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Verba pública não é dinheiro de programa de auditório

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22/10/2014 – 09h11

Verba pública não foi criada para ser distribuída ou “jogada de aviãozinho”, hiperbolicamente falando ou sem explicação, justificativa decente para municípios e estados. O que Silvio Santos faz em seu programa é inimitável, além de que o dinheiro que ele distribui é para alegrar indiscriminadamente seu público feminino com pequenas e significativas quantias.

Ele pode fazer isso com a competência e carisma próprio. Esclareço mellhor: Silvio Santos dá de seu próprio dinheiro ou empresa sem prejuízo, muito menos não cobra subserviência ou vassalagem de ninguém por isso, tipo…: ó, sou eu que estou liberando esse dinheiro…; Também Dilma e Delcídio não podem se dar ao desplante infantil por querer comparar o que um senador e homem de amizade da presidente “pode” conseguir de “liberações” de dinheiro público comparando essa estranha criancice com um deputado federal que simplesmente cumpra prerrogativa legal com migalhas que luta para consegui-las.

Candidato Delcídio, não é por aí que conseguirá recuperar os simpatizantes de antes. A sua forma disfarçada do morde a assopra, do mente e acusa sem prova, o impede de ser um político “aglutinador” enquanto explicitamente é controvertido, pois fala em democracia e age antidemocraticamente contra seu adversário Reinaldo Azambuja, e já fez o mesmo com o Nelsinho Trad. Você os conhece como pessoas íntegras, competentes e eficazes, mas na sua sanha descontrolada pelo poder não mede suas palavras caluniosas e atinge também a família deles, sentimento sagrado para o brasileiro.

Candidato Delcídio, sua contradição o impede até de se identificar com o seu partido o PT. Não assumiu a cor vermelha e demais características política ideológica partidária, e agora, ao final desta campanha, tenta se re-identificar com o partido; agora é tarde.

Até o Pronatec que Dilma exibe como trunfo eleitoral acaba de ser denunciado pela Controladoria Geral da União (CGU), órgão do governo federal, que descobriu total falta de controle nas matrículas e de quem está ou saiu do programa. E Dilma lá em 11 formaturas do Pronatec, “todas em Estados diferentes”. E a CGU, em relatório, afirma que “não é possível precisar quantos alunos assistem de fato às aulas e como foram gastos os recursos repassados pelo governo federal às escolas”. Essas provas juntadas pela CGU foram divulgadas pela Folha de São Paulo.

A contradição e pouco caso de Dilma e Delcídio para com as aspirações do sul-mato-grossense os levaram a achar que bastaria jogar dinheiro público sobre municípios e estado que teriam a subserviência e cooptação popular. Não consideraram que Silvio Santos é único e dá de seu próprio dinheiro. Fora esse abuso, Dilma e Delcídio não dão rigorosamente nada, pois as verbas são produtos arrancados do povo através de impostos escorchantes e mal atendem às suas necessidades. Não se deve pensar nem agir como se o dinheiro público fosse particular.

Hoje (20/10/14) enquanto concluía este comentário ouvi da TV Morena que o Ibope fechou uma pesquisa que dá empate técnico entre os dois candidatos.

Mas, pelo que se viu no primeiro turno que dava a eleição do candidato do PT como inquestionável naquela eleição e deu no que deu… Prefiro manter o crédito das urnas, para evitar “mágicas” manipuladoras. O melhor índice é a prenhes e parição do voto. Que sejam pró Aécio Neves e Reinaldo Azambuja. Assim, ansioso igual à expressiva maioria dos brasileiros e sul-mato-grossenses esperarei na porta da Maternidade do TSE e TRE os resultados finais. O meu bom dia, o meu bom dia pra vocês compatriotas.

Ruy Sant’Anna – Jornalista e advogado.

Verba pública não é dinheiro de programa de auditório

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