06/04/2015 – 08h51
Só mesmo quem teve o privilégio de conviver mais de perto e conhecer a determinação daquela mesticinha tímida (moradora do Jardim Ouro Verde, filha de um dentista e de uma professora do colégio Menodora) que redigia textos prolixos para os releases da assessoria de imprensa da prefeitura nos tempos de Júlio Marques de Almeida, para apostar que Brenda Lee Fukuta da Silva iria tão longe. Incentivada a fazer jornalismo na cidade grande, não pensou duas vezes, pulou na boléia do primeiro caminhão que parou para ela no dia em que resolveu partir, lavou pratos para defender a bóia em Fortaleza e Porto Alegre, até passar no vestibular da Cásper Líbero, em São Paulo, onde se formou. Consagrada como um dos melhores textos do jornalismo brasileiro, depois de cargos de chefia, como o de editora do Caderno dois do Estadão, onde entrevistou “monstros sagrados” como Roberto Carlos e Frank Sinatra e de todas as editorias do Grupo Abril, hoje de roda o mundo fazendo consultorias e dando palestras.
Coleguinhas
A lembrança do nome de Brenda Lee vem a propósito de outro “douradense” que está brilhando no jornalismo nacional, o companheiro Graciliano Rocha, enviado especial da Folha de S. Paulo a Curitiba que em texto aqui também publicado apresentou ontem os procuradores da operação Lava Jato. A bem da verdade, “Graça”, como é conhecido entre os colegas locais, começou em Ponta Porã, por aqui passou, por vários veículos, além da prefeitura e da assessoria de Egon KKK, para só depois retornar a São Paulo
“Douradenses”
Como douradense do Jaguapiru que abriu esta porteira como correspondente da Folha de S. Paulo faço questão de que sejam adotados como tal colegas tão competentes, até como contraponto aos arautos da desgraça que insistem em manchetar como “douradenses” muita tranqueira que passa por aqui e que vira-e-mexe cai nas garras da polícia lá fora. Além de Brenda e Graciliano, outros, como Rubens Valente, também do Folhão, cuja mãe mora em Dourados e Honório Jacometo, que por aqui passou e hoje brilha como repórter de rede da Globo em Goiás, que embora não tenham aqui nascido aqui despertaram e partiram para fazer jornalismo sério Brasil afora.
Pioneiros
Nesta linha de justas e merecidas lembranças, algumas até tardias, como é o caso de Brenda Lee, não dá para esquecer colegas jurássicos como Montezuma Cruz e Oscar Ramos Gaspar, que também militaram no jornalismo douradense depois de já consagrados nos grandes veículos da mídia nacional. Oscar, inclusive, premio Esso de jornalismo, por denunciar a “oligarcia” (clientelismo político do governador Garcia Neto). E falando em jurássicos, Cícero Faria, o “laranjeira” que fez história como correspondente do Estadão em Dourados.
Chatô
Como nem só de coisas boas vive a imprensa douradense, o blog vai levantar esta semana mais uma lebre envolvendo o mais ilustre representante da bancada dos retornos do Mato Grosso no Sul no Congresso Nacional – o deputado Geraldo Resende. Por coincidência, o autor do conceito segundo o qual jornalista, para ele, só serve se subordinado. A denúncia, desta vez, dá conta de mais uma tentativa de Geraldo Resende de se colocar entre os grandes da imprensa local. O problema é que o projeto do jornaleiro que virou deputado de se transformar no “Chatô” (Assis Chateaubriand) do Cachoeirinha e do Parque das Nações passa, necessariamente, pelo uso indevido do dinheiro público.
Mensaleiro pintadinho
Que tal um mensaleiro da Assembleia Legislativa liderando um movimento de protesto contra o petrolão do (des)governo Lula/Dilma? Pois o ex-deputado Valdenir Machado teve a capacidade de fazer isso, no Facebook. Como, encolerizado com a publicação de seu “checão” de sessenta paus de mensalão aqui no blog resolveu desancar o blogueiro, além de ter de provar em juízo quem está (ou esteve) extorquindo quem ou quem é picareta e babaca, vai se ver com o chefe Azambuja e com o ex-chefe Londres Machado para explicar: se o cheque não é dele, de quem é? De algum ex-colega, de algum desembargador ou membro do MP? É só acompanhar o blog. Como diria o blogueiro da novela global, será uma semana de clics, clics e muitos clics!
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