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Delcídio pode ter Lauro Davi como vice

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20/02/2014 – 08h41

Mesmo tendo sido orientado por um dos decanos da atual composição da Assembleia Legislativa do Estado a não ‘tirar ninguém daqui’, conforme o diálogo registrado por observador discreto, considerando o clima de descrédito da casa em decorrência das últimas denúncias que levaram o Poder à investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o senador Delcídio do Amaral (PT) está mesmo inclinado a escolher um candidato a vice oriundo do Parlamento estadual, com representação no interior.

A primeira tentativa do petista recaiu sobre o produtor Zé Teixeira, deputado exercendo o quinto mandato e a presidência estadual do DEM (Democratas), depois de ter sido um dos fundadores do PFL, adversário de primeira hora do PT no plano nacional. Ainda assim, Delcídio chegou a levar Teixeira para conversar com dirigentes nacionais e a cúpula passou a ‘digerir’ bem essa possível aliança, rejeitada nos bastidores das plenárias de base. No final de semana os dois voltaram a se encontrar.

Agora, depois que a direção nacional do PSDB baixou resolução, vetando a aliança para o candidato a presidente Aécio Neves com o PT, o deputado Zé Teixeira começou a perder força na disputa regional, diante da forte ligação que mantém com o presidente regional dos tucanos, o deputado Reinaldo Azambuja, que também pretendia disputar o Governo, mas já ensaia uma alternativa ao Senado, até como forma de sedimentar as pretensões futuras por Mato Grosso do Sul.

Diante disso, no final de semana, em Dourados, onde foi saudado como ‘nosso futuro governador’, e até como ‘o novo governador’, em evento de inauguração de novos serviços médicos prestados pelo hospital Cassems, Delcídio afirmou que, diante do quadro atual, pode rever a formação da chapa majoritária. “Podemos optar por uma formação de centro-esquerda, com os aliados naturais da presidente Dilma”, revelou o senador no contato com a imprensa.

Hoje, em Mato Grosso do Sul, Delcídio conta com o Pros, dos deputados Lauro Davi e Osvane Ramos e tenta atrair simpatizantes do PCdoB, do PDT e ainda conta com a influência do acordo nacional com o PMDB para romper a resistência de peemedebistas históricos diante dessa composição no Estado. O trabalho de Lauro Davi, de organização da Cassems no Estado, e a forte influência junto ao movimento dos servidores, pode leva-lo à chapa de Delcídio. A não ser que o PT tenha que se contentar com chapa pura, e aí entra o nome do presidente da Fetems, Roberto Botareli, como forte indicação do funcionalismo público.

Douranews

Delcídio do Amaral e o

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