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Ausência de Murilo leva candidatos à loucura

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18/09/2014 – 10h16

No auge de sua popularidade, ao final do primeiro mandato como prefeito de Dourados, Antônio Braz Genelhu Melo se deu ao luxo de preterir o popularíssimo Valdenir Machado como candidato a sua própria sucessão para tirar do bolso do colete o nome de seu sem votos secretário de obras Antônio Luiz Nogueira. Diante das advertências para a temerária decisão de não apoiar o deputado mais votado da região, Braz subia nas tamancas: “o Valdenir é meu, o elegi deputado, ele deve isso a mim; jamais vai me trair”. O filho de dona Mariana estava redondamente enganado. O mais ilustre representante da “república do Panambi” não só “sartou de banda” como apoiou e fez prefeito seu colega deputado Humberto Teixeira.

Excepcionalmente, em 2014, o prefeito Murilo Zauith resolveu dar uma de Pôncio Pilatos. Ao lavar as mãos e não se envolver na eleição de governador e senador pode levar de roldão alguns companheiros que sonhavam com seu imprescindível apoio. Não só os federais, mas principalmente os estaduais. Como diria o poeta, ele deve ter razões que a própria razão desconhece. Mágoa, por exemplo, por ter sido ele também preterido como candidato a governador ou a senador? Pode ser, mas o que seus aliados têm a ver com as diferenças ou com o acerto de contas entre ele e André Puccinelli?

Para quem está assistindo, apenas, a eleição no confortável camarote em frente à televisão ou pelas redes sociais, pode até ser fácil entender a posição de quem tem a responsabilidade de remover os escombros da Owari e da Uragano para tentar construir uma nova cidade, daí a não querer ou não poder tomar partido numa eleição de cartas marcadas para o governo, para o senado e com cadeiras reservadas também na Câmara Federal. O problema é exatamente o salve-se quem puder na disputa das poucas vagas disponíveis, para Dourados, na Assembleia Legislativa.

Mais do que nunca, para quem vislumbra alguma chance em 2018, é preciso estar bem calçado já em 2016. Trocando em miúdos: a sucessão do próprio Murilo passa necessariamente pela eleição de deputado estadual, e, dependendo de quem se sentar em sua cadeira, a transformação em realidade de seu sonho dourado de substituir o substituto de André Puccinelli no governo ou de ficar com a cadeira hoje de Delcídio do Amaral ou com a de Marisa Serrano, “vendida” a Antônio Russo, mas herdada por Rubem Figueiró, no Senado.

O problema dessa ausência, ou indiferença, que está levando à loucura (liberalmente, já que segundo a rádio peão tem candidato ameaçando até suicidar-se) alguns aliados que contavam com um apoio, digamos, mais substancial, da dita estrutura de Murilo Zauith, é que ele talvez ele não possa repetir Braz Melo, para bater no peito, por exemplo, para dizer: “eu elegi o Barbosinha”, ou o Gerson, o big Fael, o pastor Sergio, quem sabe até Valdenir Machado, agora em sua versão fênix. Se Valdenir, que era “propriedade” de Braz Melo, “traiu” o chefe, imagine os demais, soltos na banguela.

Ps – nos próximos posts vou tentar satisfazer a curiosidade do leitor-eleitor quanto ao retorno de uns e a ida de outros.

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Gerson, ainda confiante na bênção do padrinho Zauith

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