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O canhão de Schimidt para desgovernar o busão de Delcídio

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16/01/2014 – 09h02

Nem o petista Delcídio do Amaral, como seria o natural, depois da declaração de amor de Carlos Luppi à Dilma Rousseff; nem Nelsinho Trad, em agradecimento às sinecuras de correligionários pedetistas no governo André Puccinelli; muito menos Murilo Zauith, como chegou a ser cogitado ultimamente. O cacique João Leite Schimidt, com seus olhos de lince, vai de Odilon de Oliveira para o governo do Estado. O convite já foi feito. E aceito. E o juiz federal que é o terror da bandidagem não só em Mato Grosso do Sul, principalmente no pedaço onde o Brasil foi Paraguai, como em todo o território nacional, já autorizou o partido a mexer com a papelada, para sua filiação, enquanto ele começa a descer da montanha de processos com os quais mandou para trás das grades alguns dos mais temidos chefes do crime organizado.

No momento em que os indicadores de pesquisas eleitorais começam a apontar para um equilíbrio entre Delcídio Amaral e Nelsinho Trad, por conta das trapalhadas do prefeito campo-grandense Alcides Bernal refletidas na candidatura do padrinho político petista, a entrada de um nome de peso, como o deste pernambucano arretado (de Exu, conterrâneo, pois, do rei do Baião, Luiz Gonzaga) pode mexer ainda mais no quadro de apostas do páreo sucessório. E o senador corumbaense que trocou o Pantanal pela paradisíaca ilha de Floripa, onde tem grande parte de seus investimentos, ficando cada vez mais com cara de cavalo paraguaio.

Claro que por tudo que representa o nome de Odilon de Oliveira, no pós-black bloc que sacudiu as ruas do país ano passado contra a corrupção e o desgoverno generalizado e, agora, diante da onda de “rolezinhos” que novamente põe dona Dilma e Cia. em polvorosa no ano da Copa, o efeito, que pode ser demolidor, desta candidatura, não desgovernaria apenas o busão de Delcídio do Amaral, pelo jeito ainda vazio, podendo atingir também as turbinas do velho Bandeirantes com o qual André Puccinelli insiste em decolar com Trad Filho rumo ao interior do Estado.

Se o eleitor vai captar a mensagem de João Leite Schimidt, são outros quinhentos. Mas a mexida neste tabuleiro em que até agora só Reinaldo Azambuja deitava e rolava tem tudo a ver com o momento o político que o Brasil atravessa, depois que o Joaquinzão Barbosa conseguiu pôr a turma do mensalão no xilindró, com os ventos do litoral pernambucano empurrando o neto de Miguel Arraes, Eduardo Campos, para enfrentar as feras petistas, não sem antes passar pela Bahia para dar uma carona, como sua candidata ao Senado, à não menos temida ministra Eliana Calmon, a mesma que como corregedora nacional de justiça andou assustando muita gente em Mato Grosso do Sul.

Um candidato a governador com o perfil – e com a fama – de Odilon de Oliveira, só podia mesmo ser coisa da cabeça de Schimidt, o herdeiro do brizolismo no estado da Colônia Federal do finado Getúlio, o político idealista que quando secretário estadual de fazenda, diante de uma milionária proposta de propina, colocou para fora de seu gabinete um dos maiores empresários brasileiros da construção civil, só não chamando a polícia em consideração à história do dito cujo. A turma dos retornos deve ficar alvoroçada com esta notícia.

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Odilon de Oliveira, com pinta, já, de candidato...

...e nas mídias sociais, onde aparece como o justiceiro

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