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Dourados abre a janela para o retorno de Dagoberto

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08/09/2014 – 06h33

Vítima de uma frase mal interpretada no discurso em que, seis anos atrás, no auditório da Aced, deu o start para a fenomenal campanha de Ari Artuzi à prefeitura, Dagoberto Nogueira poderá creditar seu retorno, agora, à Câmara Federal, justamente à advertência quanto à necessidade de Dourados parar de crescer como rabo de cavalo, o que à época foi distorcido e insistentemente explorado por alguns jabazeiros metidos a colunistas políticos. É que ao optar pela coligação com o PT, o PDT, um dos principais avalistas do governo estadual peemedebista, colocou seu principal representante numa situação pra lá de confortável, colhendo os louros do trabalho mais que bem avaliado de André Puccinelli e, mais, importante, pela estratégica posição na coligação proporcional encabeçada pelo PT, que vai muito bem, obrigado, na terra de Murilo Zauith.

Forjado sob a influência positivista de João Leite Schimidt, o “campo-grandense” Dagoberto Nogueira sempre teve uma espécie de faniquito nessa coisa de, como diria FHC, “fazeção” política, tanto que se destacou como um dos melhores deputados de sua legislatura. E por suas ligações históricas como o verdadeiro trabalhismo de Getúlio Vargas, com suas atenções sempre voltadas para Dourados, fazendo melhor a lição de casa, inclusive, que os “ilustres” uraganos com assento no Congresso Nacional. Não só por sua intervenção no campo administrativo, bastando citar o conjunto habitacional Harrison de Figueiredo, como na política, sendo um dos fiadores da campanha e depois da curta administração Artuzi.

Se Dagoberto precisou fazer um forasteiro como o Valdecir prefeito é por que a autoestima dos douradenses estava mesmo em baixa. Tanto que o puxão de orelhas alertando para a decrescente curva desenvolvimentista se deu por conta de sua indignação após Dourados perder para Goiás, por absoluta falta de vontade política dos administradores de então, aquele que poderia ter sido um dos maiores empreendimentos de sua história – a indústria de laticínios Vigor.

Interessante é que, se incompreendido ou injustiçado, num primeiro momento, por conta dessa história de rabo de cavalo, e, depois de se aventurar como candidato a prefeito de Campo Grande e a senador, Dagoberto faz uma frenética campanha por todo o Estado, mas, como que por ironia, seu destino sendo traçado e podendo ser definido basicamente em Dourados. Primeiro, porque seu sucesso eleitoral estará atrelado à desventura de seus ex-colegas Marçal Filho e Geraldo Resende, já que só agora o pedido da Procuradoria Geral da República para abertura de processo contra os dois douradenses envolvidos na Uragano e em outras “cositas” (tema dos próximos posts, aqui no blog) começa a ser examinado pelo Ministro Marco Aurélio Melo, no STF. Segundo, porque votando em massa, como apontam as pesquisas, em Zeca do PT e em outros paraquedistas, como Vander Loubet e Antônio Biffi, mais do que nunca os douradenses estarão carimbando o passaporte para o tranquilo retorno de Dagoberto Nogueira à Câmara dos Deputados. É que na legenda ele será o grande beneficiado desta engenhosa estratégia para derrotar Marçal Filho e Geraldo Resende. Como se vê, coisa dos deuses, com um dedinho, claro, do sempre maquiavélico pedetista histórico Harrison de Figueiredo, que, lá de cima, deve estar dando belas gargalhadas de udenistas empedernidos como José Elias Moreira e José Henrique Marques, dois dos mais notórios cabos eleitorais do mal-educado Zeca do PT.

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Dagoberto, fazendo bom uso das mídias sociais

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