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Delcídio pode desistir para apoiar Reinaldo. Contra Simone

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28/03/2014 – 11h24

Depois de cruzar com Wilson Barbosa Martins no saguão do Hotel Alphonsus, em Dourados, Pedro Pedrossian se dirigiu sorrindo a um grupo de correligionários, perguntando: “viram como estou civilizado? Até peguei na mão do velho!”. Isto, na campanha eleitoral de 1998, quando tentava se eleger governador pela quarta vez, para suceder exatamente o figadal adversário a quem entregara seu primeiro curto período de governo no MS, trocado, em 1980, por seis anos de Senado. Antes disso, ainda nos tempos da “marvada” UDN e do velho (e verdadeiro) PTB, quem perdesse a eleição ficava quatro anos sem passar, sequer, pela calçada do velho casarão da João Rosa Góes.

Estes dois episódios servem para reforçar a opinião generalizada quanto à balbúrdia a que chegou o processo eleitoral deste ano, com todo mundo conversando e, principalmente, no sentido mais literal da palavra, negociando com todo mundo. Em outros tempos ou situações os candidatos já estariam nas ruas, com suas pré-campanhas prontinhas, à espera apenas da oficialização de seus nomes nas convenções partidárias. Pois é esta balbúrdia que me deixa muito à vontade para fazer um título como o deste post, com as mesmas chances de acerto como da vez em que arrisquei, em O Progresso, a manchete pela qual fui chamado de louco: “Definitivamente – Pedrossian não será governador”. Isto, logo após a divisão do Estado, quando o ato da nomeação do primeiro governador do Mato Grosso do Sul estava redigido, na mesa do presidente da República, faltando apenas o jamegão do general-presidente Ernesto Geisel. Pois não é que o homem de Miranda acabou não sendo nomeado!

Claro que hoje não tenho fontes tão confiáveis como as daquela época. Nem o Congresso Nacional tem mais senadores do naipe de um Antônio Mendes Canale. Mas os fatos de hoje, como a roubalheira na Petrobras, que podem inviabilizar a candidatura do senador Delcídio do Amaral, são muito mais consistentes do que a maledicência de que Pedrossian havia usado dormentes da estrada de Ferro Noroeste do Brasil como cerca em sua fazenda em Miranda.

Manca por manca, como seria a chapa encabeçada por Delcídio do Amaral para o governo do Estado com apoio do tucano Reinaldo Azambuja concorrendo ao Senado, agora que a coisa fedeu para o lado do petista já é dado como certo, entre aliados, que o senador não terá como sustentar a candidatura, ainda mais com CPI que vai ouvir o afilhado Cerveró e demais comparsas, daí o lançamento, numa inversão de posição de Azambuja, que seria o candidato a governador, não mais a senador. Como Delcídio tem mais quatro anos de senado, nada impede o adiamento do projeto, até que abaixe a poeira de Passadena.

Segundo as mesmas fontes, o namoro, que evoluiu para noivado, com lua-de-mel antecipada pelo interior do Estado, só não consumou o casamento pelas imposições legais, mas prevalecem as juras de amor eterno. Na alegria, como na comemoração das pesquisas de até poucos dias atrás, como na tristeza, depois do estouro da bomba que causou o rombo bilionário nos cofres da Petrobras. Ah, ia me esquecendo. Caso André Puccinelli, que também andou de namorico com Delcídio, seja mesmo o candidato a senador, alguém duvida que depois de se sentar na cadeira dele, com o sangue Tebet correndo nas veias, a bela e encantadora professorinha Simone vai entregar a rapadura assim tão fácil? Eis aí o nome, da candidatíssima a reeleição e adversária de Reinaldo Azambuja. Ou de Murilo Zauith. Diante de tanta balbúrdia, tudo é possível.

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