17/06/2014 – 11h55
Depois das trapalhadas dos marqueteiros de Edson Giroto na eleição para a prefeitura de Campo Grande, os candidatos ao governo do Estado parecem ter aprendido a lição, procurando medir as palavras nessa fase de pré-campanha. Isto, para compensar as incoerências e incongruências decorrentes das indispensáveis e inevitáveis amarrações e arrumações partidárias, como a dificuldade do que se apresentava como moderno, Delcídio do Amaral, para tentar explicar um arcaico Londres Machado como companheiro de chapa. De Nelsinho Trad, ao contrapor a forma jocosa como o petista se refere à tradição de sua família, jogando-o, com frases sob medida, no colo dos mensaleiros. Ou Reinaldo Azambuja, mesmo bancado por André Puccinelli, criticando a obra que é a maior vitrine do governo peemedebista em Campo Grande, o Aquário Pantanal.
Como Dourados, um dia a terra dos vices e dos suplentes nem isso consegue mais, os três candidatos resolveram “homenagear” a cidade administrada pela grande “noiva” deste processo sucessório, o prefeito Murilo Zauith, para aqui soltarem suas pérolas. Não à toa, claro, mas por aqui estar o maior número de subordinados da imprensa. E nada melhor que uma bóia num restaurante chique ou uma feijoada com boa caipirinha para estimular os neurônios desse tipo de jornalista para manchetes massageando o ego dos pretendentes ao governo. Dos três, que se diga, conforme orientação do chefe Zauith por intermédio de sua marqueteira Maria Antônia, já que, embora Delcídio do Amaral seja o favorito, vai que dá uma zebra, podendo comprometer obras como o recapeamento asfáltico.
Dos que disputam, efetivamente, Delcídio do Amaral é o que parece mais sintonizado com o sentimento do eleitor. Dourados merece muito mais que um candidato a vice-governador, merece participação efetiva, e respeito, no e do governo do estado, disse o petista, durante a Expoagro. Agora, na iminência de ter de engolir Londres Machado, alfinetou Nelsinho Trad pela humilhação a que o peemedebista está sendo submetido nessa tentativa de pegar a laço algum douradense para vice, dizendo que o longevo deputado fátima-sulense pelo menos tem experiência de sobra.
Nelsinho Trad, até então brincando de candidato a governador apenas nas redes sociais, pousando por aqui com declarações, devidamente decoradas e ensaiadas, das mais contundentes. Como, por exemplo, na coletiva-almoço jogando Delcídio do Amaral no colo dos mensaleiros, ao defender os irmãos, deputados Marquinhos e Fábio Trad, que quando vão a penitenciárias é apenas para defender seus clientes, como bons advogados, diferentemente do adversário, para visitar ilustres companheiros presidiários, como José Dirceu e José Genoíno.
Como se vê, frases de efeito e de grande repercussão, lapidadas por marqueteiros, já dando o tom das campanhas, enquanto suas equipes preparam os planos de governo, também peças de marketing, para o grande embate televisivo, que é onde o bicho pega. Tendo como guru o grande guru Duda Mendonça, Delcídio do Amaral deverá repetir o tom ufanista das campanhas malufistas, depois adaptadas ao lulismo – tudo, “foi o PT que fez”. Um perigo, nesses tempos de mensalão, de Passadina/Petrobras, o que pode fazer a diferença para Nelsinho Trad, já que nem o próprio marqueteiro petista se safou das trapalhadas mensaleiras. Que os marqueteiros de Nelsinho não repitam os de Giroto: e o Azambuja?
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