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PT quer mapa de cargos federais para identificar indicações que ‘caducaram’

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21/12/2014 – 20h21

Após a perda de espaço no ministério no segundo governo de Dilma Rousseff, o PT afirma que vai preparar uma espécie de “recall” dos cerca de 15 mil postos federais fora de Brasília. O objetivo é identificar velhas indicações políticas que ocupam cargos federais do governo federal, nos estados e municípios.

Segundo o presidente nacional do partido, Rui Falcão, após o mapeamento dos cargos federais nos Estados, serão sugeridos nomes para a presidente. Sobre isso, o deputado federal eleito, ex-governador Zeca do PT, afirmou, em outra ocasião, que é um dos que querem acompanhar de perto a distribuição de cargos – geralmente, são os últimos a serem distribuídos pelos presidentes da República.

Além disso, afirmou que pretende fazer ‘limpa’ nos cargos, principalmente de quem é comissionado do PT e não colaborou com a campanha da presidente Dilma Rousseff. “O cara, para ser superintendente, não tem de ter carteirinha do PT. Mas, precisa representar o governo federal aqui. Se não faz campanha para quem representa, como pode ficar neste cargo? Foram poucos os que botaram a cara na campanha”, criticou.

A última vez que o partido mapeou os cargos federais espalhados pelo Brasil foi em 2003, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o Planalto. Na época, o encarregado do inventário foi o então secretário nacional de Organização do PT, Sílvio Pereira, que chegou a ter uma sala para trabalhar no Palácio do Planalto.

Dois anos depois, no auge do escândalo do mensalão, Silvinho, como é conhecido, pediu desfiliação do PT sob acusação de ter ganho um Land Rover de presente de uma empreiteira que tinha negócios com o governo federal. O ex-dirigente petista agia sob o comando do então ministro da Casa Civil José Dirceu, que cumpre prisão domiciliar pela condenação no mensalão.

Neste caso, o PT escolheu fazer levantamento a partir da Secretaria Nacional de Organização do partido, que foi incumbida de elaborar mapeamento minucioso, estado por estado, com base em informações repassadas pelos diretórios regionais do partido.

A ideia é identificar as vagas cujas indicações ‘caducaram’ politicamente. Zeca do PT, inclusive, já citou casos em há indicados ‘desde a época do Collor’, afirmou. O objetivo da sigla é melhorar a representatividade do governo.

De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, existem quase 23 mil cargos de confiança em todo o governo federal. Os salários vão de R$ 2,1 mil a R$ 12,9 mil. O ministério não soube informar quantos destes cargos estão fora da capital federal, mas o PT estima em dois terços desse contingente.

Depois das eleições, lideranças políticas voltam os olhos para acordos firmados previamente – ou negociações futuras – visando os cargos federais em Mato Grosso do Sul. No Estado, são pelo menos dez cargos locais de direção de órgãos nacionais que, geralmente, são divididos entre partidos governistas e aliados. Entre os mais cobiçados estão a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).(Folha de Dourados)

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