12/02/2014 – 09h06
O prefeito Murilo Zauith nem oficializou, ainda, a saída do cargo para disputar o governo do Estado (ou o Senado) e cá estamos nós elucubrando a respeito de sua sucessão. Na prefeitura, em 16, bem entendido. Nada de anormal, para quem está acostumado a sair na frente com este tipo de informação, já que a renúncia para a assunção, agora, de Odilon Azambuja, mexe com todo o planejamento, até então de comum acordo com o governador André Puccinelli, de fazer prefeito de Dourados o ex-prefeito de Angélica, José Carlos Barbosa, tido como deputado estadual dos mais votados nas próximas eleições.
Interessante notar, de cara, por essas voltas que o mundo dá, a inversão hierárquica da coisa, já que Odilon Azambuja, como chefe regional da Sanesul em Dourados, por indicação do próprio Puccinelli, sempre foi o maior defensor e incentivador da candidatura do presidente estadual da empresa à prefeitura. Seria o caso de perguntar: e agora, Odilon? Será que vai tomar gosto pela cadeira na qual Zauith parece um tanto quanto desconfortável ou vai apenas guarda-la para o Zé Carlinhos, ou Barbosinha?
Lembrando também, neste momento em que tanto se prega a necessidade de valorização da política local, que, uma vez entronizado, Odilon Azambuja seria o segundo prefeito genuinamente douradense, depois de João Totó Câmara. E que, lá chegando, terá sido por obra do acaso, já que sua indicação como candidato a vice de Zauith saiu à última hora, depois do circo armado pelo deputado Marçal Filho, que, “mesmo sem ter tara para essa coisa de ser prefeito” havia colocado seu nome como candidato a prefeito. Dessa encrenca, à época, sobrando a vaga de vice, ao PMDB, disputada no palito entre os primos Sebastião e Antônio Nogueira, com o ex-presidente da OAB, Sérgio Henrique Pereira Martins de Araújo, correndo por fora, daí surgindo o sempre discreto Odilon como o tertius.
Como o assunto é encrenca, e não apenas na base murilista, mas também e, principalmente, nas hostes peemedebistas, com Odilon Azambuja prefeito e candidato natural à reeleição como ficam os não menos encrencados Geraldo Resende e Marçal Filho? E a vereadora e ex-prefeita Délia Razuk, com projeto de ser, também uma das deputadas estaduais mais votadas para se credenciar a voltar à cadeira em que, ao contrário de Zauith, se sentiu muitíssimo bem no traumático pós-Artuzi?
Por eliminação, e, partindo-se do pressuposto de que os ventos do mensalão soprem suficientemente fortes para influenciar o juízo no STF da questão uragânica, até pela coincidência da tradução do italiano para o português do vendaval que abalou Dourados na era Artuzi, que se risque Geraldo Resende e Marçal Filho da lista dos pretensos candidatos peemedebistas. Pelo menos, Geraldo Resende, o que tem mais ideia fixa (toc toc toc) nessa coisa de retorno à política no âmbito municipal, já que a “tara” de Marçal Filho parece mesmo ser outra. E encrenca, que é encrenca, não poderia ser melhor quando se tem um Azambuja de um lado e, no caso, uma Razuk de outro.
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