05/03/2015 – 10h34
Para evitar que se propague uma notícia que pode ter caído na Rádio Peão cumpre-me informar, de cara, que o sempre polêmico repórter policial Waldemar Gonçalves Russo vai muito bem, obrigado, apesar de uma zonzeira que de vez em quando o faz sair do eixo. Mas, por que uma notícia “policial” num blog político? Além de aproveitar o gancho para lembrar que nunca antes na história um prefeito (Murilo Zauith) foi tão massacrado pela indigitada “emissora”, porque ontem, por alguns breves minutos, para mim, Russo esteve mortinho da silva. E tudo pela má recepção (ou pela sonoridade do nome da vítima) do sinal de um telefonema de Antônio Coca informando a morte de outro amigo, o funcionário público Rusque Bianchi.
Saindo da natação, no começo da noite de ontem, com rush na cabeça, por conta da inutilidade de uma lombada eletrônica que dificulta uma barbaridade a vida de quem precisa cruzar a Ponta Porã e contornar à esquerda para o retorno, ops!, pela Monte Alegre, recebo telefonema da morte do “Rus#x@y#+>!?”. Não tive dúvidas, partindo de um colega de profissão e, ainda mais, chefe do Russo. Outra coisa, o fato havia se dado numa das mais tradicionais rodas de cerveja de fim de tarde. Como estava próximo, corri pra lá: o que aconteceu com o Rus#x@y#+>!?. “Acabou de morrer, infarto fulminante. Não teve tempo de saborear o primeiro gole de cerveja”, informou um dos convivas.
Corri para o Hospital da Vida, cem metros abaixo. Nenhum colega de imprensa por lá. Perguntei pelo corpo do Russo. E a enfermeira, espantada: o repórter, coitado! Volto para a calçada. Na recepção de emergência, o secretário de Planejamento e alguns funcionários municipais. Repito a pergunta. De novo a resposta, sim, acabou de morrer. Intrigado, observo a ausência de familiares, ao que Édio Carneiro me aponta a prima Renata, acrescentando que Alkindar Matos já havia passado por ali. Só então caiu a ficha. Imagine o tamanho do estrago se estivesse na internet. Ou se a enfermeira a quem dei a notícia estivesse em final de turno e tenha ido pra casa e espalhado a informação.
A mais recente das muitas notícias que correm na Rádio Peão envolvendo a administração Zauith dá conta da “prisão” dos ex-secretários Waltinho Carneiro e Gerson Schaustz, além de Marinise Misouguchi, que continua na Educação. Tudo em detalhes, como as dez horas que teriam passado na sede da Polícia Federal, a viagem às pressas do prefeito a Campo Grande, em seu avião particular, para abafar a situação, o valor do pagamento da fiança desembolsado pela família Carneiro para salvar o pupilo; depois, um remendo, de que não teria havido prisão nenhuma, apenas busca e apreensão de documentos e computadores nas respectivas residências. Neste caso, até a postagem, no Facebook, de um carreteiro oferecido por Gerson Schaustz ao amigo Waltinho Carneiro serviu para dar mais “veracidade” aos fatos, pois que teria servido como “álibi”. É assim que funciona a tal Rádio Peão. Até porque – por mais incrível que possa parecer – tem muita gente que não sabe interpretar as ironias, sempre entre aspas.
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