06/04/2014 – 17h07
Para frustração dos políticos que o assediavam, nem governador, nem senador, muito menos deputado federal. O juiz Odilon de Oliveira vai continuar combatendo a bandidagem, como juiz. Alegou, para a sua “amarelada”, motivos de segurança pessoal. E a exemplo de André Puccinelli, foi pelo Facebook que ele anunciou a decisão de não entrar para a política:
Eu próprio afirmei que, aos 65 anos de idade e 53 de serviço, deixaria a magistratura para disputar um cargo eletivo.
Agora, não mais.
Motivo principal: segurança pessoal durante a campanha, por conta de risco de vingança.
Em 15/01/14, oficiei ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para encaminhar expediente ao Ministro da Justiça indagando se minha escolta continuaria na aposentadoria. A burocracia retardou a tramitação e a resposta não veio. Passou o tempo para deixar o cargo de juiz (até 6 meses antes das eleições).
Aventurar-me em campanha, notadamente na região de fronteira, sem segurança, seria alto risco. Minha família, maior tesouro, não deixou.
Entendo que minha segurança pessoal deve continuar enquanto for necessária após a aposentadoria, pois os riscos que enfrentarei decorrem de minha atuação, durante décadas, como juiz criminal.
Troquei minha liberdade pela defesa da sociedade. Assim sendo, o Brasil não pode me descartar, como roupa velha, jogando-me à disposição dos malfeitores de quem confisquei tanta riqueza, processei, condenei e coloquei na prisão durante décadas.
Cada um de vocês, que aceitei neste facebook, fica livre para dizer o que desejar, concordando ou discordando de mim.
Vou continuar na Justiça Federal com o mesmo perfil, sobretudo ético e moral.
Abraços (odilon@top.com.br)

