24/03/2015 – 10h01
Quem foi que disse que Dourados era a capital do inferno? Ou uma terra arrasada por um furacão (Uragano)? Pelo menos no campo da ficção cinematográfica finalmente alguém resolveu fazer valer o nome Owari (ponto final em japonês), com a qual a Polícia Federal denominou a primeira operação na tentativa de pôr fim à corrupção. Embora o filme que começou a ser rodado na cidade no último fim de semana trate do combate ao crime organizado na fronteira, é assim, “em nome da lei” que Dourados vai ser mostrada na telona mundo afora a partir do ano que vem.
Tudo junto e misturado
Aliás, nunca antes na história do combalido cinema nacional será tão importante que se grave em letras ditas garrafais, ao final da película, a observação de que esta é uma obra de ficção e que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. “Em nome da lei”, em Dourados? Bom seria se em vez de cenários de uma obra de ficção o Clube Samambaia fosse, de verdade, a “hospedaria” por uns tempos do tão temido e respeitado juiz federal Odilon de Oliveira, que inspira a obra protagonizada por artistas globais como Mateus Solano e Palloma de Oliveira.
Anita, arteira
O pedido era para uma peça simples, apenas para tentar sensibilizar o empresariado do Estado, principalmente os douradenses, para a necessidade de sobrevivência de um jurássico do jornalismo, dos poucos insubordinados da imprensa estadual. No briefing, apenas a sugestão de uso da palavra retorno, que, assim, grifada, aqui no blog, virou neologismo para se referir a corrupção. Aí a artista e designer gráfica Anita Tetslaff surpreendeu mais uma vez. O resultado desta arte é o banner que desde ontem ocupa o espaço destinado a empresas e organismos que preferencialmente não tenham nada a ver com o mote da peça publicitária. Tem gente (deputados, inclusive) que não vai gostar, mas, fazer o quê?
Vê se pode!
Num momento de ebulição política no Congresso Nacional, em que a reforma eleitoral propondo o fim da reeleição é uma das prioridades, nem bem começado seu governo o tucano Reinaldo Azambuja já pensa – e fala abertamente – em reeleição em 2018! Não merece maiores comentários.
Vingança petista
Para quem se espantou ou não entendeu a denúncia da Procuradoria Geral da República apontando o ex-secretário de saúde Luiz Henrique Mandetta como um dos envolvidos na maracutaia do consórcio Gisa, da administração de seu primo Nelsinho Trad, na prefeitura de Campo Grande, apenas a observação de que Mandetta é dos deputados que batem mais doido no (des)governo Lula/Dilma, tendo se notabilizado por sua oposição ao “Mais Médicos” que, perto do Gisa, deve ser fichinha.
Réguas diferentes
Os critérios de medição do “crime” de Mandetta pela PGR devem ser os mesmos que incluíram o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, (outra pedra no sapato de madame Dilma Rousseff) na operação Lava Jato. Critérios diferentes, segundo denúncia feita por Cunha, dos utilizados pelo procurador Rodrigo Janot, que, na undécima hora, excluiu o nome do pra lá de encrencado petista Delcídio do Amaral – o senador que, segundo o presidente do Congresso, Renan Calheiros, foi quem indicou Nestor Cerveró para a Diretoria Internacional da Petrobras.
Puxando a fila
Aliás, não custa lembrar, Delcídio no Amaral não foi denunciado, ainda, ao Supremo Tribunal Federal, por envolvimento na Lava Jato, mas puxou a fila dos que lá se encontram por outras encrencas, como a da operação Uragano. Nesta outra lista constam nomes como Geraldo Resende e Marçal Filho, além do sobrinho preferido de Zeca do PT, o também federal Vander Loubet, este, um “privilegiado” por figurar nas duas ou mais listas.
Amnésia alcóolica
Falando em Zeca do PT e a exemplo de seu companheiro de biritas Lula da Silva, que nunca sabe de nada, ele escapou ileso do processo que apura a farra da propaganda em seu governo, ampla e minuciosamente denunciada pela delatora Ivonete Martins. Há poucos dias a justiça de Campo Grande aceitou denúncia, neste processo, contra o ex-secretários Paulo Duarte e Ruiter Cunha, além de empresários do setor e funcionários subalternos do governo petista. Como sempre, a corda arrebentando sempre do lado mais fraco.
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