Polícia Federal nos escândalos de corrupção que abalam a republiqueta petista na Lava Jato. Melhor seria, entretanto, que a mesma eficiência da devassa de hoje, na casa do presidente da Câmara Eduardo Cunha e de seus aliados peemedebistas, se repetisse também no Palácio da Alvorada, também em Brasília, e no apartamento do chefe da quadrilha, Lula da Silva, em São Bernardo do Campo.
Preso pela Operação Lava Jato, o pecuarista José Carlos Bumlai foi denunciado nesta segunda-feira (14) sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, por suspeita de ter participado de um esquema de corrupção na Petrobras e ter repassado dinheiro ao PT. Também foram denunciados o filho e a nora de Bumlai (Maurício de Barros Bumlai e Cristiane Dodero Bumlai), três executivos do Schahin (Salim Schahin, Milton Taufic Schahin e Fernando Schahin), os ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada e Nestor Cerveró, o ex-gerente da estatal Eduardo Musa, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o lobista Fernando Soares, o Baiano.
Indiferente ao tsunami político que abala o país, e que pode deixar estragos irreparáveis particularmente no Mato Grosso do Sul, o deputado estadual George Takimoto faz planos para retornar à Câmara Federal, daqui a três anos. E quer levar consigo mais dois colegas, como aconteceu na legislatura 1990-94. Ele entende que esta é a receita para Dourados voltar a ter abundância de recursos federais para a solução de problemas emergenciais.
O PT de Mato Grosso do Sul está preparando uma mobilização da militância para esta quarta-feira, 16, contra o que consideram de “golpe da elite e em defesa da democracia”. Vão pedir a cabeça do presidente da Câmara, Eduardo Cunha e a conclusão da operação Lama Asfáltica. Acreditem, quem lidera o chamamento é Zeca do PT, amigo do peito e companheiro de biritas de Lula, cuja preposta, Dilma Rousseff está com a cabeça a prêmio no Congresso.
14/12/2015 - 10h33Se todos os estados brasileiros copiarem o exemplo sergipano, onde o Ministério Publico e o Judiciário começaram a tomar contundentes atitudes contra...
Dependendo dos rumos que tomarem as investigações dos escândalos sexuais envolvendo políticos e empresários em Campo Grande até o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a cassação do mandato do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, podem ser afetados. O que falta é a polícia pegar o cafetão certo, o que agencia as tops da prostituição para os grandalhões da política estadual. Vai ser um deus nos acuda!
Personagem do petrolão, segundo a Veja com potencial tão ou mais demolidor que Delcídio do Amaral, o pecuarista mato-grossense do Sul José Carlos amigo do Lula Bumlai da Silva atuava nos bastidores da república petista como um superparasita em negócios que envolviam altas somas em bilhões desviados dos cofres públicos. Como diria o chefão petista, nunca antes na história da República alguém fez tão bom uso de um crachá de livre acesso ao gabinete presidencial.
De um influente parlamentar no organograma do poder e conhecedor dos segredos mais bem guardados da República, Delcídio do Amaral foi transformado pelos próprios colegas em pária e abandonado até por quem menos imaginava – o capo Lula, que o chamou de imbecil e idiota. Segundo a Veja, sozinho, traído e humilhado, Delcídio continua um arquivo vivo da era petista e já começa a dar sinais de que poderá ativar a memória para tentar sair da prisão.
A revista Veja informa que numa das empresas de um dos filhos de José Carlos Bumlai foi encontrado um manuscrito pra lá de comprometedor intitulado, “um ano dourado 2010”, onde são feitas projeções sobre os negócios da família no ano em que se vislumbrava a continuidade do governo Lula via Dilma Rousseff. Certamente que o documento foi inspirado naquela que era para ser a jóia da coroa dos empreendimentos do amigo de Lula - a depois falida Usina São Fernando, de Dourados.
No que depender da bancada federal do Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional a presidente Dilma Rousseff já pode começar arrumar as malas e contratar um caminhão de mudança para retirar seus tarecos do inóspito Palácio da Alvorada. Pelas projeções, com base nas raras declarações de parlamentares que arriscam um palpite, até porque são poucos os que não têm culpa em cartório, a coisa deve ser unânime no Senado, com um placar de cinco a três na Câmara, pró-impeachment.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Delcídio do Amaral (PT-MS) da carceragem da superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para o quartel da Polícia Militar no Distrito Federal. O senador está preso desde 25 de novembro, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. O parlamentar, que está com a filiação partidária suspensa pelo PT, cumpre prisão preventiva, sem prazo para acabar.
A Polícia Federal expediu mandado para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja intimado a prestar depoimento. E a data já está marcada: quinta-feira próxima, dia 17, em Brasília. Por enquanto, só pelo envolvimento na Operação Zelotes, por esquema de corrupção que beneficiou o filho Luiz Claudio da silva com cerca de 2,5 milhões. Como se trata de um intocável, que nunca sabe de nada, já é um bom começo.
Para o presidente do PT do Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Biffi, se o senador-presidiário Delcídio do Amaral resolver fazer delação premiada derruba todo o tucanato, FHC à frente. Biffi faz chacota com assunto tão sério, como se desconhecesse o tamanho da encrenca em que a companheirada – alguns, inclusive, bem próximos dele – está metida. Se é que não sobra pra ele também. FHC, aliás, desceu do galho faz tempo. Se tem alguém pra cair não é ele.
Que a prisão do senador Delcídio do Amaral sirva de exemplo aos poderosos de plantão, principalmente os que, pelo tanto que têm a esconder, insistem em censurar a imprensa. É que às vezes, os autos dessas demandas, mesmo as que correm em segredo de Justiça, acabam dando uma providencial mãozinha aos julgadores. E os efeitos, claro, podendo ser devastadores, atingindo até o seio familiar, já que insistem, também, em misturar o público com o privado.
Para Josephino Ujacow, que fez Ernesto Geisel (o mais duro dos generais presidentes do Brasil) se curvar aos seus argumentos para o retorno, na década de 1970, do município de Vicentina à categoria de distrito, vai ser canja livrar Eduardo Naegele dos enroscos da operação coffee break. O genro do conceituado criminalista Pepito é um dos poderosos da mídia envolvidos no esquema de puxada de tapete de Alcides Bernal da prefeitura de Campo Grande.
Desde que a imprensa é imprensa são de sobejo conhecidas suas promíscuas relações com o poder. Melhores exemplos, Assis Chateaubriand e Roberto Marinho, cujos impérios – Diários Associados e Rede Globo – foram erguidos à base de milionárias verbas públicas. Daí que é só escarafunchar esquemas de corrupção e lá estão os bambambãs da comunicação, como os de Mato Grosso do Sul, que, como se vê, eram mais que chegados nos cappuccinos servidos por André Puccinelli.