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Na trilha do Valdecir

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15/11/2013 – 08h15

Tenho plena consciência do quanto é chato bater nesta tecla, assim como fiz com a Owari, a Uragano e seus (in) consequentes retornos e não tenho como não dar razão aos leitores que desconfiam que estou querendo me vangloriar, mas como não acreditar que está cada vez mais próximo de se cumprir a “profecia” feita aqui durante as eleições passadas de que a ascensão de Alcides Bernal em Campo Grande seria um repeteco do que aconteceu com a do Valdecir Artuzi em Dourados? Daí o propósito, pelo efeito dèjá vu, das fotos que ilustram este post e o título, mais curto – e mais direto – que coice de porco, poupando o leitor das divagações do blogueiro neste tão esplendoroso feriado da proclamação da Republica.

Todos sabem que posar ao lado de Luiz Inácio, o Lula da Silva, ainda mais no momento em que parece preceder sua beatificação como o mais novo santo brasileiro, não é privilégio de qualquer um, tirante, claro, os componentes da claque petista que histericamente o recepciona onde quer que ele chegue como se fosse uma das estrelas do Corinthians. Mas daí a pagar mico, como o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que ficou no corredor de acesso da suíte do hotel em que o presidente de fato do Brasil se hospedou em Campo Grande para um dedinho de prosa na esperança de se safar da cassação de seu mandato já é demais.

Para quem não se lembra, os agentes da Polícia Federal que fizeram a escolta de Lula durante sua visita a Dourados com a desculpa de inaugurar a UFGD e a duplicação do asfalto da BR-163 durante a campanha para eleger Dilma Rousseff nem bem haviam descansado e já tinham outra missão: prender o prefeito que, garbosamente, acabara de posar para fotos e holofotes de TV ao lado do presidente da República.

Claro que uma simples pose para a posteridade ao lado de Lula, só porque ele é o presidente de honra do PT dos mensaleiros não é motivo para um prefeito ir parar no xilindró, em que pesem os maus fluídos pela coincidência do clique concomitante com o instante em que o STF decidia, por unanimidade, pôr a cúpula petista na cadeia. Alcides Bernal pode ter o mesmo fim do Valdecir, como escrevi lá atrás, senão pelo arrazoado da ocasião, porque está fazendo tal qual o fenômeno douradense. Não bastasse a similitude nas ações, até contratando as mesmas empresas para o mesmo tipo de cambiocó com o dinheiro público. E assim como Artuzi, a foto com Lula na antevéspera do 124º aniversário da Proclamação da República pode ter o mesmo efeito do baile da Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, a festa de despedida do Império, defenestrado em 15 de novembro de 1889.

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Lula com Valdecir em Dourados, em 2010...

E com Bernal, anteontem, em Campo Grande

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