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A pá de cal na candidatura Nelsinho Trad

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22/02/2014 – 09h40

Antes de tudo é preciso saber se não é mais uma lorota de João Leite Schimidt, a velha raposa do Taquari, desta vez para empurrar com a barriga o senador Delcídio do Amaral, ganhando tempo para lá na frente arrancar uns troquinhos a mais de André Puccinelli, em cujo governo o seu PDT mantém algumas sinecuras que dão sobrevida a seu pupilo Dagoberto Nogueira. Lembrando que partiu de Schimidt, há poucos dias, a ordem para que o pupilo número dois, Sérgio Roberto Castilho Vieira, ligasse aqui no blog para informar que o juiz federal Odilon de Oliveira havia aceitado o convite para ser candidato a governador pela sigla brizolista.

Muito bem. Vamos acreditar seja verdade que o PDT fechou, mesmo, com o PT, como informou ontem em seu twitter o próprio Delcídio do Amaral. Mais, a se confirmar a informação adicional do Correio do Estado de hoje, sobre o mesmo assunto, dando conta de que o nome oferecido como candidato a vice-governador na chapa petista-pedetista é o do deputado douradense George Takimoto, o ex-prefeito Nelsinho Trad pode enfiar a violinha no saco, porque, como dizia o ex-prefeito João da Câmara, “adios Lourenço Flores”. Correio do Estado, jornal de A. J. Rodrigues, que outro, dia, também twitter, ironizava a candidatura de Trad, por ele enfiado goela abaixo de André Puccinelli como candidato a prefeito de Campo Grande e até bem pouco tempo defendido como o melhor candidato ao governo do Estado.

Quando digo que a adesão do PDT é a pá de cal na candidatura Nelsinho Trad é porque não havia, entre os deputados estaduais, ninguém mais apaixonado e convicto de seu sucesso do que George Takimoto. Há menos de quinze dias, na última visita que fiz a seu gabinete, na Assembleia, fiz questão de arrancar de suas mãos um rascunho com a relação por ele feita de partidos tidos como certos no palanque peemedebista: DEM, cujo único deputado estadual, seu Zé Teixeira, também sonhava ser vice de Delcídio; PSD, do mesmo Antônio João; PTB “quem dá mais”, Solidariedade e PSDB, este com quase doze milhões de interrogações na frente do bico de seu tucano ilustre, Reinaldo Azambuja. Veja que Takimoto não listou seu próprio partido. E, mais, o PR de Londres Machado, tido como a biruta que aponta os bons ventos da política estadual, na dependência, ainda, da chegada da mala preta com o que sobrar da arrecadação para salvar das multas os mensaleiros petistas no xilindró.

Menos mal que se a pá de cal que pode enterrar de vez a candidatura Nelsinho Trad, ao mesmo tempo em que, de cara, devolve a Dourados sua condição de eterna coadjuvante da política estadual, com Takimoto voltando à vice-governadoria, acende uma luz no fim do túnel para a pretensa candidatura de Murilo Zauith ao governo do Estado, aí, já, como rescaldo do projeto peemedebista de se perpetuar no poder em MS. Sim, porque se Delcídio do Amaral já vai ter um vice de Dourados, frustra-se a pretensão de Zauith como seu candidato a senador. São as regras do jogo, cada vez mais embaralhado, enquanto, para desespero dessa turma toda, André Puccinelli não decide o que vai fazer da vida.

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Schimidt e Delcídio, batendo o martelo ontem, no PDT

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