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Risco federal

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08/07/2014 – 10h08

Mais que um contraponto ao quilométrico título do post anterior, a antítese de hoje, remetendo ao “é assim que se faz” da mais intensa e mais bem sucedida campanha publicitária oficial já vista em Dourados – a da parceria que alavancou a reeleição do prefeito Tetila, com o apoio do governo Zeca do PT –, é um alerta para o perigo que o segundo maior colégio eleitoral do estado corre de ficar sem representação no Congresso Nacional. A inspiração para o título mais curto que coice de porco vem do fundo do baú das reminiscências de seu Waldemar (da Silva Melo), vivaldista (depois pedrossianista) de quatro costados, que usava sempre o federal como forma de superdimensionar as qualidades de alguém, o que não é caso de Geraldo Resende e Marçal Filho, ambos em vias de perderem a mamata de retorno. Neste caso, põe federal nisso.

Antes que se desqualifique o texto pela destemida posição deste Blog em relação a atuação de ambos, por conta dos famigerados retornos, dois detalhes, apenas, que chamaram a atenção, nos finalmentes do período de pré-campanha: o faniquito de Geraldo Resende para entregar, mesmo que inacabadas, as obras do colégio Presidente Vargas, e as do Parque Rego D’Água, em tempo de dar uma faturadinha básica na mídia. E a malsucedida tentativa de André Puccinelli de fazer seu mal-agradecido pupilo Marçal Filho primeiro suplente de Simone Tebet. Se o governador, que faz política com caderno de pesquisas sempre debaixo do sovaco, fez tal investida, é porque detectou risco iminente de um retorno do moço da voz de veludo à condição de suplente federal.

Paixões, torcidas e catiças à parte, sem contar o risco que correm de ter seus processos instaurados a qualquer momento no STF, depois de denunciados por corrupção pela Procuradoria Geral da República, são números, nus e crus, que põem Geraldo Resende e Marçal Filho na marca do pênalti. Desta vez, não terão o palanque de André Puccinelli como candidato a governador. Muito menos puxadores de votos, como Edson Giroto (147 mil votos) e Reinaldo Azambuja (122 mil votos). Se na eleição passada, espremido entre os ponteiros e Geraldo Resende estava apenas Fábio Trad, a tendência é que agora, acompanhando o primo Fábio se posicione o demo Mandeta, por sua condição de puxador de votos na chapa de Azambuja, podendo levar com ele o tucano Márcio Monteiro. Carlos Marun e Tereza Cristina podem até não repetir as performances de Giroto e Azambuja, mas, pelo óbvio da coisa, certamente estarão entre os primeiros.

Pelas projeções dos matemáticos eleitorais, Delcídio do Amaral, com Zeca do PT puxando votos, deixa em situação mais que confortável o primeiro-sobrinho Vander Loubet, dando também sobrevida a Carlos Biffi. Neste pelotão, pela gotinha de sangue que João Leite Schimidt tirou de Delcídio do Amaral para misturar ao seu, o pupilo Dagoberto Nogueira tem retorno garantido. Com uma mãozinha, ainda, de Puccinelli, na barganha pelo apoio dos pedetistas a Simone Tebet. Em que suplência já estão Geraldo e Marçal? E olha que nem entram em questão outros douradenses, como Marcelo Mourão, Ailton Stropa e Walter Hora. Tudo bem que nenhum com potencial de Sidlei Alves, que desbancou Marçal Filho uma vez, mas tudo gente de Murilo Zauith e seu Zé Teixeira, como a mesma missão.

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