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O retorno campeão, para o Douradão

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22/06/2014 – 09h00

Vítima do achincalhe (no Facebook) de Maria Antônia Ribeiro Gonçalves (marqueteira de Murilo Zauith), para quem só devo viver bêbado para escrever tantas “asneiras” a respeito da administração municipal, depois de uns gorós com o guru Cesar Lutti no Bar do Paulo, no Cachoeirinha, tentando me equilibrar em cima de uma magrela num trottoir pela esburacada Joaquim Teixeira Alves, embiquei Toshinobu Katayama acima para uma saideira no Quiosque da Brahma. Para a minha surpresa, ao tentar passar pelo Clube Nipônico eram tahachis para todo lado. Informaram que estavam ali para a escolta do presiedente que estava para chegar. Tal qual o padre Vitor, um macumbeiro de Campo Grande que depois de dúzias de cerveja, ao desincorporar a pomba gira Maria Padilha estava sãozinho da silva, sem bafo, também sarei na hora.

Pelo sotaque do soldado carregado no castelhano, desconfiei tratar-se de mais uma visita do presidente paraguaio, como nos tempos de Walter Guaritá. Pê da vida por mais uma vez não ter sido convidado para os eventos murilistas, comecei a gritar para que deixassem entrar o jornalista há mais tempo no exercício profissional no Estado. Tentando reconhecer alguém do cerimonial oficial, chamei por Noemi Ferrigolo e Solenyr Araújo. Mas, nada; aí, caindo a ficha, já que elas jamais teriam me esquecido. Até que aparece a própria Maria Antônia, para mais uma descompostura: “disfarça amigo, e vaza, não vê que é ordem da chefia de gabinete, para evitar constrangimentos com os subordinados da imprensa, como você diz, e com o pessoal dos retornos?”.

Inconformado, recorri à tática dos torcedores chilenos sem ingresso no Maracanã. Pulei a janela do banheiro que conhecia melhor que ninguém, pelo tanto que ali tirava água do joelho em outros carnavais, avistando, ao longe, minha amiga Goiaba. Agora estou em casa, pensei. Mas ela estava tão envolvida com los hermanos, que nem tchum! Desenxabido – se até a Goiaba finge não me notar é porque a coisa é feia mesmo! – resolvi aceitar o conselho de Maria Antônia, não sem antes parar para conversar com o coronel Francisco Libório, plantado em posição de leão de chácara, fardado de guarda municipal, na porta principal do clube. A barulheira infernal não me impediu de ouvir uma observação de uma netinha de dom Frédis Saldivar: que sujeito enxerido! Eu, claro, não o Libório. O coronel não soube informar de que presiedente se tratava, apenas que estava ali em situação emergencial, a pedido de André Puccinelli, já que todos os oficiais da PM do Estado, inclusive os da reserva, como ele, haviam sido convocados para tentar manter a ordem na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Já nos degraus que dão para a calçada da Weimar Torres, reconheço uma voz me chamando. Era Antônio Coca, o secretário municipal de esportes, cuja principal missão é dar uma destinação ao mais vistoso de nossos elefantes brancos – o estádio Douradão. Como, depois de Roberto Razuk (com os memoráveis bingos do Ubiratan), só Coca conseguiu encher de novo (de chilenos, de passagem rumo à Copa) o estádio, legado de Pedro Pedrossian, estava desfeito o mistério. Depois da sorte que Dourados deu aos chilenos, que por aqui entraram com o pé direito, o presiedente tão aguardado no Nipônico era o da torcida organizada do Chile, agora em tratativas para assinar o contrato de cessão do Douradão para o jogo comemorativo da conquista da Copa pelos comandados de dom Valdívia. Eufóricos, depois que pegaram o touro espanhol a unha em pleno Maracanã, comparam a Holanda à Austrália – um treino. E, nunca antes na história das Copas tão otimistas, acreditando passar também pelo anfitrião, nas oitavas. Aí, acredita o chefe da delegacion de gobierno, é mirar o caneco e correr para o abraço! E eu pensando – e sonhando – bobagens.

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Torcedores chilenos, no Douradão, na ida para para Cuiabá

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