23/01/2014 – 09h53
Chamando a atenção – antes que venha mais uma reprimenda de leitores sempre atentos como Antônio Sergio Amorim Brochado – para o detalhe de que desta vez a palavra retorno volta a mais um título sem ser grafada em itálico, embora no plural, como quando se trata do sonho de consumo da maioria dos personagens cuja situação eleitoral será aqui analisada, e, a propósito da equivocada campanha de que trata o post anterior, a eleição de 2014 deverá ser uma das mais complicadas para os candidatos com base eleitoral em Dourados. E nem seria o caso de gastar o nosso reluzente gentílico, já que da terra, mesmo, ou “candidato minhoca”, como ficou conhecido o ex-deputado Paulo Estêvão da Cruz e Souza, nem sei se, exceto Marçal Filho, aparecerá alguém. É tudo forasteiro.
Como o assunto é retorno, e, falando em Marçal Filho, apenas en passant, relembrando a dificuldade (e isso não é uma torcida!) de sua reeleição e a do colega federal Geraldo Resende, pelas razões aqui já de sobejo analisadas que a famigerada palavra encerra. Para complicar ainda mais a vida de ambos, a candidatura do vereador, também locutor de rádio e de rodeio, Marcelo Mourão, que, além de não ter o tal reizinho na barriga terá o apoio de Murilo Zauith, o prefeito também comprometido com a candidatura a uma cadeira de federal para a representante do agronegócio Thereza Cristina Corrêa da Costa.
Quanto aos retornos à Assembleia Legislativa, a situação de George Takimoto parece ser a mais tranquila. E por uma razão muito simples: embora transitando muito bem entre petistas, como Vander Loubet, foi um dos primeiros a encostar-se a Nelsinho Trad, sendo um dos principais avalistas da candidatura do ex-prefeito campo-grandense ao governo do estado junto aos colegas de Assembleia. Sem contar que não abandona sua maleta de médico nem quando está em plenário, ampliando sua rede de concorrência com o SUS, do Jóquei Clube, de Dourados, às Moreninhas, em Campo Grande, daí para várias cidades da Grande Dourados, como Naviraí e até do Sudoeste, como Jardim e Guia Lopes. Com Zé Teixeira a mesma coisa, caso não emplaque como vice de Delcídio. Isto, se não for levado de roldão no rescaldo da Uragano, por conta das inconfidências do colega Ari Rigo, embora seja um deputado, tipo assim, como diria o Valdecir, desses de regime especial, ou, como se diz no “internetês”, de selo digital. É só vender mais uma boiada e está dentro, de novo.
Pulemos Lauro de David, que de Dourados só tem o título eleitoral, para a intestina disputa entre a companheirada. Vai dar gosto de ver a briga de foice (com o sem martelo?) entre os professores Laerte Tetila e João Grandão. Tetila, para se segurar na cadeira de estadual, precisando afundar as poeirentas estradinhas das aldeias indígenas, onde está seu eleitorado preferencial. João Grandão, depois de pisar numa sanguessuga e deslizar rampa abaixo da Câmara dos Deputados, nem mesmo com o pronto atendimento das ambulâncias dos Vedoim conseguindo continuar no Salão Verde do Congresso, tentando agora um retorno pela Assembleia.
Claro que o aparente favoritismo de Takimoto e Zé Teixeira acaba quando se acrescenta à relação dos nomes da atual composição da bancada douradense o batalhão de candidatos às nunca mais que quatro cadeiras até agora preenchidas por representantes da cidade em cada eleição. Basta que se abra o leque de todos os partidos, com nomes de potenciais pretendentes, como Délia Razuk e Keliana Fernandes, com o peso dos nomes dos respectivos maridos, e de novatos como Gerson Schaustz e Nicácio Cantero, que parecem não estar para brincadeiras, para se chegar à conclusão a eleição de 2014 será, até aqui, a dos mais difíceis retornos.
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