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Para ler e pensar, hoje e, um dia após as eleições

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13/01/2014 – 08h04

Estamos abrindo o 2014. Não é o ano do “dragão”, nem da “cobra” e, nem da “pomba”. É o ano daquilo que nós vamos criar e o ano do animal que somos ou aquele que iremos alimentar. A hora é a de escolher os alimentos. O animal já está escolhido dentro de nós. 2014 chegou e, por ele, damos graças ao nosso Deus que permitiu vermos e participarmos de sua chegada. 2014, para nós brasileiros, tem um significado muito mais que especial. É o ano da Copa do Mundo e ano das Eleições Presidenciais e, neste caso, uma tem tudo a ver com a outra. Vejo as duas com associação indissolúvel.

Penso que a nossa presidente Sra. Dilma já deve ter o tempo todo e todo o tempo o Sr. Felipão como seu anjo protetor ou anjo mau. Como todos nós temos uma excelente memória, lembramos que nunca na historia deste País, vimos alastrar com tanta voracidade, de norte a sul e de leste a oeste, com tamanho vigor e pujança o chamado movimento das ruas. Contudo, há que ressaltar que iniciada a Copa das Confederações, à medida que a Seleção brasileira avançava em direção à conquista do “caneco” alavancando aplausos, do lado de fora, por onde proliferavam os movimentos de rua, via-se arrefecer o brado e minguar os manifestantes. Era como se a Pira Olímpica dos movimentos que assombrara o País, esgueirasse rumo ao fim, apagando-se.

O grito nos estádios desfalecia o brado das ruas. É insano prever que o resultado auferido pela Seleção Brasileira de Futebol, nesta Copa, incidirá com relevante peso no resultado das Eleições Presidenciais?
Ser hexacampeões é desejo de todo brasileiro, inclusive, para aqueles que não dão a mínima para o futebol. A sensação para muitos será a de sentir que somos os melhores e os maiores do mundo…, não só no futebol. Não custa recordar o “milagre econômico” que sobreveio ao Brasil, logo após a conquista, em definitivo, da Julie Rimet, em 1970.

Se não formos campeões, serão lembrados como nunca o dinheiro gasto e a vasta rede de corrupção que emporcalhou ainda mais nosso Brasil, com as nababescas obras dos superfaturados estádios. Serão lembrados os hospitais sem leitos e até sem o mais simples material, escolas depauperadas, professores sem a digna remuneração, rodovias esburacadas e ferrovias indispensáveis que nunca saem do papel e, tantos outros desserviços prestados pelos agentes públicos. Com certeza, o choro nos estádios será abafado pelo grito dos excluídos. E, versando sobre política lembro uma reportagem onde a RBS traz esta opinião: “As emendas parlamentares configuram um mecanismo a favor do clientelismo e contra a qualificação da política”. Esse é o mar onde estamos mergulhados. E, muitos acreditam que, por “prender” alguns heróis, que levantam o braço esquerdo em punho cerrado, em sinal de vitoria e honor, estão vendo um Brasil evoluído e democrático.

Que pena!

Retrato, aqui, a opinião da revista “The Econnomist” em sua primeira edição, neste ano, que afirma: “O resultado das eleições presidenciais, em 2014, no Brasil, é imprevisível”. Talvez, estejam pensando como nós, sem, no entanto, querer abrir o jogo, dando as possíveis razoes dessa imprevisibilidade.

Para finalizar: “Segundo pesquisa da ONU, muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV, sem passar pela biblioteca. Formamos cidadãos que só leem quando obrigados”.

Fizemos questão de não elencar para efeito de bons resultados nas tais eleições, os verdadeiros cabos eleitorais, quais sejam: “bolsa família”, e os “vales” leite, gás e, etc. Soma-se a isso, a invejável ineficiência da maioria dos partidos de oposição.

Feliz ano com Eleições e a Copa do Mundo.

Benê Cantelli

Professor e Campista

Para ler e pensar, hoje e, um dia após as eleições

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