04/02/2014 – 14h01
A bandidagem pode até usar o título deste post para uma analogia com a surrada piada do gato que subiu no telhado. A propósito, a esta altura do processo – o sucessório, não aquele tipo de processo sob cujas pilhas chega a desaparecer o pequenino pernambucano famoso por usá-los para prender mafiosos – que tipo, ala ou braço da criminalidade teria motivos para temer Odilon de Oliveira assumindo, por exemplo, o governo do Estado ou uma cadeira no Congresso Nacional? Até onde se sabe, depois que este Blog anunciou sua candidatura ao governo pelo PDT, entre os que mais fortemente passaram a assediá-lo estão alguns dos chefões do crime organizado no Estado. Sem contar, também, a turma dos retornos uragânicos, Delcídio do Amaral puxando a fila.
Quando criei, há poucos dias, e a propósito do ano eleitoral, o quadro Palanque (inspirado, não nego, em O Palanque, com o qual o grande jornalista Uilson Morales fez história na capital) jamais imaginei que um dos primeiros a subir nele seria justamente Odilon de Oliveira. Os dois primeiros convidados foram, claro, Delcídio do Amaral, que, de imediato, por meio de sua assessoria, aquiesceu ao convite, e Nelsinho Trad, que ainda não deu as caras. Já estão lá Luiz Henrique Mandeta, aliás, o estreante, Murilo Zauith, Tereza Cristina, entre outros. Picuinhas e processos à parte, o espaço está escancarado, e nem poderia ser diferente, aos deputados douradenses, Geraldo Resende e Marçal Filho, inclusive, e, o que é mais importante, sem necessidade de retornos!
Claro que neste palanque aqui a coisa não vai ser na base da régua – pagou publicou! – com aqueles cercadinhos horrorosos. Terão prioridade os debates de ideias entre os candidatos, suas propostas com vistas ao próximo pleito, prestação de contas sem aquela demagogia de sempre, até em respeito ao leitor, que, embora algumas camarilhas não tenham consciência disso, tem, sim, bastante discernimento e sabe quem é quem na história. Por exemplo, não vão passar em branco presepadas oficiais como a de hoje, que a imprensa subordinada aceita candidamente – a dos “mais” 55 milhões de reais que o prefeito Murilo Zauith teria ido buscar em Brasília. Isso é desrespeitar a inteligência do leitor eleitor. Até porque o endinheirado Zauith não precisa deste tipo de motivo para justificar as despesas com diárias, se é que pegou, para seu encontro com o presidenciável Eduardo Campos, por coincidência anunciado para hoje em Brasília.
A subida de Odilon de Oliveira no palanque aqui do blog foi ontem à tarde, depois de uma entrevista publicada no portal do Correio do Estado. É só clicar lá em palanque e ler. Um CTRL C/CTRL V (copia e cola) básico, como 99,9 por cento dos sites, principalmente os interioranos, costumam fazer. Nem me dei ao trabalho de uma análise mais profunda da coisa, já que havia saído na frente com esta informação, o que a imprensa da capital insiste em não reconhecer. A propósito, aliás, das negociações do meritíssimo com a bandidagem da política para entrar neste submundo que ele não pode alegar desconhecer, não deixa de ser uma boa dica, para ele e para os que já estão no trecho, a piadinha do gato que insiste em subir no telhado. Aqui, a qualquer deslize, principalmente quando o telhado é de vidro, quando não morre, o bichano se machuca uma barbaridade.
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