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Zauith vai para o “sacrifício” em respeito aos douradenses

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14/02/2014 – 09h12

De uma das pessoas que mais entendem de Murilo Zauith, daí a dedução de que retrate seu próprio pensamento, tenho gravada aqui no Facebook uma frase que dá bem a dimensão do que pode acontecer no processo sucessório estadual: “para quem não tem para onde ir, qualquer lugar serve”. O que significa dizer que o prefeito de Dourados vai mesmo passar o bastão a seu vice, Odilon Azambuja, para ser candidato a governador, a senador, a deputado federal ou a deputado estadual. Mais, não se descartando a possibilidade de, simplesmente, voltar para casa, ou para sua Unigran, tamanha seria sua frustração com os limites impostos por uma administração emperrada, por conta de uma assessoria, com raras (e põe raro nisso!) exceções, das mais incompetentes e antipáticas e da qual não teria como se livrar, mas, principalmente, pelas conjuminâncias políticas que cada vez mais afastam Dourados do lugar que lhe é de direito no cenário político estadual.

Claro que as aspas em sacrifício no título deste post ficam sem sentido quando a palavra remete ao que Dourados pode perder com a saída de um prefeito com o perfil de Zauith, empresário bem sucedido, o engenheiro que pensa grande e que sempre sonhou com a prosperidade da cidade que escolheu para fincar as raízes de sua família. Por tudo isso, e, mais importante, para quem não entendeu quando me referi aqui outro dia à sua orientação kardecista, porque tem enraizado em sua formação cristã, moral e ética uma contrariedade nata quanto à tão intrincada e famigerada questão dos tão cobiçados retornos da política. Menos mal, para Dourados, que o sucessor, respeitável referência maçônica, Odilon Azambuja, também é desses que não roubam e não deixam roubar.

O sacrifício com aspas, a propósito de outro texto recente a este respeito, no que pode ter sido entendido como uma contradição de quem menos de um ano atrás havia garantido que nunca antes na história estava tão fácil de Dourados eleger seu governador, agora dizendo que esta voltou a ser uma remota possiblidade, é exatamente pela hora e pela forma como tudo se dá. O projeto teria que estar em consonância com pensamento de André Puccinelli, até aqui o mais douradense de todos os governadores. Ou, se fizesse sentido a aliança em nível municipal com o PT de Tetila, João Grandão e a xiitada histórica, aproveitando-se dos enroscos de Delcídio do Amaral com a Uragano para uma inversão histórica no processo, com um petista da capital, de Corumbá ou de onde quer que seja como vice de um douradense.

Pelo que Zauith dá a entender – e a candidatura presidencial de Eduardo Campos é só uma boa desculpa – com ou sem aspas, um sacrifício em respeito ao povo de Dourados e de toda a região, sistematicamente desconsiderado durante todo o período de pré-campanha, em que nomes de todas as regiões e de todos os matizes ideológicos foram cogitados para a sucessão de André Puccinelli no governo e de Rubem Figueiró no Senado. Pior, por conta das acomodações decorrentes das trapalhadas, ainda, da última eleição em Campo Grande, nem mesmo as sempre asseguradas vagas de vice-governador e suplente de senador sobrando para algum douradense. Para se ter uma ideia do ponto em que chegou o desprestígio da representação política do segundo maior colégio eleitoral do estado, o último nome cogitado para compor a chapa de Nelsinho Trad é o da deputada Mara Caseiro, de um desses partidos nanicos, da pequenina Eldorado.

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