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Congresso é o “senhor absoluto” da reforma política, diz Temer

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17/03/2015 – 17h35

O vice-presidente Michel Temer disse nesta terça-feira que o Congresso é o “senhor absoluto” da reforma política, e que o PMDB dará prioridade ao tema na Câmara e no Senado. A resposta foi dada ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, que apresentou propostas para a reforma, como o fim da reeleição, do financiamento privado com doação de empresas a apenas um partido, o fim das coligações proporcionais e o “distritão” para as eleições de deputados e vereadores.

— O Congresso é o senhor absoluto dessa matéria, ou seja, a reforma política vai surgir da atividade do Congresso Nacional. Temos a obrigação de não falhar neste momento, no exato momento em que o PMDB ocupa as presidências da Câmara e do Senado, agora vai — afirmou o vice.

O vice-presidente, que na manhã desta terça-feira também se reuniu com líderes da base do governo, falou da contribuição do PMDB ao país e fez um alerta à presidente Dilma Rousseff, que enviava projetos ao Congresso sem debate prévio:

— Quem governa não é o Executivo. Quem governa é o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, particularmente o Legislativo — afirmou.

Temer lembrou o papel decisivo do seu partido na modificação do superávit primário no orçamento, no ano passado, e na semana passada, da nova proposta de correção da tabela do Imposto de Renda. O governo não queria ceder dos 4,5%, mas o PMDB conseguiu negociar tabela progressiva, chegando a 6,5%.

— Isso ocorreu muito devido às ponderações feitas pelo PMDB. Não foi sem razão que o Executivo veio ao Renan (Calheiros) e Eduardo Cunha pleitear esse ajustamento — afirmou.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrou mais empenho do PT e da presidente Dilma Rousseff nas discussões da reforma política.

— Nós tivemos muitas dificuldades, mas já votamos muita coisa de reforma política. Faltou, sobretudo, o protagonismo do governo e o protagonismo do PT. Eu espero que, a partir de agora, com o protagonismo da presidente da República e com o protagonismo do seu partido, do PT, nós tenhamos condições para levar adiante essa reforma política e entregar ao Brasil uma nova política — disse Renan ao receber as propostas da Fundação Ulysses Guimarães.

Renan falou sobre as manifestações que tomaram conta do país domingo passado. Para o presidente do Senado as pessoas estão cobrando a reforma política, e para agilizar as mudanças, acertará com Eduardo Cunha uma “pauta expressa” para as duas Casas aprovarem aos pontos fundamentais da reforma ainda neste semestre.

— Vamos fazer a partir de hoje fazer um esforço para a grande reforma que a sociedade cobra, que é a mudança do modelo de financiamento das campanhas eleitorais. Já é hora de enfrentarmos esse assunto, que é fonte de muitos problemas no nosso país. Com a presidência do Senado e com a presidência da Câmara nós vamos poder estabelecer uma espécie de pauta expressa de matérias.(O Globo)

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